Consegue se alegrar em Deus?


Salmos 75:9 Quanto a mim, exultarei para sempre; salmodiarei louvores ao Deus de Jacó.

Todo o nosso descontentamento por aquilo que nos falta procede da nossa falta de gratidão por aquilo que temos.” – Daniel Defoe.

A falta de gratidão definha a alma e lança o homem no abismo da constante insatisfação. A pressão do mundo com suas ofertas ilusórias de felicidade em coisas, posses e realizações está adoecendo essa geração que já não consegue mais desfrutar do prazer da gratidão.
Temos também a engenharia demoníaca das redes sociais que bombardeia os corações com histórias de sucesso de pessoas que ganham muito dinheiro em pouco tempo, famosos postando mentiras e pessoas comuns vendendo a imagem da vida perfeita, ocultando, é claro, seus reais problemas. Sem contar o excesso de entretenimento que consome horas preciosas do tempo. As dificuldades do cotidiano são propositadamente escondidas.
Enredados nessa teia de modismos, da saúde perfeita, viagens e festas que permeiam as telas dos celulares, muitos se sentem frustrados por não viverem nesse “oásis” virtual onde tudo parece o paraíso na terra. Certamente, essas fontes não podem nutrir a alma dos filhos de Deus.
Jesus disse que a boca fala do que está cheio o coração, Mt 12:34 e encontramos nas palavras do salmista um coração tomado pela contemplação, adoração e alegria no Senhor. Ele exclama: “exultarei para sempre”, “salmodiarei louvores ao Deus de Jacó“. Esse estado de fascínio com a glória de Deus não pode ser alcançado desperdiçando tempo com futilidades, mas buscando conhecê-lo e experimentá-lo através da oração, meditação e relacionamento com pessoas que andam perto dele em comunhão.
Exultar para sempre no senhor e salmodiar ao seu nome traz refrigério à alma e plena alegria ao coração. É a gratidão despretensiosa que não depende de ter ou não ter, mas do prazer que o Espírito produz em nosso coração por sermos do Senhor e nada mais. Nos alegremos no Deus da nossa salvação!

Uma prova de fogo.


1 Pedro 1:7 Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;

A nossa fé está sendo provada por Deus dia a dia. Assim como o fogo prova o ouro e o purifica, assim também a nossa fé é provada diariamente para sermos aperfeiçoados e aprovados por Ele. Os homens dão grande valor ao ouro e às riquezas, o apóstolo, porém, está nos dizendo que para Deus, a nossa fé é mais preciosa do que o ouro que perece.
Ele valoriza a perseverança dos seus filhos em meio às dificuldades do dia a dia, com fé em suas promessas, mesmo quando as circunstâncias não são favoráveis. Às vezes nos abatemos com nossas próprias fraquezas, outras nos decepcionamos com pessoas as quais amamos. Há momentos em que nossos planos parecem que não irão se concretizar, ficamos confusos e desanimados, e, nesse processo, nossa fé está sendo provada e purificada como o ouro, para no final, sermos aprovados por ele, ouvindo de seus lábios: “vinde benditos de meu pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Mt 25:34.
Então, não reclame das circunstâncias. Podemos não enxergar o quadro todo, mas ele é o Deus que trabalha para nos aperfeiçoar a cada dia. Não estranhe as fases difíceis de seu caminhar, pois o nosso Deus tem grande expectativa em nossa vitória final. Seja perseverante!

1 Pedro 1:9 Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.

Provem e vejam que Ele é bom!

Salmos 34:8 Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia. 9 Temei o Senhor, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem.

