Rebelião, Um Mal Quase Irremediável
Rebelião, Um Mal Quase Irremediável
Rebelião, Um Mal Quase Irremediável
Para termos um bom momento devocional não é preciso somente tempo e lugar. É necessário aquietar o coração, silenciar a alma, buscar a solitude. Renunciar a tarefas e preocupações diárias para que em silêncio possamos ouvir a direção do Senhor em nosso coração. É preciso aprender a lançar sobre Ele todas as ansiedades, rejeitar compromissos que podem ser adiados para o bem da nossa comunhão com Ele. Rejeitar tarefas inúteis que consomem grande porção de nosso tempo e energia, e na maioria das vezes empobrece o nosso coração.
Quando amamos exageradamente nossos rituais, eles se tornam maiores do que o próprio Deus. O legalista ama mais suas regras do que as pessoas, por isso Jesus abominou a religiosidade. Onde ela cresce desaparece o amor e a misericórdia. Para os fariseus guardar o sábado era muito mais importante que libertar um acorrentado por satanás ou curar um moribundo sofredor. Até mesmo colher espigas (vs 1,2) para matar a fome era menos importante. Para tais religiosos o ser humano é secundário. Essa é a religião que nasceu no coração do homem, insensível, dogmática e tirana. Seus seguidores exalam superioridade, olham os outros de cima para baixo, não conseguem ofertar misericórdia nem demonstrar empatia. Amam as práticas exteriores, pois não conhecem a essência do amoroso e Santo Jesus. Matar a fome, perdoar, ter paciência, sofrer e sacrificar-se só é possível àqueles que conheceram o mestre do amor.
Quando o homem moderno, principalmente o cético que não crê em Deus afirma que somos seres abandonados à nossa má sorte, o mesmo revela o desejo intrínseco e mais profundo que há no coração humano, que é em suma, a ilusão de uma existência sem nenhuma consequência paro o seu modo de viver, escolhas e decisões pessoais. Sendo assim, todos no fundo, gostaríamos de ter alguém que cuidasse de nós, resolvesse nossos problemas, assumisse nossas culpas, tornando a nossa vida bem mais agradável, pelo menos do nosso ponto de vista. Ninguém mais apropriado para ser responsabilizado do que Deus. Este ser transcendente e todo-poderoso “tem a obrigação de tornar nossa vida melhor” embora muitas vezes façamos escolhas erradas.
As deformações do nosso caráter podem ocorrer sutilmente. Paulo orienta Timóteo a fugir das paixões da mocidade, 2Tm 2:22. Ele sabia que, por causa dessas paixões, muitos jovens abandonaram as virtudes que vêm de um relacionamento com Cristo e seus ensinos. A sexualidade, longe do plano de Deus, tem sido arma poderosa de satanás para escravizar e destruir a mente e o coração de muitos jovens. Os que morderam essa isca violentaram sua alma, caindo no conto enganoso do sexo como instrumento de autoafirmação. A libertação mediante uma vida sexual cada vez mais intensa, proclamada todos os dias pelos meios de comunicação, criou uma sociedade hipersexualizada, egoísta e insensível a qual o objetivo maior é a própria felicidade. “Fugir das paixões” é o mandamento do apóstolo! E, ao mesmo tempo, aponta um caminho excelente dizendo… “E segue a justiça, a fé, o amor e a paz…” virtudes esquecidas e ridicularizadas, crescendo na vida de um jovem, o destacará dentre os demais como a luz difere das trevas e a noite do dia.
O vs 8 diz que “o seu coração está bem firmado”. Há nesse homem convicções profundas de quem é o seu Deus e quais são os seus valores. Ele não faz da felicidade o alvo maior de sua vida nessa terra, nem tão pouco deseja o sofrimento como se fosse um estilo de vida proposto pelos evangelhos. Suas raízes se aprofundaram naquele que é suficiente e que o capacita a viver em toda e qualquer situação. (Fil. 4.11-13). Os filhos de Deus precisam viver nesse mundo como peregrinos e forasteiros, verdadeiros estranhos aqui. Não absorver os valores, a cultura, nem se portar como se aqui fosse o seu lar. Não temos aqui nossa cidadania e somente os que entendem isso profundamente não temerão más notícias, pois estão plenamente confiantes no seu Deus.
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