O Mistério da Cruz

Gálatas: 6. 14. Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

A cruz é um grande mistério de Deus. É o instrumento de minha morte e o caminho de minha vida. Nela sou mortificado, Esmagado todos os dias e o dia todo. Não há como fugir. De certa forma, ela me atrai e fascina, me assusta e me desespera. Só na morte da cruz acho o caminho para a vida, e o caminho para a verdadeira paz.

Meu ego reluta, minha carne exaspera-se, meu coração geme de expectativas pela transformação.

Oh! Instrumento de minha morte, por que tanto me atrai?

Que fascínio pode haver em pregos grotescos e em madeiro mal aparelhado, cortante e desconfortável?

Oh! Rude cruz!

Levaste meu mestre ao horto do desespero, à angústia inexprimível do Getsêmani.

Não poupaste o Autor da Vida, Porque pouparias a mim?

Em sangue transformastes o seu suor e aprofundaste a sua dor, e por causa do meu pecado, nela abristes os braços em agonia ao mais vil dos pecadores.

Nas lascas mal acabadas, nas quinas, no rude madeiro, o sangue escorre abundantemente para aniquilação do natural, para fazer sucumbir o velho homem deformado e mal, e num verdadeiro milagre brotar a vida da morte.

Desce da cruz! É a proposta que a todo o momento nos assedia e assola. “Se és filho de Deus, desce da Cruz!” MT 27.40. Para que morte tão vil e humilhante se podes viver a vida abundante aqui e agora? Oh! Doce Jesus, esmagado foste e moído ao extremo para que em mim surgisse a tua vida. Por teu amor e graça, não permitas que eu me afaste da tua cruz! Amém.

Súplica

No momento, prefiro a tristeza da minha alma que a empolgação do meu coração.
Quero a dor da lapidação na fornalha, mais que a emoção que me faz vibrar, mas não me transforma. Lapida-me no silêncio e na privacidade; leva-me à serenidade da tua presença; tira de mim a miopia, a cegueira; A incapacidade de se deixar tocar por minha alma ter se embevecido com a glória da tua presença, e eu ter apreciado mais a experiência do momento que a tua pessoa.
Tenho visto muitos e muitos momentos do derramar do teu Espírito, e muitos homens, chorarem e se emocionarem. Quero ver também a transformação, a metamorfose, de um homem, mesmo cristão, em um homem espiritual; de um cristão comum, em um homem verdadeiramente piedoso.
Quero, sim, a confrontação deste momento. Que eu não esqueça de minhas mazelas, pelo menos neste ínfimo instante.
Quero um espírito angustiado por ti, até que me torne parecido contigo.
Não quero a superficialidade sutil que empolga a alma, quero ser transformado.
Quero amadurecer, crescer, aprender para ser útil ao teu reino.
Quero muito mais, quero amar-te e desejar-te acima de qualquer coisa.
Estar em ti escondido, e por ti conhecido, Amém!

Façamos Três Cabanas!

Mateus: 17. 3. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. 5. Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.

Façamos três cabanas! Como o homem natural tem dificuldade de vislumbrar a glória de Deus.