O salmista nos convida a provar a bondade do Senhor. Nos chama a ir além da fé cega e infantil. Um chamado ao relacionamento maduro com Deus, firmado na sua fidelidade que é provada a nós diariamente. “Provar e ver” não é um chamado aos testes infantis de crianças mimadas que querem aprovação para seus projetos e tentam usar Deus para fins medíocres e egoístas.
Provar é experimentar sua fidelidade que nunca falha. Sua presença confortadora em meio às adversidades é a certeza de que Ele é fiel e se agrada dos que nele confiam. Provar é aceitar sua condução em nossas vidas, mesmo não entendendo todo o seu plano a nosso respeito.
É o convite ao relacionamento sedimentado no conhecimento de quem ele é. Ele é bom em qualquer circunstância. Até o imperativo para temer ao Senhor no vs 9 está baseado na sua fidelidade, pois se alguém diz que teme ao Senhor, mas não confia nele nos momentos difíceis, é porque não o conhece.

Prove! Experimente! Tenha a experiência de que o Senhor é bom, dia após dia, ano após ano, então a fé se tornará firme, madura e inabalável. Então teremos paz em qualquer circunstância, como disse o apóstolo Paulo.

Filipenses 4:11 Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. 12 Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; 13 tudo posso naquele que me fortalece.

Ele reitera que sua caminhada foi um aprendizado que o conduziu a esse nível de amadurecimento. “Porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”. Está implícito nesta afirmação sofrimentos, angústias, desesperos e dores que não podemos imaginar. Vitórias e derrotas, sucesso, mas com certeza, grandes frustrações. Eventos envolvendo a esfera emocional e física. “Humilhação e honra, fartura e fome” são usados e permitidos por Deus como instrumentos eficazes no processo de maturação de qualquer um que decida tomar o jugo de Jesus. O cristianismo da Cruz é diametralmente oposto à religião que afaga o ego e nutre as deformações do coração do homem caído.

Queremos a glória sem a morte, a vitória sem a cruz, o amadurecimento sem cicatrizes! Tais ofertas vêm da religião, não do Deus da Bíblia. Ele nos chama para provarmos a sua fidelidade e sermos agraciados com a riqueza de sua presença. Por isso, a recompensa será para os vencedores e não para os religiosos.

Apocalipse 3:21 Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.

Se não acreditarmos de todo nosso coração na promessa que o texto acima nos traz, então nosso cristianismo é retórico, uma liturgia clichê encenada em nossas reuniões, mas totalmente distante do nosso coração. Vencer e assentar-se no trono com Cristo significa participar da sua vitória final! Isso deve nos trazer esperança.

Um longo caminho nos aguarda. Uma jornada com o Senhor do universo que se fez homem e se identificou conosco para não sermos mais como meninos. Ele nos convida a provarmos e vermos que ele é bom. Estamos dispostos a ingressar nessa jornada? Ou não entendemos a dimensão deste chamamento? Queremos conhecê-lo ou buscamos facilidades? A Bíblia nos apresenta uma galeria um tanto estranha de homens e mulheres que foram considerados vencedores do ponto de vista Divino. Nessa estranha galeria encontramos alguns que “deliberadamente preferiram a tortura à possibilidade de livramento”, outros venceram aceitando escárnio, açoites, sendo algemados e aprisionados injustamente. Em sua trajetória de estranhas vitórias, foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio de espadas; andaram longe de suas casas, da família e de sua nação. Andaram sem vestimentas adequadas, necessitados, afligidos, sofrendo todo tipo de maus tratos. Do ponto de vista humano, foram derrotados, mas Deus diz que eles venceram pela fé e o mundo não merece homens dessa envergadura! HB 11:38-39. Podemos dizer que tais homens e mulheres, em circunstâncias tão adversas, provaram e descobriram que o Senhor é bom, por isso enfrentaram tantos sofrimentos. Encerro lembrando-me de uma oração de alguém que, com certeza, provou da bondade dele e descobriu que nenhuma realização ou conquista humana se compara com a comunhão e amizade daquele que é a própria vida, riqueza e sabedoria. Nele, os verdadeiros filhos encontram paz e plena satisfação, pois, como desafiou o salmista, provaram e viram que o Senhor é bom!

Habacuque 3:17 Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, 18 todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. 19 O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente

Senhor, abra meus olhos!

