O Amor em nossos corações


1 Coríntios 13:3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é a força motriz que impulsiona o coração do filho de Deus, levando-o a viver não para si. Paulo disse que o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5:5) e o apóstolo João nos lembra que, quem não ama a seu próximo, não conhece a Deus, pois Deus é amor. (1Jo 4:8). O amor apresentado na palavra de Deus não tem nada a ver com sentimentos e sim com doação, serviço, entrega e sacrifício. Vemos num dos textos mais amados pelos cristãos a essência desse amor. Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho.. João 3:16. O mundo prega um amor apenas sentimental que depende da reciprocidade do outro para poder existir e, quando isso não acontece, o amor acaba. O amor de Deus não é assim, ele se entrega e está pronto a dar e sacrificar-se. Não há zona de conforto para o amor, pois o seu prazer não está em receber e sim, em si doar.
Talvez, o melhor termômetro para medir se esse amor é operante em nós é avaliarmos de que forma temos vivido. Se em torno de nós mesmos, ou buscando servir e nos doar em prol dos outros. Já ouvi dizer que o oposto do amor não é o ódio e sim a indiferença. Não nos preocuparmos nem nos envolvermos com os outros. Perder a empatia de sentir as dificuldades alheias ou mesmo partilhar pequenas coisas. Não servir nem dividir, por termos outras prioridades e ocupações, estando sempre justificando nossa indiferença, seja pela falta de tempo ou cansaço, ou outras prioridades. Podemos conquistar grandes coisas para nossa vida pessoal e até mesmo fazer grandes sacrifícios que serão reconhecidos pelos homens, porém o apóstolo nos diz que, se não for por amor, de nada nos aproveitará.
Quero encerrar trazendo o que Jesus disse sobre o amor, e que serve para medirmos se amamos como ele ama.
João 15:13 Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.
Se nossas vidas, são vividas em torno de nós mesmos, então já não andamos segundo o amor do nosso Deus. Temos que parar, rever e nos arrepender de uma vida egoísta, voltada somente aos nossos projetos.

O Maior Tesouro


Lucas 12:34 Por isso, onde estiverem os vossos bens mais preciosos, certamente aí também estará o vosso coração. (King James).

Os homens se apegam miseravelmente a bens e riquezas que jamais poderão guardar. Eles se lançam numa luta desenfreada para conseguir segurança naquilo que suas mãos podem conquistar, e sem perceber o tempo passar, negligenciam o que o Senhor alertou ser o mais importante. “Lucas 12:33 Vendei os vossos bens e ajudai os que não têm recursos; fazei para vós outros bolsos que não se gastem com o passar do tempo, tesouro acumulado nos céus que jamais se acaba, onde ladrão algum se aproxima, e nenhuma traça o poderá corroer.”(KJA)
Longe de ser um incentivo à pobreza, o que Jesus está nos propondo é um novo modo de vida, de homens e mulheres que descobriram a verdadeira riqueza e já não vivem para si, por encontrarem a pérola de grande valor, MT 13:45-46. O espírito desse mundo enreda o homem numa teia de egoísmo suicida, na busca desenfreada da felicidade sem Deus, na idolatria da diversão, do descanso exagerado, da realização emocional e da ilusão de que quanto mais conseguir, mais paz e alegria terá. Que vida miserável!
Onde estiverem os nossos bens mais preciosos, certamente aí estará o nosso coração, Lc 12:34. Não é o que digo que mostra quem sou e sim como vivo. São as coisas que consideramos mais preciosas que determinam nosso modo de viver. O jovem rico não conseguiu seguir a Jesus, embora fosse um homem muito religioso, pois suas ambições o enganavam. Lc 18:18-25. Jesus disse que essas pessoas teriam dificuldades de entrar no reino dos céus. Declarar-se religioso não nos dá um passaporte para o céu, é preciso ser transformado de dentro para fora.
Façamos uma análise de como temos vivido, como usamos o tempo, onde gastamos energia, quais são nossas prioridades. Como ganhamos e onde gastamos nosso dinheiro, se nos comprometemos ou não com o reino de Deus. Ao tentarmos responder a estas perguntas com honestidade, poderemos descobrir quais são os nossos bens mais preciosos, onde colocamos o nosso coração.
Que o ensino de Jesus corrija nossos rumos, trazendo arrependimento e uma verdadeira mudança interior. Que tenhamos clareza do estilo de vida que ele nos propôs e vivamos não para nós mesmos, mas para o seu reino, ricos do seu Espírito, dos seus valores, servindo e amando como ele amou, cheios de esperança na eternidade. Esse é o modo de viver proposto por Jesus.