Num momento tão ímpar, tão cheio de significado, esse homem só consegue pensar com sua mente humana não regenerada. Moisés, Elias e Cristo juntos num quadro revelador daquilo que Deus sempre sonhou: convergir em Cristo todas as coisas.
“Isto é, de fazer convergir em Cristo tudo quanto existe, todos os elementos que estão no céu como os que estão na terra, na dispensação da plenitude dos tempos,” Ef 1:10. Ao olharmos a igreja hoje, vemos como esse engano persiste entre nós. A ingenuidade de que podemos completar o divino com o humano. E assim a igreja está cheia de ideias que nasceram na mente do homem e não no coração de Deus. Construir três cabanas foi a ideia bem-intencionada de Pedro, tentando conferir credibilidade à velha religião. Então, ouve-se um brado dos céus: “este é o meu filho amado; a Ele ouvi”. Não mais a Moisés, nem a Elias, não mais a lei, nem os profetas, mas ao meu filho! Quão difícil é ao homem, mesmo regenerado, compreender isso. Estamos sempre inventando, acrescentando ou subtraindo da igreja de Deus. Personalizamos o culto, as pessoas e o próprio Cristo. A igreja transformou-se num trampolim para o ego humano, uma plataforma de perpetuação da nossa própria imagem e semelhança, onde em nome de Cristo impomos nossos gostos, vontades e preferências. A voz do pai continua a ressoar. “A Ele, o meu filho, ouçam!” Esta é a única forma de escaparmos do enfado da religião. Destronando o homem com suas ideias e centralizando Jesus. Entendendo que nessa nova dispensação, Deus não nos deu um conjunto de regras para ser seguido, mas nos uniu a uma pessoa que nos dá vida. João deixa claro esse contraste:
João: 1. 16. Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça. 17. Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
A vida, a graça, a verdade, estão agora dentro de nós na pessoa de Jesus! Não mais um código de regras e preceitos, mas uma pessoa, Jesus, vivendo sua vida em nós! Aleluia! A lei e os profetas nos revelaram a santidade e a vontade de Deus, mas em Jesus, recebemos da sua plenitude e graça sobre graça. Agora não somos nós que vivemos, mas Cristo vive em nós, vida pela fé na plenitude dEle.
Pedro não havia terminado de falar e foi interrompido bruscamente por uma voz do céu, vs 5, a voz do Pai que dizia basta! Essa dispensação já passou! Eis o meu filho, a Ele ouvi! Não há mais lugar para nossas cabanas, o Pai vive em nós na pessoa de seu filho amado. Aleluia!
Hebreus: 1. 1. Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2. nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; 3. sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.

O Caminho da Humildade.

No caminho da humildade, os homens se tornam grandes, mesmo não sendo pessoas de destaque ou de talentos especiais. Nesse caminho, as celebridades não encontram prazer, pois ali não há espaço para o ego. Os peregrinos desse caminho enfrentam muitas vezes, uma solidão esmagadora que os levam a reflexões profundas, tornando-os mais conscientes de quem realmente são, e assim, já não valorizam a glória humana. Não necessitam de reconhecimento ou a frágil necessidade de serem destacados pelos homens, pois, nesse caminho, brotam sentimentos inversos que antagonizam com os desejos coletivos de honra, poder e autoexaltação tão comuns às Almas medíocres. Os peregrinos desse caminho vislumbraram um grande Rei que se despiu de suas vestes reais e vestiu-se como um escravo. Viveu, serviu, amou e mudou a história do mundo, sem exigir nenhum tipo de reconhecimento, aplauso ou aprovação dos homens. Um rei que andou na contramão do ego!

Os que trilham o caminho da humildade são grandes, mas não sabem disso, pois a grandeza, diante do exemplo do grande Rei, perdeu a importância. Os tais peregrinos estão tão fascinados com o Rei que não mais percebem a mudança interior que acontece em seus próprios corações. Mudança de caráter que ocorre de dentro para fora e transforma homens vis em virtuosos, agradáveis, acessíveis e abençoadores.

O caminho da humildade é nivelador, pois seus andarilhos não carregam diplomas nem ostentam títulos, falam pouco e não querem ser notados. Falam do Rei e não de si, lembram das palavras mais marcantes, “aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração,” palavras que nenhum estadista humano jamais pronunciou no exercício de seu reinado.

Os que trilham a longa estrada da humildade, só o fazem devido à experiência chocante com o grande Rei, Jesus, autor da vida e sustentador de todas as coisas. Esses peregrinos descobriram que a humildade não é um comportamento exterior, mas uma pessoa, o Cristo ressurreto vivendo a sua vida neles.

O Deus De Toda Consolação!