“Então, parando Jesus, chamou-os e perguntou: Que quereis que eu vos faça? Responderam: Senhor, que se nos abram os olhos. Condoído, Jesus tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista e o foram seguindo.” (Mateus 20:32-34).

Descobertas de um homem cego
Na escuridão da minha alma, minha mente não encontra descanso. Pergunto-me sobre o destino que me foi dado. Há tantas perguntas sem respostas, e dentro de mim cresce um desejo profundo de ver.

Não há cores em minha existência, apenas escuridão.
Ouço vozes, sinto o vento, o calor do sol, os pingos da chuva… mas não consigo ver.

Não sei como é o rosto de minha mãe, nem o semblante de meu pai. Tento imaginá-los por seus gestos, por suas vozes, mas tudo o que tenho são sombras construídas pela mente.

Na escuridão da minha vida, há mais pessoas que sentem pena de mim do que aquelas que me oferecem verdadeira amizade. Não tenho amigos. Não consigo ver.
Por quê? Essa pergunta me atormenta. O que fiz? Onde errei? Não encontro respostas. Há um Deus? E, se há, por que permitiu condição tão sofrível a um homem, se todos insistem em dizer que Ele é bom?

Não consigo ver… e estou condenado à mendicância. Dependo de favores constantes, torno-me um peso, e isso consome minha alma.

Oscilo entre a esperança e a revolta. Não consigo ver.
Ouço murmúrios de que Deus se fez homem e anda entre nós. E penso: como pode alguém ser tão cruel a ponto de criar tais histórias? Esquecidos somos. Deus não se lembra de nós. Que grande ilusão!

Mas, de repente, algo muda.
Boatos de um homem que percorre cidades fazendo o bem. Curando enfermos, restaurando vidas. Como é mesmo que o chamam? Jesus, o Nazareno.

Ah, se eu pudesse encontrá-lo… talvez me desse respostas. Talvez um milagre reacendesse em mim alguma esperança esquecida.
Mas quem olharia para mim? Um cego, pobre, maltrapilho…
Esperem… que barulho é esse?
Ouço vozes ao longe. Há alvoroço, agitação. Alguém diz que Ele está passando por aqui. Tão perto… tão próximo… tão real!
E, sem pensar, algo rompe dentro de mim.

— Senhor! Filho de Davi, tem compaixão de mim!

Grito com força, com choro… e com uma fé que eu nem sabia que ainda existia em mim.

Então, algo acontece.
Sinto Sua presença diante de mim. Forte, santa, indescritível. E, mesmo sem enxergar, tenho plena certeza: Ele me vê. Seus olhos repousam sobre mim.

E, naquele instante, algo mais profundo é revelado.

Percebo que, durante todos esses anos, não era apenas a escuridão dos meus olhos que me aprisionava. Havia uma cegueira ainda mais dolorosa: a da minha alma. O vazio do meu coração, a superficialidade das minhas conclusões, a dureza do meu interior.

Tu nunca estiveste ausente. Nunca foste indiferente.
Mas eu… eu não conseguia te ver.
E, agora, diante de Ti, compreendo: mais do que visão, eu precisava de luz.
Então ouço tua voz, tão simples e tão profunda: “Que queres que eu te faça?”
Tua pergunta, que antes pareceria óbvia, agora transborda sentido. Não se trata apenas de abrir meus olhos, mas de restaurar o meu ser.

Vieste para curar a cegueira da minha alma, para iluminar meu coração antes mesmo de me dar visão.
E, quebrantado, eu respondo:
— Senhor, que eu veja.
Cura minha visão… e ilumina o meu coração.
E então compreendo:
Ele veio para isso.
Para que os que não veem vejam… e para que aqueles que pensam ver reconheçam a sua própria cegueira. (João 9:39).

Eu não penso na morte.

Eu não penso na morte. Diante da tv não penso na morte.