Jesus em minha casa

Lucas 10:38 Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa.

Jesus pode chegar numa casa e nem todos notarem o valor da sua presença. Muitos estão ocupados demais, tensos demais, trabalhando demais. Às vezes, o mestre chega a nossa casa e não notamos, pois estamos afadigados com preocupações que não nos acrescentarão muito, e nem percebemos quando ele se senta bem à nossa frente. Diferente de nós, ele não tem pressa, não vive correndo nem atormentado por futilidades. Ele quer estar conosco para nos enriquecer e nos ensinar o que de fato tem valor. O mestre chega sem alarde e nem notamos a sua presença. Por sermos tão inquietos, não conseguimos parar por alguns instantes para ouvir a sua voz e sermos tocados no mais profundo do nosso coração.

O contraste entre essas duas personagens pode ser percebido nos detalhes. O texto deixa implícito dois comportamentos distintos. Maria tinha o hábito de parar para ouvir Jesus, enquanto Marta estava sempre ocupada, distraída com coisas que não eram as mais importantes. É mais fácil distinguir o quanto de Marta há em nós ao constatarmos, pelo que nos desgastamos e em que ocupamos grande parte do nosso tempo. Sempre colocamos o coração naquilo que mais nos seduz, e não raro, o coração segue numa direção e as palavras em outra. Confessamos com os lábios nosso compromisso com ele e agimos como se não fossemos tão comprometidos assim. Dedicamos muito tempo às nossas coisas e damos as migalhas que sobram ao relacionamento com Deus.

Perceber o valor de Cristo em nossa casa faz toda a diferença para as nossas vidas. Podemos ser como marta, que não entendia o valor de estar aos pés de Jesus, ou como Maria, que não perdia a oportunidade de absorver a  sabedoria em seu falar. Jesus adentra em todas as casas, sem exceção, entretanto muitos não valorizam a sua santa presença.

Oh, meu mestre, ensina-me a escolher a melhor parte! Aquieta meu coração e me faz cair aos teus pés. Tira de mim o espírito de Marta e me faz ser como Maria que não conseguia desviar o olhar do teu terno olhar.

Lucas 10:39 Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos.

O Corpo de Cristo

Romanos 12:5 assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,

Ninguém pode entender o corpo de Cristo sem a revelação do Espírito santo. A profundidade de nossa união com Cristo e dependência uns dos outros está expressa com muita propriedade nas palavras do apóstolo, que tenta descortinar a nós, através do exemplo do corpo humano, o que somos como igreja de Cristo neste mundo. Somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros. O texto nos fala de unidade, relacionamento, do sincronismo e dependência que deve haver entre nós como igreja, assim como no corpo humano, os membros dependem entre si.

Isso é algo fascinante, se pensarmos que, qualquer distúrbio em nosso corpo nos traz grande desconforto, e dependendo do que estejamos sentindo, impede nossa mobilidade, trazendo limitações e dores agonizantes. Pode ser uma dor de cabeça, ou um osso que se quebrou, ou um dedo ferido, um problema na visão ou na audição, ou mesmo uma unha machucada. Seja qual for o problema, já causa em nosso corpo um desequilíbrio que nos impede de vivermos normalmente nossa vida cotidiana. Muito pior, quando um membro do corpo perde a sua função. Por exemplo: é difícil viver sem um olho, uma perna ou um braço. Até mesmo um pequeno dedo se for removido fará muita falta a todo o nosso corpo.

Caso tenhamos qualquer problema com um membro do corpo, logo tomamos medicamentos, buscamos os médicos ou recorremos a exercícios físicos para tentar restabelecer a saúde e a mobilidade. Em casos extremos, tentamos resolver o problema com membros artificiais como próteses que imitam os membros perdidos, tamanha a importância que um membro do corpo humano tem para nós.