2 Coríntios: 1. 3. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação.
O nosso Deus é o Deus de toda consolação e o fato de buscarmos consolo em coisas ou pessoas demonstra a superficialidade de nosso relacionamento com Ele. Somente aqueles que, em meio aos sofrimentos e decepções diárias, lançaram-se aos seus pés puderam conhecer o Deus de toda consolação. Gostamos dos caminhos fáceis, das soluções instantâneas e do alívio das angústias, e por esses motivos, confiamos mais nos homens que no próprio Deus. Paulo, em meio a grandes sofrimentos, encontrou nEle toda consolação e força para enfrentar as circunstâncias que lhe afligiam. Ele é o Deus de toda consolação!
CONSOLO PARA APERFEIÇOAMENTO
2 Coríntios: 1. 4. que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação…
Aqui, podemos ver que o consolo do Senhor não vem apenas para nos aliviar o sofrimento, mas para nos quebrantar, tornar-nos mais sensíveis, aperfeiçoando em nós o amor da mesma forma que o autor da nossa salvação foi aperfeiçoado em meio aos sofrimentos. Hb. 2.10
Só quem sofreu pode compadecer-se, exercer misericórdia e ter empatia. Ele consola nos sofrimentos para que por nós muitos outros possam ser consolados e levantados, percebendo através do nosso amor a presença doce e agradável do nosso Deus. Livra-nos, Senhor, de desejarmos os caminhos fáceis onde tua Cruz não opera!
BENDITAS AFLIÇÕES!
2 Coríntios: 1. 5. Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco…
Como gostamos das bênçãos, felicidades e alegrias que vêm através dEle! Todavia, o Pai está obstinado em desenvolver em nós o caráter de seu filho amado e usa os sofrimentos para arrancar o egoísmo e a idolatria do conforto.
Sim, as aflições de Cristo transbordam para conosco. Às vezes, Ele permite que nos sintamos frágeis, confusos e até desnorteados. Às vezes, temores, fraquezas e enfermidades nos incomodam e abalam nossa confiança. Outras vezes, ansiedades descontroladas, pensamentos obsessivos e crises existenciais nos revelam as profundezas de nosso frágil coração. Mas, em todas essas situações, o oleiro está com as mãos sobre o barro para dali sair um vaso de honra para o adorno de sua casa. As aflições de Cristo precisam transbordar em nós para sermos aperfeiçoados em consolar!

A graça de Cristo nos Basta.

A graça de Cristo nos basta.
2 Coríntios: 12. 7. E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exalte demais; 8. acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim.
Enganoso é o nosso coração, disse o profeta pelo Espírito, e perverso, quem o conhecerá? Jr. 17.9.
Paulo ora clamando para libertar-se de algo que o atormenta, sem saber que o pai, em seu grande amor, o estava disciplinando, para que entendesse que nenhum homem pode andar por sua própria força e capacidade. A graça é o triunfo de Deus sobre nossas constantes fraquezas, e por ela somos confrontados em nosso orgulho, soberba e autossuficiência. Gostamos de nos sentir fortes, ter controle e não queremos que nada nos aflija. Esquecemos que o autor da nossa salvação foi aperfeiçoado em meio a grande sofrimento.
Hebreus: 2. 10. Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles.
Por esta infinita graça, Ele dedica-se à sublime tarefa de nos tornar santos e quebrantados, removendo dos nossos corações tudo aquilo que macula seu caráter em nós. Orgulho, soberba e autossuficiência estão enraizados em nós e manifestam-se em nossos comportamentos diários ao passarmos a ideia de que somos alguma coisa, sabemos ou temos mais que os outros.
Render-se à sua disciplina será então a nossa vitória, pois só assim Cristo crescerá em nossos corações e será refletido em nossos atos e palavras. A sua graça é tudo que precisamos. Que o ego seja esmagado e sua maravilhosa graça triunfe sobre nós!
2 Coríntios: 12. 9. E Ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade, antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo. 10. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte.

Andando De Carro Na Noite De Natal

Desde minha infância cresci com a ideia do sagrado no natal ou de um Natal sagrado. O nascimento de Cristo, a reverência, a reflexão, uma festa que leva as famílias a estarem juntas para confraternizar, perdoar, pedir perdão, enfim, nos conduzia a pensar que tipo pessoas somos, como precisamos abandonar o egoísmo, ser mais humanos, amorosos, ser cristãos. Isso é coisa do passado. Ao sair de carro na noite de Natal vi um quadro triste, deprimente, diabólico! A festa do Natal foi relegada a um feriado vazio destituído de significado, e pior ainda, vulgarizada e desconstruída por uma mídia mãe de uma sociedade egoísta, consumista e farrista que desconhecem valores, conteúdos e significados. Vi famílias às portas aguardando a ceia da meia-noite regada a muita bebida, músicas da pior qualidade e danças que faz corar até mesmo aqueles que não se importam com o Natal. Os jovens estampando em seus semblantes o vazio de suas Almas e em suas mãos as garrafas de bebidas que ilusoriamente confere a esses a condição de “maduros,” “descolados” delineando um futuro ainda mais sombrio para as próximas gerações. O clima? Total destemor, irreverência, sodomia, bebedice…

Esse é o novo Natal com as novas concepções, e com as velhas pessoas cada vez mais insensíveis à realidade, mais alienadas de Deus, mais distantes do significado do nascimento de Jesus. Paulo, o apóstolo, falando de como seria o homem do fim, escreveu:

  1. Sabe, entretanto, disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis.
  2. Os homens amarão a si mesmos, serão ainda mais gananciosos, arrogantes, presunçosos, blasfemos, desrespeitosos aos pais, ingratos, ímpios,
  3. sem amor, incapazes de perdoar, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem,
  4. traidores, inconsequentes, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus,
  5. com aparência de piedade, todavia negando o seu real poder. Afasta-te, portanto, desses também.

(2 Timóteo, 3)KJ

Ele alertou no início que o homem do fim amará a si mesmo. Esse homem é profundamente egoísta, amante de prazeres e sem nenhum valor. Há alguma semelhança com o que temos visto? Não é coincidência, é o que a palavra de Deus disse que aconteceria e podemos testemunhar com nossos olhos.

E o que é mais assustador nesse texto, é o que lemos no Vs 5. “Com aparência de Piedade, mas negando o seu poder”. Embora afundados no pecado do egoísmo, acham -se piedosos, religiosos, Santos. Não têm consciência do seu mal, consideram -se bons, a noção da santidade de Deus, de sua vontade ou mesmo como o agradar sequer é cogitado por esse novo homem, pois o mesmo não deseja buscar a vontade dEle e sim a sua própria vontade.

Voltei para casa triste, pensativo, desanimado. Penso nas possibilidades de um mundo melhor e sei que sem o Cristo do Natal não pode haver um homem melhor, cidade ou país melhor e infelizmente, expulsaram o Jesus do Natal! Então lá, no fundo da minha alma, um texto sussurra:

Aquele que dá testemunho destas palavras afirma: “Com toda a certeza, venho rapidamente!” Amém. Vem, Senhor Jesus! Ap 22:20.

Rebelião, Um Mal Quase Irremediável

Rebelião, Um Mal Quase Irremediável

Corações Cheios, lábios Virtuosos.

Corações Cheios, lábios Virtuosos.
Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.” Mt 15:18
o nosso falar, conversas e linguajar expressam o nosso interior, nossa riqueza ou pobreza, revelam as profundezas da nossa alma, se rica ou miserável, santa ou profana. “A boca fala do que está cheio o coração” e por mais que camuflemos nossa miséria interior com disfarces religiosos, as entrelinhas mais sutis de nossas declarações revelam quem somos, através de nossas preferências, gostos e paixões, as palavras são um verdadeiro raio-x do nosso coração.
O que sai da boca procede do coração”.
Ninguém consegue fugir a essa verdade. Os assuntos que permeiam os lábios de um homem refletem com clareza o que esse homem tem em seu interior. O salmista disse:
Salmos: 19. 14. Sejam agradáveis às palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!
Que as palavras da minha boca sejam agradáveis ao Senhor. ” Esse é o desejo mais profundo de um santo, expressar através de suas palavras, o seu amor e comprometimento com o seu Deus. Quando nosso coração está ocupado com as futilidades desse mundo, os seus valores, ambições e desejos com certeza permearão nossas rodas de conversas e confraternizações, nossas palavras revelarão o vazio de um coração que por pura negligência não se aproximou da fonte de toda vida, Jesus, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria do conhecimento. Cl 2.3
O cristianismo moderno tem produzido homens e mulheres vazios, negligentes consigo mesmos, treinados apenas nos prazeres momentâneos e nos benefícios que Deus pode lhes proporcionar aqui e agora. Nossa literatura está cada vez mais pobre com temas onde o alvo principal é a felicidade desse homem e não a glória de Deus. Nossas músicas já não cantam o anseio pela eternidade, antes trazem letras e ritmos que alimentam a alma infantil de pessoas que nunca conheceram o nazareno. Nossas igrejas quais clubes sociais frequentado aos domingos cansam os seus membros com uma liturgia produzida pela mente humana, que tenta agradar a Deus como Caim, oferecendo o que vem do seu próprio coração e não o que vem dEle mesmo. Mas a nossa estrutura de igreja e o que temos produzido não fala de nós mesmos? Do que está cheio o nosso coração? Analisemos nossas escolhas, com o que gastamos o nosso tempo e como preenchemos o coração, pois Só assim o nosso falar será uma fonte de edificação e glorificará o nosso Deus.
Mateus: 12. 33. Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom; ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. 34. Raça de víboras! Como podeis vós falar coisas boas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. 35. O homem bom, do seu bom tesouro, tira coisas boas, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. 36. Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo. 37. Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.

O Lugar Secreto.

Para termos um bom momento devocional não é preciso somente tempo e lugar. É necessário aquietar o coração, silenciar a alma, buscar a solitude. Renunciar a tarefas e preocupações diárias para que em silêncio possamos ouvir a direção do Senhor em nosso coração. É preciso aprender a lançar sobre Ele todas as ansiedades, rejeitar compromissos que podem ser adiados para o bem da nossa comunhão com Ele. Rejeitar tarefas inúteis que consomem grande porção de nosso tempo e energia, e na maioria das vezes empobrece o nosso coração.

Cristo não disputa com nada nem ninguém. Onde há disputas Ele afasta-se, pois deseja a primazia em tudo, o melhor de nossa dedicação e esforço na comunhão com Ele para que nos reparta o que é melhor para nós. Corações inquietos nunca o conhecerão. Em Mt 6.6 Ele diz:“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará diante dos homens”.

A palavra grega significa “depósito” que diferente dos outros aposentos da casa tinha uma porta que podia ser trancada. É isto que Ele está falando. Porta fechada, privacidade, exclusividade e verdadeira comunhão consigo. Tirar um tempo a sós com Ele.
Esta foi uma das primeiras coisas ensinadas por Jesus aos discípulos. Que eles deveriam ter um lugar secreto onde se encontrar com Ele. Ele Deseja ser encontrado ali.
Se não pararmos não poderemos encontrá-lo. Corações Inquietos não o encontrarão. Isaias diz:
Isaías: 45. 15. Verdadeiramente tu és um Deus que te ocultas, ó Deus de Israel, o Salvador.
Os que o procuram com um sincero coração o acharão. Ele se oculta daqueles que levianamente dizem desejá-lo, mas negam por suas práticas, relevando o relacionamento com Ele a um plano secundário. Ele nos convida a entrar no lugar secreto para ouvir a sua voz.
É preciso desistir do mundo, do corre-corre do dia a dia e ir ao lugar secreto e ficar a sós com Ele.
O que significa fechar a porta? Prioridade, exclusividade, comunhão, intimidade! Deseja que entendamos que o segredo da oração eficaz é lembrar que Ele está no lugar secreto onde ficamos a sós com Ele. Ali, Ele pode ser achado.
…e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará diante dos homens”. Mt 6.6b.
Jesus nos mostra que a oração secreta não pode ser infrutífera. “O pai te recompensará diante dos homens”. Ele sabe de nossas necessidades antes que lho peçamos. 6.8
Podemos ter certeza que o pai recompensará àqueles que o buscam no lugar secreto. O pai vê, ouve e recompensa. Hb 11.6 Ele é galardoador dos que o buscam.
Todavia, Jesus procurava manter-se afastado, indo para lugares solitários, onde ficava orando. Lucas, 5.16 KJ