Conversando com amigos e irmãos, não penso na morte.

Reunido com a família, a morte não existe.

Faço planos para o futuro e não penso na morte, mas ela está sempre perto.

Deito e acordo sem nela pensar, mas ela está sempre ali.

Tomo meu café da manhã, cumpro algumas tarefas e não penso na morte.

Leio um livro e viajo em seus temas sem pensar na morte.

Faço cobranças a mim mesmo e recrimino minhas limitações e desventuras por tanto querer e pouco conseguir,  mas não penso na morte.

Sonho e experimento desilusão. Brinco e me entristeço. Às vezes choro, outras, sou tomado por alegrias, mas não penso na morte. Mas, ela está sempre à espreita.

Planejo viagens com familiares e amigos. Admito que preciso tirar umas férias, mas não penso na morte.

Amanhã tenho visitas a fazer, algumas coisas pra resolver e depois quero ver um filme pra relaxar. Não penso na morte.

Hoje acordei animado, tomei meu café e conversei com a esposa. Tudo normal como sempre. Meu dia estava todo planejado, só não incluía a morte.

De repente, uma dor, um desconforto, um mal estar e tudo se apagou. Uma catástrofe, um acidente. A morte chegou sem ser convidada. Então descobri que ela era uma inquilina ignorada, sempre comigo, sabendo que tinha um encontro marcado naquela hora e lugar.

Meus amigos, meus familiares, meus planos, tudo ficou pra trás. As visitas, coisas em casa por fazer, palavras que não disse a quem amava, perdão que não pedi, e pessoas que não perdoei, tudo ficou pra trás. A morte chegou.

Eu não pensava na morte e ela sempre tão perto. Se eu soubesse que seria assim teria feito quase tudo de forma diferente. Agora acabou. Não consigo consertar o que ignorei e negligenciei. A morte chegou.

Obs:. Esse texto foi escrito no dia que Gal costa morreu. Uma breve reflexão sobre a fragilidade da vida.

Apegando-se aos marcos.

O mundo está cheio de marcas e marcos de tristeza. Cruzes, lápides, pedras. Monumentos que se revestem de significados para pessoas que enfrentaram perdas, na esperança de transcender, vencer sua mortalidade, exorcizar as tristezas, mantendo vivos entes amados, pessoas que não deixamos partir. Lugares, músicas que trazem à memória um saudosismo doído, fazendo apertar o peito com o abraço forte da saudade.

Mesmo que alguns carreguem a esperança eterna, não deixam de ser confrontados com perguntas sem respostas diante da ruptura tão definitiva da morte. Algumas vezes de forma tão inesperada e, em outras, até mesmo injustamente. Marta, ao deparar-se com a morte de seu irmão Lázaro, protesta para Jesus: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”. João 11:21.

Quem está pronto para isto? As lágrimas surgem, no silêncio do olhar perdido no vazio, extravasando a dor que dilacera o peito, tentando achar consolo para o coração que se recusa a consolar-se.

Por que pessoas tão amadas têm que nos deixar? Quem pode suportar a ausência de um pai ou uma mãe que se foi? Um filho que jamais deveria preceder seus progenitores, um amigo ou um irmão. O amor da vida, a alma gêmea que desnorteia o coração de quem ama, se vai impiedosamente sem explicação! 

Diante desse inquilino indesejado, hospedado em cada um de nós desde o nascimento, todos tombaremos sem chances de resistir, deixando no peito dos que nos amam, um lugar vazio que jamais será preenchido plenamente. O que nos resta são marcos, que nos darão a sensação de que, alguém que partiu está por perto, em nossas melhores lembranças, amenizando a dor da ausência que nunca será curada totalmente.

Sejam jarros de flores sobre pedras frias e indiferentes, seja um livro, um ambiente, um lugar, uma fotografia. O cheiro marcante de um perfume ou aquela música que nos faz chorar com doces recordações dos que já não estão mais conosco, os marcos nos mantêm conectados com os que nos deixaram e, de certo modo, eles os mantêm vivos em nossas melhores recordações.