Dito isto, você já parou para pensar, de que forma tem vivido como igreja, que é o corpo de Cristo nessa terra? Você entende que, como membro do corpo de Cristo, o seu papel não é menos importante que o de qualquer outro membro e que, no corpo, não existem membros dispensáveis? Você pode abrir mão de seu dedo mínimo, ou de um olho, ou mesmo de uma unha de sua mão? No que diz respeito ao corpo de Cristo, da mesma forma fica claro que todos os membros são importantes e exercem uma função indispensável para o seu bom funcionamento. O apóstolo ilustra essa realidade de forma bem prática dizendo: “Não podem os olhos dizer à mão: não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: não preciso de vós. 1 Cor 12:21”. Ele está afirmando o valor e importância de cada membro do corpo. O menor dedo do pé coopera para o equilíbrio do corpo e sem o polegar nossa capacidade de segurar estará seriamente comprometida. 

Quando um membro do corpo de Cristo deixa de cooperar ou dar sua participação, ou de se envolver por achar que ele não tem relevância, todo o corpo perde. Sejam os olhos ou sejam os pés, cada um tem papel importante no corpo humano, assim também, cada membro do corpo de Cristo é indispensável para o seu bom funcionamento. Você não precisa ser a boca para ter relevância no corpo. Você só precisa entender que é um membro importante do corpo de Cristo e que sua cooperação é indispensável para o bom funcionamento do mesmo.

Na verdade, só percebemos o valor dos joelhos quando não conseguimos agachar, ou o valor das mãos, quando não conseguimos segurar. O fato é que, Deus nos colocou no corpo de Cristo para cooperarmos com o seu reino, dando a cada um de nós uma função importante, por isso não se isole para não perder sua função. Um membro do corpo não pode rebelar-se contra o próprio corpo, pois aí teremos um câncer que é uma grave doença, e mesmo que não seja uma rebeldia do membro do corpo, pode ser uma atitude desleixada, passiva, totalmente descomprometida, o que revela que algo está errado com esse membro. Devemos então repensar nossa compreensão do corpo de Cristo e avaliar como temos cooperado com ele, dando nossa participação, nos envolvendo.

Um ponto importante citado no texto que usei como base é a expressão, “e membros uns dos outros”. Quer eu compreenda ou não, nossas vidas estão ligadas de forma mística pela obra de Cristo na cruz. Esse é um fato que não pode ser ignorado. “1 Coríntios 12:13, Pois em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” Um membro que se recusa a participar do bom funcionamento do corpo está com um grave problema. Todos nós fomos batizados em um corpo, o corpo de Cristo, para cooperarmos em harmonia com todos os membros. Somos membros uns dos outros, estamos ligados e unidos pela obra de Cristo e temos papel relevante em sua igreja. Não sejamos ignorantes nem negligentes no entendimento dessa verdade.

Encerro citando as palavras de Paulo que tão bem nos exorta sobre o resultado de vivermos como corpo de Cristo.

1 Coríntios 12:25 para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. 26 De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. 27 Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.

Você tem cooperado com o corpo de Cristo dando a sua contribuição para o bom funcionamento do mesmo?

A Melhor Escolha

Salmos 63:6 Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite

O que tem ocupado nossos corações nesses dias turbulentos e agitados? Como iniciamos nossa semana? Temos tantas coisas a nos preocupar. Família, trabalho, projetos não concluídos, necessidades emocionais que insistem em nos abater e então ficamos sobrecarregados. Esse estado de coisas leva muitos de nós a ficarmos exauridos física e emocionalmente, afetando diretamente nossa relação com Deus. É o excesso de preocupação, que gera ansiedade, mentes aceleradas e estagnação espiritual. O salmista acordava pelas madrugadas, lembrava-se de Deus e nele meditava nas vigílias da noite. O hábito de meditar, adorar e contemplar ao Senhor traz saneamento aos corações ansiosos e quebra as cadeias dos pensamentos obsessivos que não nos levam a lugar nenhum, apenas nos paralisam. Jesus disse a Marta que viver agitada e inquieta é uma escolha e não uma circunstância, Lc 10:40-42. Minha escolha, posso mudar, as circunstâncias, às vezes, não. Quando uso como desculpa a falta de tempo e o excesso de coisas a fazer para justificar minha negligência no meu relacionamento com Deus e com os irmãos, algo está errado em meu coração e o resultado será uma fé desnutrida e uma vida espiritual medíocre. Sejamos então diligentes, dedicados em conhecer ao Senhor, nos exercitando nesse caminho de contemplação e adoração, conduzindo nosso coração a conhecer e experimentar o prazer da amizade e intimidade diária com ele através da oração, meditação e adoração. Só assim encontraremos o verdadeiro prazer e descanso para o coração.