João 11:25 Então Jesus declarou: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. 26 E todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Você crê nisso?

Adotados!

“Efésios 1:5 nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade, “

Deus adotou muitos filhos em sua família. Alguns cegos, outros surdos e mudos. Ele adotou doentes e aleijados. Não fez distinção de cor, etnia e sexo, simplesmente, adotou.

Entrou em prostíbulos, cadeias, guetos, periferias e bairros nobres buscando filhos. Deus adotou estragados e deformados e os amou. Gente que já não acreditavam em si mesmas. Do alto olhou para os doentes, carentes e tristes, fracos e medrosos, e os adotou…

Ele viu muitos mentirosos, perversos e pervertidos e os chamou para sua família. Amou mulheres vulgares e desacreditadas e as tomou para serem suas filhas. Também a Homens indecentes e inescrupulosos. Ele os adotou. Achou ladrões em meio às multidões e os perdoou. Ele viu as maldades, perversões e misérias. Viu a ira e o ódio contra si bem nos olhos de quem amou, mas não desistiu. Ele os adotou. Amou os machucados, rejeitados e abandonados e os chamou para sua família.

Ele os adotou. Viu a indiferença, a frieza e até a violência, e mesmo assim, continuou a se aproximar de nós. Se fez como eu, veio para o meu mundo para encher de alegria e paz a minha existência, dar sentido e propósito à minha vida. Mas quem sou eu e quem somos para que ele nos chame de filhos? Como poderíamos fazer parte dessa família, a família de Deus? Quanto mais mergulho nesses pensamentos, mais me constrange esse amor. Eu, tão vil, e ele refere-se a mim como ovelha desgarrada.

Logo eu, que nem queria ser sua ovelha, não o conhecia e nem nele pensava! Quantas vezes fugi e negligenciei a sua voz. Is 53:6. Ele me adotou. Li em sua palavra que a escolha não foi nossa e sim dele. Sim, ele nos queria em sua família como seus filhos amados. Jo 15:16.

Adoção, Que loucura! Quero gritar, chorar, cair aos seus pés. Quero me prostrar, erguer as mãos e o adorar. Me aconchegar em seus braços e receber esse amor paternal, pois jamais poderei compreendê-lo plenamente. Eu, que não era ninguém, agora sou filho de Deus, adotado em sua família, por meio de Jesus e isso é tudo. Aleluias!

Sou filho.

Não sou órfão.

Tenho um pai!

Gálatas 4:4. Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5 Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. 6 E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. 7 Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.

Deus grande, fé forte

1 Samuel 14:6 Disse, pois, Jônatas ao moço que lhe levava as armas: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura operará o SENHOR por nós, porque para com o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos.

A confiança em Deus é fruto do conhecimento que temos do seu poder e fidelidade a nós. Depositamos nossa confiança em muitas coisas. Confiamos em nossos planos, em projetos bem elaborados, confiamos em nossa condição financeira ou em nossa capacidade de achar soluções para os problemas que nos afligem diariamente. Também confiamos em pessoas e instituições. 

Todas essas coisas são legítimas e não podem ser consideradas pecaminosas em si. Tentar achar soluções para nossos problemas não é errado.

Entretanto, a palavra de Deus nos convida a viver um estilo de vida sobrenatural, tendo uma fé que descansa e confia na providência divina diante de situações desafiadoras e que muitas vezes nos paralisam, nos deixando sem forças para lutar. Nessas circunstâncias, se revela a nossa estrutura interior, se confiaremos ou não em sua fidelidade.

Quando vemos o relacionamento de Deus com o seu povo na história, percebemos como ele usa as circunstâncias para nos provar e revelar o que está em nosso coração. Claro que tais provas têm o objetivo de nos aperfeiçoar e confirmar nossa caminhada com ele. Lemos em Tiago 1:12: Bem-aventurado é aquele que suporta com perseverança a provação. Porque, após ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.

“Depois de ter sido aprovado”. A provação vem para nos aperfeiçoar e para nos desafiar a dar passos de confiança, mesmo não vendo ainda a realização de nossos desejos. 

Assim como Israel naquele momento se encontrava totalmente cercado e impotente diante dos filisteus, de maneira que o povo se escondia por todos os lugares possíveis, tão aterrorizados estavam, assim podemos nos encontrar em algum momento da nossa jornada, não vendo perspectivas de melhoras nem tão pouco possibilidades de alívio de nossa angústia, dor e desespero. 1Sm 13:5-7

Em tais situações, uns adotam uma postura de medo, outros perdem a fé e já não oram mais, uns se revoltam com Deus, passando a tratá-lo com indiferença, como tratam um amigo que o decepcionou, revelando a falta de um verdadeiro quebrantamento.

Jônatas resolveu encarar o inimigo sob uma perspectiva que não era humana. Embora soubesse da força militar do exército inimigo, ele foi ao seu encontro confiando na proteção e no livramento de Deus, apenas ele e seu escudeiro contra uma guarnição inimiga. E foi a partir dessa iniciativa de fé que todo aquele grande exército foi derrotado pela ação do poder de Deus. 1Sm 14:14-22

Sua afirmação é para nós como um farol a nos guiar pelo caminho da fé e da confiança no poder de Deus. “Porque para com o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos”. Já ouvi uma frase que dizia que, quanto menor o seu Deus, maior é o seu problema e de fato, essa frase faz todo sentido, pois, a falta de conhecimento da grandeza de Deus influencia totalmente nosso comportamento diante das dificuldades, nos impedindo de experimentar grandes vitórias e amadurecimento nesse relacionamento com ele. Por não o conhecermos mais profundamente, nos tornamos incrédulos, tímidos e desmotivados. Somos tomados pela amargura, murmuração e indiferença. É preciso que, com humildade, possamos nos arrepender do pecado da incredulidade, suplicando a ele que se revele a nós e assim, o conheçamos um pouco mais. Isso mudará nossa atitude diante dos obstáculos que temos que enfrentar e trará aos nossos corações uma nova perspectiva da ação de Deus em nossa história. Ele sempre está presente e deseja revelar-se a nós. Busquemos a ele com humildade.

Salmos 18:32 Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho. 33 Faz os meus pés como os das cervas, e põe-me nas minhas alturas.

Calvário.

Mateus 27:33,35 E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,..

..Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte.

Lá estava Jesus, sozinho, entregue por mim e por você, enfrentando o inferno e a ira do pai. Desamparado por Deus, no julgamento mais injusto que já aconteceu neste pequeno mundo. O justo pelo injusto, o santo pelo pecador.

Lá estava ele, diante de uma platéia cósmica! 

Anjos, principados e potestades a rodeá-lo. O cosmo parou para ver o criador sendo moído e esmagado. O sol se recolheu, trevas cobriram a terra, terremoto e medo sacudiu o universo. LC 23:44; Mt 27:54

“Matastes o autor da vida!”, disse Pedro em seu discurso para os judeus que o ouviam. Frase tão contraditória, referindo-se àquele momento e lugar, o lugar da caveira, lugar da “morte de Deus”. At. 3:15

Calvário…

Lá estava ele sob o escrutínio dos homens, a fúria do inferno e a admiração dos anjos que, aos milhares, reunidos, se encantavam com um Deus tão grande, totalmente esvaziado. Fil. 2:5-8. Que loucura!  

Estavam ali, soldados cruéis, religiosos perversos, ladrões orgulhosos e uma turba ingrata que se esqueceu dos seus milagres extraordinários. Ódio e indiferença enchiam aquele lugar tenebroso. MT 27:39-44.

Calvário…

O criador, reprovado por suas criaturas que, com desprezo infernal, gritavam:

Salva-te a ti mesmo!