Lucas 10:41 E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária; 42 E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.

A língua, pequena brasa Destruidora!

Tiago 3:5 Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.

Em 1666, ocorreu o histórico incêndio de Londres. Em quatro dias, as chamas destruíram 1.8km2 da cidade, 13.200 casas, deixando uma média de 100 mil desabrigados. E como tudo começou? Com uma pequena brasa do forno de uma padaria que achavam ter apagado totalmente à noite. Acidentalmente, a brasa alcançou uma porção de feno, causando um dos piores incêndios daquela época. Uma pequena brasa foi responsável por tamanha destruição. É exatamente o que Tiago nos chama a atenção, usando o exemplo do fogo para ilustrar o poder devastador do mau uso da língua.

“A língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas.”

“Há quem esteja tão doente por dentro que tem a terrível capacidade de tomar mel e cuspir fel.” AUGUSTO BRANCO

É fato que, quando se trata de nos avaliarmos, sempre somos mais condescendentes conosco que quando avaliamos os outros. É por esse motivo que, por trás de críticas aparentemente honestas pode haver um senso de superioridade, ou o julgamento sutil de achar-se melhor por não cometer os mesmos erros nem ter as mesmas deformações que julgamos no outro. 

Podem ser pequenas observações destacando uma falha na pessoa ou em sua família. Às vezes, brincadeiras que desconstrói a imagem, minimizando virtudes e ampliando os erros, ou mesmo a exposição de pecados que a pessoa cometeu, e isso diz mais de nós mesmos que da vítima de tais comentários. A língua se gloria de grandes coisas, revelando assim as deficiências do nosso caráter, porém, devido ao orgulho, ficamos insensíveis para esses comportamentos danosos e não reconhecemos muitos dos males que causamos com nossas palavras. 

Tiago chega a dizer que a língua inflama o curso da natureza e é inflamada pelo inferno, vs 6, tamanho é o poder destrutivo desse pequeno membro. Suas colocações são tão fortes que assustam, pois o que ele disse é que a língua está cheia de maldade e pode transformar a nossa vida numa chama ardente de destruição, conforme se traduz esse versículo na bíblia viva. Muitas vezes me arrependi das falas e colocações que fiz e até me envergonhei de algumas. Ao perceber que minhas palavras feriram, magoaram e até distorceram a imagem de irmãos negativamente, me conduzindo a um doloroso processo de aprendizado, onde percebi que essa é uma deficiência de caráter que podemos dar o nome que for, mas é pecaminosa e danosa aos relacionamentos. Jesus disse que o que sai da boca é o que contamina o homem, por ser do coração que procedem os maus desígnios. Mt 15:18

Esse assunto do uso da língua é tão caro a Tiago que ele chega a dizer para os faladores irresponsáveis que, aqueles que perderam a sensibilidade e não poupam ninguém em suas falas, a sua religiosidade é enganosa e hipócrita. Pessoas que já não temem as consequências de suas palavras, expondo, criticando e opinando, vão deixando um rastro de destruição por onde passam pelo mau uso da língua. Eles são a minoria, porém estragam a muitos.

“Se alguém diz que é cristão e não controla a sua língua ferina, está apenas enganando-se a si mesmo, e a sua religião não vale muita coisa.” Tg 1:26 bíblia viva. 

O apóstolo não lida com isso como se fosse algo sem importância na igreja.

Insiste em dizer que o hábito de ocupar-se da vida alheia é uma deficiência de caráter, às vezes verbalizada em comentários e avaliações feitas com uma roupagem de espiritualidade, porém, muito prejudicial para a vítima e para quem empresta os ouvidos. Muitas pessoas foram contaminadas e destruídas ao receberem informações que só produziram inquietação ao ambiente da igreja, gerando desconfianças e abalando a fé. 

O fato é, que há uma legião de pessoas que poderiam estar caminhando bem se não tivessem sido atingidas por palavras, comentários e informações que só serviram para as destruírem e nada mais. Diante de tudo isso, é importante, antes de avaliarmos os outros, fazermos a nossa autocrítica pedindo ao Espírito de Deus que sonde o nosso coração e ilumine nosso entendimento para vermos onde temos errado nessa área, por mais que seja difícil. Se o Espírito Santo nos convence de que nossas palavras feriram, machucaram ou causaram danos a terceiros, devemos fazer o caminho de volta, nos arrependendo e pedindo perdão. Isso trará cura, primeiro para o meu coração e, ao mesmo tempo, restauração nos relacionamentos. Se fui vítima de comentários mentirosos ou distorcidos, o melhor caminho ainda é perdoar para que a amargura não destrua nossa fé. E, se nos depararmos com pessoas que usam a língua como arma, devemos confrontá-las com amor para que se arrependam e entendam os danos que tal prática produz. 

Provérbios 6:16 Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: 17 olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, 18 coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, 19 testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.

Cuidado para não Desmaiar

Hebreus 12:3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.

À medida que o tempo passa e a iniquidade prospera, a nossa fé vai sendo provada e, em determinados momentos, chegamos a nos questionar se vale a pena viver tantos embates, conflitos e renúncias diárias que temos que fazer. O tempo desgasta tudo. Esfria relacionamentos, afeta a perseverança e nos deixa, em alguns momentos, vulneráveis ao pecado. A jornada cristã não é uma corrida de cem metros e sim uma longa maratona, que nos exige manter os olhos firmes no alvo final, o qual é o próprio Jesus, a pérola de grande valor.

No mesmo capítulo, o escritor chega a alertar para o perigo dos embaraços que podem prejudicar, nos impedindo de completar nossa maratona. Esses embaraços podem ser a falta de vigilância, distanciamento do relacionamento com a igreja, busca exagerada por realizações pessoais como estudos, trabalho, lazer e as carências emocionais que leva muitos a abandonarem ao Senhor correndo o risco de não encontrarem mais o lugar do arrependimento.

Nesse contexto, o escritor de hebreus nos convida a considerarmos atentamente como Jesus lidou com as pressões diárias contra si, vs 3. Ele enfrentou o antagonismo do mundo, ataques do reino das trevas, tentações e todo tipo de sofrimentos e venceu, pois se lembrava da alegria final que teria como recompensa de sua obediência. HB 12:2

Olhar o exemplo de Cristo é tão importante para nós que o escritor está dizendo que, quem não o fizer, ficará fadigado em sua caminhada e pode desmaiar sem forças para seguir adiante. Uma pessoa fadigada é alguém com um cansaço constante, desanimado e abatido. É algo muito mais psicológico que físico. É a fé que se esfriou devido às negligências com a vida espiritual. Se queremos chegar ao fim dessa jornada, precisamos considerar atentamente como nosso mestre enfrentou todas as circunstâncias e venceu para não desfalecermos em nossos corações. Nesse final, somente os que permanecerem olhando para Jesus conseguirão antever a alegria que os aguardam ao cruzar a linha de chegada.

1 Coríntios 2:9 mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

Uma santa vocação!

Lucas 4:43 Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado.

Todos os homens buscam uma razão para viver, algo que dê significado à sua breve jornada nessa terra. A vida em torno de si é cansativa e tediosa. Para os filhos de Deus, viver para si é uma armadilha fatal, pois esse caminho está na contramão da proposta que Ele fez a nós, (2Co 5:15). O cristão não é chamado para viver em torno de sua própria vida, mas para aquele que o resgatou. Embora o Senhor nos garanta que está atento às nossas necessidades, Ele sabe o quanto somos tendenciosos a fazer dos nossos desejos e sonhos um ídolo que irá nos consumir, nos escravizando à vida do ego, atraídos cada vez mais pelo que é humano.
As conquistas materiais e emocionais nos dão alegrias, satisfazendo por algum tempo, mas somente o sentimento de estarmos no centro da vontade de Deus leva-nos a descobrir o sentido pleno de nossas vidas. Bons empregos, bens e êxito no amor são legítimos, todavia, nesse caminho da vida voltada para si, encontramos uma legião de desanimados na fé, frustrados e mortos espiritualmente, amargando as consequências de colocar o senhor num plano secundário em suas vidas. Se você nasceu de novo, o Espírito Santo estará sempre lembrando o motivo desta experiência. Cada vez que você obedece a esse chamado, compartilhando com outros o amor de Deus, seu coração é tomado de uma alegria inexplicável e um senso de realização que se assemelha ao que Jesus disse no texto citado no início.
Voltando à fala de jesus, percebemos nele um senso de destino bem estabelecido, totalmente entregue à vontade do pai. Respondendo à pergunta dos seus discípulos, afirma que a sua comida era fazer a vontade de Deus e realizar a sua obra. Jo 4:34. A vontade do pai alimentava seu coração e era a força motriz que o impulsionava, dando sentido pleno à sua vida nesse mundo.
Nunca ninguém viveu em situação tão adversa como Jesus e foi tão resolvido emocional e espiritualmente. Ele chega a dizer que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida, MC 10:45. Ao olharmos para a vida do nosso mestre e o teor de sua mensagem devemos nos perguntar em que ponto de nossa caminhada abandonamos o primeiro amor e a prática das primeiras obras, AP 2:4-5, nos arrependermos em quebrantamento e rendição diante do nosso Deus que nos chamou com uma santa vocação para vivermos em louvor de sua glória. 2Tm 1:9

2 Tessalonicenses 1:11 Por isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé,

Solene Advertência!


Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele”. Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos. HB 10:38-39. NVI.

Qualquer vitória que alcançamos até aqui foi e continuará sendo pela fé. É pela fé que perseveramos, renunciamos e nos esforçamos para agradar a Deus. Pela fé, visamos ser fiéis ao Senhor, enfrentando toda oposição das trevas, do mundo com suas seduções e da carne com suas tentações. A fé firme mantém nosso olhar na eternidade e, quando a fé definha, começamos a olhar para nós mesmos, dando os primeiros passos para o retrocesso em nossa vida espiritual. O Senhor deixa claro que não se agrada dos que retrocedem e o trocam por qualquer outra coisa.

O apóstolo termina este capítulo afirmando que nós não somos dos que retrocedem para a perdição. Nossas escolhas têm consequências diante de Deus e algumas dessas escolhas podem nos levar à perdição. Decidir por Deus e sua vontade é uma escolha da fé, que resultará na nossa vitória final, a salvação de nossas almas.

Cabe a cada um de nós refletir como está a nossa fé após tantos anos de caminhada, e se necessário, nos arrependermos, buscando ajuda e renovo para os nossos corações.

1 João 5:4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.

Lembra do início de tudo?


Hebreus 10:32 Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições.

Para aqueles que estão no limiar de abandonar sua fé ou estão cedendo aos seus próprios desejos, fraquezas ou tentações, o escritor de hebreus traz uma exortação solene: lembrem-se dos dias passados em que as lutas, aflições e tentações eram desafios à perseverança e à santificação. Lembrem-se, quando cada obstáculo, fossem no meio da família, no trabalho, fossem humilhações ou perseguições, não importavam, tudo nos levava para mais perto de Cristo e da igreja.
Se porventura, devido ao desgaste da longa caminhada, começamos a tirar os olhos do Senhor e a nos sentirmos coitadinhos, carentes demais, e justificarmos comportamentos pecaminosos ou rebeldes em nosso coração. Então escritor da carta aos hebreus, nos convida a olhar para os dias do primeiro amor nos quais suportamos todo tipo de aflições com alegria pelo grande desejo de agradar ao Senhor e saímos vencedores.
Às vezes, precisamos olhar para trás e rememorar toda bondade do Senhor em nos alcançar, para podermos seguir adiante. Ao me lembrar do início de tudo, agradeço a ele de onde ele me tirou, dos irmãos que ele usou para me ensinar os primeiros passos, da alegria que a igreja, em sua simplicidade, me acrescentou por meio de pessoas simples, amáveis e comprometidas com o seu reino.
Lembrar-se de quando ele nos iluminou ao revelar seu filho a nós, torna-se um antídoto poderoso nesses dias tenebrosos para resistir à tentação de flertar com a ideia de retroceder, sejam quais forem os inimigos que se levantem contra nós.

Hebreus 10:35 Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão.36 Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.