Se és filho de Deus, desce da cruz e creremos em ti. Quanta arrogância inoculada pelo príncipe das trevas no coração daqueles homens.

Calvário…

Ali, a ira santa de Deus cai sobre Jesus devido aos nossos pecados, seu sangue escorre pelo madeiro e um grito ecoa pelo universo: está consumado!

Uma mão invisível rasga o véu do templo de cima para baixo, revelando que a redenção chegou. Veio de cima, sem participação humana, total expressão de sua graça, Deus se fez homem. Não há mais condenação, não somos mais inimigos, fomos reconciliados e encontramos a paz. Rm 5:1.

Ele, sozinho, mudou a nossa sorte. Do lugar mais tenebroso, lugar de morte, veio a nossa eterna salvação. 

2Coríntios 5:19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.

Sejamos Vigilantes!

Mateus 25:13 Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir.

Estar atento ou apercebido é uma das grandes advertências dadas pelo Senhor ao seu povo para o tempo do fim. Há um caráter surpresa na vinda de Cristo que precisa ser considerado pelos filhos de Deus. O próprio Jesus enfatiza a necessidade de sermos vigilantes. Por quê?

Há muitas coisas importantes para nós, como trabalho, lazer, família, etc., entretanto, a palavra do Senhor nos adverte que a aproximação da sua vinda será caracterizada por negligência, descuido e engano que se abaterá sobre a geração do fim. LC 21:34-36

Porque é da natureza humana deixar-se seduzir pelo que não tem importância eterna. 

O engano toma vários contornos, seja pela sedução, distorção da verdade e até a obstinação de seguir o próprio caminho sem ouvir ninguém. Há, porém, o engano relacionado às coisas lícitas e esse é o grande perigo que nos ronda, pois o que é lícito não parece ser tão perigoso assim. É a busca pela carreira profissional, a sedução do conhecimento humano, a ambição pelas coisas daqui ou o desejo de realização afetiva, como a necessidade do casamento, levando muitos a se afastarem da verdadeira comunhão e amizade com o Senhor, pois tiraram Deus do centro de suas vidas.

Deixaram de buscar o reino de Deus em primeiro lugar, abandonaram o primeiro amor e entraram no grupo de risco, negligenciando a vigilância. O lícito nos deixa com uma falsa sensação de bem-estar por não ser necessariamente pecaminoso. É o estudo, o trabalho, a família, minhas necessidades emocionais e, a lista parece ser inofensiva, até nos encontrarmos frios e distantes da comunhão com Deus e da segurança do corpo de Cristo, cheios de deformações em nosso coração, sentimento de culpa, orgulho, acusação e desconfiança.

Provérbios 1:32 Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição.

Uma das definições para o néscio seria alguém sem discernimento. Já não consegue avaliar com clareza o seu estado diante de Deus. O texto também diz que os loucos vivem sob uma falsa sensação de bem-estar que os leva à perdição. 

E quantos estão vivendo negligente e egoisticamente com essa falsa sensação de bem-estar. Já não servem mais aos irmãos, não têm tempo para a igreja e muito menos para uma vida de comunhão e dependência do Senhor. Isolam-se e, até mesmo, gestos de preocupação sincera são tomados como ofensa. Creio que a advertência de Cristo à vigilância é providencial para nós nesses dias.

Ser vigilante é um chamado à diligência e à perseverança. É uma convocação para não tirar os olhos da esperança daquele dia. É uma advertência para se manter santo, não se deixando seduzir por esse mundo. Cuidemos de nossa relação com ele e da nossa relação com a igreja. Busquemos o renovo diariamente para chegarmos até o fim da nossa jornada. Busquemos a separação do mundo e o enchimento do seu Espírito através da oração, meditação, jejum e relacionamento com a igreja. Sejamos humildes para ouvir a sua advertência e acatar de coração o seu chamado ao arrependimento.

Lucas 21:36 Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem.