Facciosos na Igreja: Um Perigo para a Unidade do Corpo de Cristo.

Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada. (Tito 3:10-11).

A passagem de Tito 3:10-11 nos adverte sobre a necessidade de evitar aqueles que promovem divisões dentro da igreja. A questão do espírito faccioso é um tema relevante e urgente, pois a unidade do Corpo de Cristo é fundamental para o crescimento espiritual e para o testemunho cristão no mundo. A Bíblia é clara em várias passagens sobre os perigos e as consequências de promover divisões entre os irmãos.

Motivos dos Facciosos.

Há pessoas que vivem a promover divisões dentro da igreja. Os motivos são os mais diversos: inveja, amargura ou maldade deliberada com a intenção de estragar boas relações. Embora os motivos sejam diversos, a palavra de Deus deixa claro que esses comportamentos são danosos e diabólicos. No livro de Provérbios lemos que uma das coisas que o Senhor abomina é “o que semeia discórdia entre irmãos” (Provérbios 6:19).

Esforço para Preservar a Unidade.

O apóstolo Paulo, na carta aos Efésios, nos admoesta a nos esforçarmos para preservar a unidade entre nós. “Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.” (Efésios 4:3). É preciso a compreensão da nossa responsabilidade nos relacionamentos na igreja. Por mais que consideremos que estamos certos, isso não justifica a promoção da divisão no seio da igreja.

Comportamentos Facciosos.

Pessoas feridas, amarguradas ou decepcionadas geralmente buscam outras que concordem com elas para sentir-se apoiadas. Elas criticam, reclamam e expõem sua dor ou tentam se colocar como vítimas, já que o outro não está presente para se defender. Às vezes, elas estão até certas em suas queixas, mas a atitude do coração é totalmente maliciosa e facciosa. Vejamos alguns motivos usados pelos facciosos:

1. Feridas Emocionais.
• Há o faccioso por sentir-se ferido. Ele não vai à pessoa certa para resolver seu problema e sai promovendo divisão no Corpo de Cristo. Queixa-se para qualquer um que se aproxima. Em alguns casos, a outra pessoa não teria dificuldade alguma em reconhecer seu erro se fosse procurada. Ao falar para outros do erro do irmão, ela promove a divisão no Corpo de Cristo. Jesus nos orientou o seguinte: “Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o em particular. Se ele ouvir, você ganhou o seu irmão.” (Mateus 18:15).
2. Amargura.
• Há o faccioso por estar amargurado com algo ou alguém e não estar disposto a perdoar. A amargura é um sentimento perigoso. O faccioso passa a verbalizar sua amargura com a clara intenção de expor o outro. Seu coração está tomado pelo rancor e, nessa condição, ele não deseja buscar o perdão e a reconciliação. A amargura é contagiosa. Na carta aos Hebreus, lemos: “tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” (Hebreus 12:15). Por esse motivo, eles devem ser evitados.
3. Inveja.
• Há o faccioso por inveja. A inveja é um sentimento difícil de ser admitido, mas se expressa por meio do espírito faccioso. Os que estão nessa condição tentam desconstruir a imagem do outro, ressaltando suas falhas e desprezando as virtudes da pessoa. Não perdem a oportunidade de minimizar e menosprezar, criticando e promovendo divisões. O invejoso não consegue se alegrar com o crescimento do outro, muito menos reconhecer suas virtudes e progresso na vida pessoal ou espiritual. Lemos em Provérbios 14:30: “O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos.” (NVI). É um sentimento que adoece quem o possui.
4. Espírito Crítico.
• Há também o faccioso devido ao espírito crítico. Nada o satisfaz, pois sabe mais que todos, julga melhor que os outros e entende mais que todo mundo. Nada escapa à sua crítica, sejam os pastores, líderes ou qualquer irmão que esteja cooperando. Eles sempre acham algo para apontar falhas. Usam as palavras com sutileza para destacar erros, fraquezas ou ressaltar sua forma superior de ver as coisas. No livro de provérbios lemos: “Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.” (Provérbios 26:21). ARA.

A Necessidade de Confrontar e Admoestar.

Ao analisarmos a exortação de Tito 3:10-11, percebemos como devemos tratar esse assunto com seriedade, seja em nossa vida ou na vida de nossos irmãos. Tito orienta que tais pessoas devem ser confrontadas com a gravidade de seu comportamento. Antes de nos afastarmos, é preciso dar-lhes a oportunidade de arrependimento. Ele escreve: “Evite a pessoa que provoca divisões, depois de admoestá-la uma ou duas vezes.” (Tito 3:10).
Se a pessoa não aceita a correção, deve-se evitar o relacionamento com ela, pois, segundo Tito, essa pessoa está pervertida, cega pelo pecado e debaixo de condenação. Embora a orientação de Tito pareça ser dura, é necessária, pois pessoas com essa deficiência já causaram muito estrago no reino de Deus, destruindo relacionamentos, famílias e até congregações inteiras.

A Gravidade do Espírito Faccioso.

Na carta aos irmãos de Roma, Paulo segue com a mesma rigidez ao lidar com esse tipo de pecado: “Irmãos, peço que notem bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que vocês aprenderam. Afastem-se deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre. Com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração das pessoas simples.” (Romanos 16:17-18).

Ele deixa claro que essas pessoas são perigosas para a unidade da igreja. Seus alvos são pessoas simples e sem discernimento. Suas palavras são suaves e convincentes, porém o seu fruto é totalmente diabólico, trazendo muita dor a todos que se deixarem levar por eles.
O apóstolo Tiago, em sua carta, nos mostra os resultados dos sentimentos facciosos: “Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins.” (Tiago 3:16).

A abordagem apostólica desse assunto no seio da igreja sempre foi com muita seriedade, devido aos estragos que o espírito faccioso causa no meio do povo de Deus. Devemos estar atentos a esses comportamentos para podermos proteger o rebanho, nos esforçando na preservação da unidade do corpo de Cristo.

Discernimento e Graça.

É importante salientar também que o Senhor não nos autoriza a nos opormos a alguém por suas meras opiniões privadas ou pessoais. Uma pessoa pode discordar ou ter pontos diferentes sem necessariamente ser um faccioso. Por esse motivo, precisamos da abundância da graça de Deus sobre nós para protegermos o rebanho sem causar nenhuma injustiça a ninguém e, ao mesmo tempo, não tolerando esses comportamentos na igreja do Senhor.

Conclusão.

A unidade da igreja é um testemunho poderoso do amor de Deus ao mundo: Jesus intercede ao Pai pela unidade dos irmãos: “Eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” (João 17:23). Portanto, é vital tratar a questão da facciosidade com seriedade, admoestando os divisores e, se necessário, afastando-os para preservar a paz e a harmonia entre os irmãos. Que possamos, com sabedoria e amor, manter a unidade do Corpo de Cristo, protegendo o rebanho e glorificando o nome do Senhor.

Evite a Obstinação. A importância Da Repreensão e Do Conselho

“O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz
será quebrantado de repente sem que haja cura.” (Provérbios 29:1).

O versículo de Provérbios 29:1 nos traz uma advertência séria sobre os perigos de endurecermos nosso coração diante das repreensões do Senhor. Ele nos alerta sobre as consequências inevitáveis para aqueles que persistem na obstinação, recusando-se a aceitar a correção divina. A mensagem central é clara: se endurecemos nosso coração e nos recusamos a ouvir as suas advertências, o quebrantamento virá, e não haverá cura. Precisamos entender como o Senhor usa a correção para nos guiar, o papel da repreensão na nossa vida espiritual e as consequências de ignorarmos essas advertências.

1. O Cuidado Amoroso do Senhor.

Deus é comparado a um pai amoroso que trabalha diligentemente para que seus filhos sejam sábios e maduros. Ele deseja que caminhemos em seus caminhos, e, como parte desse desejo, Ele nos corrige e repreende. O escritor da carta aos Hebreus nos alerta: “É para disciplina que vocês perseveram. Deus os trata como filhos. E qual é o filho a quem o pai não corrige?” (Hebreus 12:7). NAA

A. O Senhor Nos Guia Diariamente. O Senhor, todos os dias, nos guia em seu bom caminho, fornecendo direção e sabedoria para nossas vidas. Ele deseja que cresçamos em discernimento e compreensão, para podermos evitar os perigos e armadilhas do pecado. Davi reconhece o guiar do Senhor em sua vida: “O Deus que me revestiu de força e aperfeiçoou o meu caminho.” (Salmo 18:32. NAA).

B. Sua correção é expressão de amor. Assim como um pai amoroso corrige seus filhos para que eles não se desviem para caminhos perigosos, Deus nos disciplina para não perecermos na obstinação do nosso próprio coração. Provérbios 3:11-12 nos lembra: “Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.”

2. Meios de Correção de Deus.

Deus utiliza vários meios para nos corrigir e nos trazer de volta ao caminho certo. Ele fala aos nossos corações por meio de seu Espírito, e usa pessoas ao nosso redor para nos alertar e nos livrar dos perigos. “Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” (Hebreus 12:6). ARC

A. O Espírito Santo. O Espírito Santo habita em nós e nos guia, na verdade. Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8). Quando pecamos, o Espírito Santo nos repreende e nos chama ao arrependimento, para podermos ser restaurados.

B. Pais, amigos e irmãos. Deus frequentemente usa nossos pais, amigos e irmãos na fé para nos corrigir e nos guiar. Eles são instrumentos de Deus para nos alertar sobre as seduções carnais, os perigos da vaidade e a insensatez de não seguir bons conselhos. Devemos ser humildes e receptivos a esses alertas, reconhecendo que eles vêm do amor de Deus por nós. Às vezes, pequenos alertas vindos de forma simples podem nos livrar de consequências que nos acompanharão por toda a vida.

3. O Perigo da Obstinação.

A obstinação é a recusa teimosa em mudar de opinião ou comportamento, mesmo diante de correções claras. A Bíblia nos adverte de que tal atitude pode levar a consequências graves. Através do profeta Samuel, Deus falou para Saul: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar.” (1 Samuel 15:23a) NAA

A. Endurecer a cerviz. Endurecer a cerviz significa ser inflexível e teimoso. Quando persistimos em nossos próprios caminhos, resistindo à correção de Deus, nos tornamos “pessoas de dura cerviz.” Isso nos coloca em um caminho perigoso, onde a disciplina de Deus se torna inevitável. “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto.” (Hebreus 3:7-8) NAA

B. Consequências da resistência. Provérbios 29:1 nos alerta que o homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz “será quebrantado de repente sem que haja cura.” Isso significa que chegará um ponto em que a disciplina de Deus será tão severa que não haverá retorno. A obstinação nos leva a um estado de endurecimento espiritual, onde nos tornamos insensíveis à voz de Deus e arriscamos sofrer um quebrantamento irremediável.

4. A Importância de um Coração Dócil.

Para evitar o juízo severo de Deus, devemos cultivar corações dóceis e receptivos à sua correção. Isso envolve humildade, arrependimento e disposição para mudar.

A. Humildade e arrependimento. Devemos reconhecer nossa necessidade de correção e estar dispostos a nos humilhar diante de Deus. A Bíblia nos ensina que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tiago 4:6). O arrependimento é um ato de humildade, onde reconhecemos nossos erros e buscamos a graça de Deus para nos transformar.

B. Disposição para mudar. Um coração dócil é aquele que está disposto a mudar. Devemos estar abertos à correção de Deus e prontos para ajustar nossos caminhos conforme Ele nos guiar. Isso significa abandonar a obstinação e permitir que o Espírito Santo trabalhe em nossas vidas para nos moldar à imagem de Cristo. “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade, não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (Salmo 32:5). NAA

Conclusão
Provérbios 29:1 nos desafia a refletir sobre nossa atitude diante da correção divina. Deus nos ama e nos corrige para o nosso bem, mas se endurecermos nosso coração e resistirmos à sua repreensão, corremos o risco de um quebrantamento sem cura. Que possamos ser filhos de corações dóceis, abertos à correção do Senhor, para que possamos crescer em sabedoria e maturidade, evitando as armadilhas da obstinação. Que nossa resposta à correção divina seja sempre de humildade e disposição para mudar, permitindo que Deus nos guie em seu bom caminho.

Buscando Uma Comunhão Profunda Com Cristo

“Jesus ensinava todos os dias no templo, mas à noite, saía e ia pousar no monte chamado das Oliveiras. E todo o povo madrugava para ir ter com Ele no templo, a fim de ouvi-Lo.“ (Lucas 21:37-38). Este versículo nos revela a sede do povo por ouvir as palavras de Jesus. Havia algo de especial e transformador em Suas palavras que fazia com que as pessoas madrugassem para estar na Sua presença. Essa atitude nos desafia a refletir sobre o nosso próprio relacionamento com Cristo e a importância de buscar uma intimidade genuína com Ele.

A Busca Pela Comunhão
Benditos são os momentos que passamos na presença do nosso Amado Jesus, quando antecipamos o raiar do dia para estar com Ele. O salmista disse: “Os meus olhos antecipam-se às vigílias noturnas, para que eu medite nas Tuas palavras.” (Salmos 119:148). O costume de buscar ao Senhor de madrugada reflete um coração ansioso por comunhão com Ele. Em meio às demandas da vida, nossos corações podem se sobrecarregar, levando-nos a acordar já preocupados com os afazeres do dia. Problemas para resolver, desejos a realizar, e assim, passamos a viver num verdadeiro deserto espiritual, distantes da fonte que é o nosso Mestre.

Jesus, Uma Fonte a Jorrar Para a Vida Eterna

Jesus ensinava todos os dias, e todos os dias o povo madrugava para continuar ouvindo Sua mensagem. Eles encontraram nEle a fonte de descanso, o alimento para suas almas sedentas, sendo consolados e recebendo direções para suas vidas vazias. Jesus disse à mulher samaritana: “Quem beber desta água voltará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” (João 4:13-14). Esta afirmação de Jesus revela que Ele oferece muito mais do que água para saciar a sede física; Ele oferece saciedade de coração e plenitude de vida, algo que não pode ser encontrado na esfera humana, independentemente das realizações e conquistas.

Buscando Plenitude em Fontes Duvidosas

É da natureza humana buscar plenitude de vida nas conquistas e realizações terrenas. Embora essas nos tragam algum tipo de satisfação, jamais abrirão em nossos corações fontes a jorrar para a vida eterna. O salmista Davi expressa sua profunda sede por Deus, ao clamar: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando irei e me apresentarei diante da face de Deus?” (Salmo 42:2). Este anseio é a expressão de uma necessidade de conhecer a Deus mais profundamente.

Homens Que Nos Desafiaram ao Relacionamento Com Deus

A Bíblia está repleta de personagens que, ao entrarem em contato mais íntimo com Deus, foram tomados por uma sede de conhecê-Lo mais profundamente, ao ponto de renunciarem a tudo para mergulhar nessa experiência.

Paulo. Abriu mão de tudo para conhecer a Cristo

O apóstolo Paulo, por exemplo, considerava tudo como perda pela experiência de conhecer a Cristo: “Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Na verdade, considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dEle perdi todas as coisas e as considero como lixo, para ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7-8, NAA).

Essas afirmações nos levam a refletir sobre o nível de profundidade do nosso relacionamento pessoal com Deus. Temos sido desafiados em nossos corações a não viver um relacionamento superficial com Ele, pois Deus deseja se relacionar conosco de maneira que nos enriqueça com Sua presença.

Moisés. Desejou a intimidade com Deus

Um exemplo significativo é o de Moisés, revelado em seu diálogo com Deus no livro de Êxodo, onde ele expressa um profundo desejo de conhecer mais a Deus: “Agora, se alcancei favor diante de ti, peço que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e obtenha favor diante de ti; e lembra-te que esta nação é teu povo. Então Moisés disse: — Peço que me mostres a tua glória.” (Êxodo 33:13,18). À medida que o relacionamento com Deus se aprofunda, cresce o desejo de conhecê-Lo mais.

Desejar as Bençãos ou o Abençoador?

Enquanto alguns se fascinam com as bênçãos, outros são tomados de fascínio pelo Doador das bênçãos.
O Salmo 103 nos mostra uma distinção clara no nível de relacionamento com Deus que cada um que saiu do Egito experimentou: “Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel.” (Salmo 103:7). Aos filhos de Israel, foram manifestos os feitos de Deus; a Moisés, os Seus caminhos. É possível se contentar com a satisfação de ver sinais e prodígios, mas Moisés buscou uma experiência mais profunda no relacionamento com Deus.

A vida eterna é conhecer Jesus

Ninguém conseguirá renunciar a tudo apenas por obrigação de obedecer. O que dá sentido à vida do cristão é experimentar um profundo relacionamento com Deus, conhecendo Seu amor, misericórdia e sabedoria. São experiências nesse nível que nos levam a uma paixão cada vez mais profunda por Ele. Jesus afirmou em uma de Suas mais longas orações que a vida eterna é conhecer ao Pai e ao Filho (João 17:3). O apóstolo João começa sua primeira epístola falando da experiência de ver, ouvir e tocar no Verbo da vida (1 João 1:1-3).

Jesus, a fonte de toda a riqueza e sabedoria

Muitos que experimentaram milagres abandonaram Jesus, mas aqueles que experimentaram um relacionamento íntimo com Ele renunciaram a tudo por Ele.
Na carta aos Colossenses, o apóstolo Paulo faz uma afirmação profunda a respeito de Jesus: “Para conhecimento do mistério de Deus — Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” (Colossenses 2:2-3). Somente por revelação do Espírito Santo podemos compreender a riqueza que há em nosso amado Jesus. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Com esse entendimento, o filho de Deus renunciaria a qualquer coisa para conhecê-Lo, sejam honras, reconhecimento, glórias humanas ou riquezas. Tudo perde o valor diante da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, o Senhor. “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo.” (Filipenses 3:8).

Conclusão
Jesus é o mesmo que se reuniu com aquele povo há dois mil anos. Nossas demandas e preocupações atualmente podem ser diferentes, mas as necessidades mais profundas dos nossos corações são as mesmas que afligiam o povo da época de Jesus. Será que temos madrugado para estar aos Seus pés, ouvindo Seus ensinos por meio da oração e meditação em Sua palavra? A nossa sede tem nos feito madrugar para estar em Sua presença?
Que, como Maria, saibamos escolher a melhor parte, pois essa jamais nos será tirada. “Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.” (Lucas 10:41-42).
Desafie-se a buscar uma vida de intimidade genuína com Jesus. Permita que Ele seja a fonte de satisfação para seu coração e a razão pela qual você madruga, não por obrigação, mas pelo desejo profundo de conhecê-Lo e estar em Sua presença.

O Perigo das Redes Sociais Para Aqueles que Servem a Deus

Introdução

Acredito que não haja nenhum outro instrumento mais usado ultimamente que as redes sociais. Nos últimos anos, as redes sociais se tornaram uma força dominante na vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo, transformando a maneira como nos comunicamos, aprendemos e nos relacionamos. Ela passou a ocupar um espaço considerável na vida de todos, sem distinção de idade. Os benefícios que ela trouxe para a humanidade são inúmeros. Entretanto, ao oferecer acesso ilimitado a qualquer conteúdo, as redes sociais também abriram portas para problemas como vício digital, conteúdos perigosos e isolamento social, que podem ter efeitos quase irreparáveis. Os filhos de Deus precisam se relacionar com ela com muita prudência, tendo a palavra de Deus como bússola a guiá-los nesses caminhos escorregadios. É essencial que os filhos de Deus acessem essas plataformas com discernimento e prudência, usando a palavra de Deus como guia para navegar por esses caminhos potencialmente perigosos. A seguir, ofereço algumas considerações e conselhos para evitar as armadilhas das redes sociais e usar essa ferramenta de forma edificante.

1. Perigos para a Vida do Cristão

• Distração Espiritual: O tempo excessivo gasto nas redes sociais pode afastar os cristãos da oração, leitura da palavra e comunhão com Deus. “Portanto, tenham cuidado com a maneira como vocês vivem, e vivam não como tolos, mas como sábios,
aproveitando bem o tempo, porque os dias são maus.” (Efésios 5:15-16) NAA.
• Comparação e Inveja: As redes sociais frequentemente promovem uma cultura de comparação, levando à inveja e insatisfação com a própria vida. Ninguém posta nas redes sociais suas dificuldades. Os casamentos são perfeitos, viagens dos sonhos, não há problemas financeiros, as amizades são perfeitas, etc. Alguns cristãos, ao observarem as postagens de outros, começam a desejar ter aquelas mesmas coisas. A palavra do Senhor nos adverte: “Não se irrite por causa dos malfeitores, nem tenha inveja dos ímpios, porque os maus não terão futuro, e a lâmpada dos ímpios se apagará.” (Provérbios 24:19-20)
• Exposição a Conteúdo Impróprio: A facilidade de acesso a conteúdo inapropriado pode corromper a mente e o coração. Muitos cristãos estão enfraquecidos espiritualmente por darem brecha a esses conteúdos que são verdadeiras armadilhas colocadas estrategicamente para capturar os que não vigiam. “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o pensamento de vocês.” (Filipenses 4:8) NAA.
• Dependência e Vício: O uso excessivo pode levar ao vício, afetando a saúde mental e emocional. O poder das redes sociais é tão devastador que muitos estão completamente dominados por ela e já não percebem mais que estão aprisionados. O apóstolo Paulo nos adverte: “Todas as coisas me são lícitas”, mas nem todas convêm. “Todas as coisas me são lícitas”, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6:12)

2. Impactos Negativos sobre os Casamentos

• Falta de Comunicação: O uso excessivo das redes sociais pode diminuir a comunicação entre cônjuges, causando distanciamento emocional. A comunicação no relacionamento conjugal é de grande valor para uma relação saudável e duradoura. Preservar a boa comunicação no casamento é um investimento que salva o relacionamento conjugal.
• Infidelidade Emocional: A interação com pessoas do sexo oposto nas redes sociais pode levar à infidelidade emocional e, em alguns casos, física. Muitos casos de infidelidade se iniciaram com uma curtida de postagens sedutoras ou por meio de interações com homens, ou mulheres, que não são o cônjuge. Jesus nos alerta a não abrirmos portas para o pecado: “Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.” (Mateus 5:28)
• Descontentamento: Comparações com outros casais podem gerar descontentamento e expectativas irreais no casamento. Alguns casais já se desanimaram com seus casamentos por compararem seus relacionamentos com os que são postados nas redes sociais. O melhor guia para a cura dos relacionamentos conjugais é a palavra de Deus e a experiência de casais maduros da igreja para nos ajudar. Não devemos nos impressionar com as belas postagens das redes sociais. Elas podem não revelar toda a verdade. “O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos.” (Provérbios 14:30)

3. Impactos Negativos sobre o Relacionamento com os Filhos

• Negligência Com os Filhos: Pais distraídos com redes sociais podem negligenciar o tempo de qualidade com seus filhos. Nada impacta mais os filhos que a presença e atenção dos seus pais. As redes sociais têm produzido órfãos de pais vivos, mesmo entre aqueles que se dizem cristãos, devido ao tempo que muitos gastam com elas, não percebendo as necessidades mais profundas de seus pequeninos. Desde o início, o Senhor incentivou o relacionamento intenso entre os pais com seus filhos por meio do ensino da sua palavra. “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.” (Deuteronômio 6:6-7)
• Exposição a Conteúdos Inadequados: Falta de supervisão pode levar os filhos a consumirem conteúdos impróprios. Filhos menores de idade, principalmente, precisam do olhar atento de seus pais. O apóstolo Paulo alerta que as más conversações corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33).
• Modelagem de Comportamento: Os filhos tendem a imitar os hábitos dos pais, inclusive o mau uso das redes sociais. É natural que filhos queiram imitar os pais, portanto tenham cuidado com o uso excessivo das redes sociais. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1 Coríntios 11:1)

4. Conselhos e Advertências

• Vigilância e Prudência: seja vigilante e prudente com a fascinação das redes sociais. Ela está cheia de armadilhas perigosas. O Espírito que habita em nós, nunca deixa de nos alertar quando nos inclinamos àquilo que o desagrada. “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida.” (Provérbios 4:23) NBV.
• Uso Sábio do Tempo: observe quanto tempo você tem gastado com banalidades ou se ocupando da vida alheia nas redes sociais. Use seu tempo com sabedoria. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.” (Efésios 5:15-16)
• Moderação e Autocontrole: estabeleça limites para o uso das redes sociais e critérios acerca daquilo que você vê. Fique um tempo diariamente longe dela. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” (1 Coríntios 6:12)

5. Uso Saudável das Redes Sociais

• Estabeleça Limites: Tente definir horários específicos para o uso das redes sociais. Esse não é um exercício fácil, porém pode sanear a mente e o coração, trazendo a desintoxicação digital.
• Filtre os Conteúdos: Siga páginas e perfis que edificam e tragam crescimento espiritual. Quando seus conteúdos são saudáveis. O próprio algoritmo lhe envia conteúdos saudáveis, conforme as suas buscas e visualizações.
• Foque na Edificação: Utilizar as redes para compartilhar a Palavra de Deus e encorajar outros. “Assim, pois, sigamos as coisas que contribuem para a paz e também as que são para a edificação mútua.” (Romanos 14:19) NAA.

6. Doenças e Deformações Adquiridas pelo Mau Uso das Redes Sociais

• Depressão e Ansiedade: A constante comparação e a busca por visualizações podem levar a problemas de saúde mental.
• Distúrbios do Sono: O uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir pode prejudicar a qualidade do sono.
• Problemas de Autoestima: A comparação contínua com os destaques da vida dos outros pode minar a autoestima.
• Vício em Internet: A dependência das redes sociais pode se tornar um vício, afetando todas as áreas da vida.
• Alienação Social: O excesso de tempo online pode levar ao isolamento e à deterioração das habilidades de comunicação face a face.

Conclusão
As redes sociais são uma faca de dois gumes para aqueles que servem a Deus. Embora possam ser usadas para a proclamação do evangelho e para conectar-se com outros irmãos na fé, também apresentam perigos significativos que não devem ser subestimados. O uso imprudente dessas plataformas pode levar à distração espiritual, à exposição a conteúdos inadequados, à infidelidade emocional e ao isolamento social, comprometendo não apenas a saúde espiritual, mas também a saúde mental e emocional dos cristãos.

É crucial que utilizemos essas ferramentas com discernimento, estabelecendo limites saudáveis e focando em conteúdos que edificam. Os filhos de Deus precisam estar atentos às armadilhas que as redes sociais podem representar, usando a palavra de Deus como guia para navegar por esses caminhos potencialmente perigosos. A vigilância contínua e a aplicação dos princípios bíblicos são essenciais para evitar os perigos da vaidade, comparação e distração espiritual, mantendo o foco em Cristo e na missão de servir a Ele com integridade.
Lembremos sempre das palavras de Paulo em 1 Coríntios 10:31: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” Assim, que possamos usar as redes sociais para a glória de Deus, edificando uns aos outros e espalhando o amor e a verdade do evangelho, sem nos deixarmos contaminar pelas suas influências negativas. O equilíbrio e a moderação, guiados pelo Espírito Santo, nos ajudarão a fazer um uso saudável dessas ferramentas, protegendo nosso coração e nossa mente para a glória do Senhor.

Guardar o Coração para Agradar a Deus

Provérbios 4:23 nos exorta a guardar o coração, destacando a importância de proteger nossos sentimentos e pensamentos, pois deles procedem as fontes da vida. Muitos se perdem nos caminhos do coração devido a sentimentos confusos e pecaminosos. Jeremias disse em seu livro: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? (Jeremias 17:9).” Quero destacar alguns conselhos e cuidados que devemos ter na caminhada.

Guardar o Coração
O coração, na palavra do Senhor, representa o centro das emoções, pensamentos e vontade. Guardar o coração significa proteger nossos pensamentos e sentimentos de influências que podem nos afastar de Deus. Jesus disse que é do coração que procedem os maus pensamentos e lá, eles são alimentados. “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. (Marcos 7:21-23).” Esse alerta de Cristo deve nos levar a ter cuidado com sentimentos que permitimos germinar em nosso coração, pois algumas vezes esses sentimentos podem estar tomados de impurezas e maldades. É preciso reconhecer o perigo que eles representam a nós e aos nossos relacionamentos. Para que haja saúde espiritual e relacionamentos fortes, é preciso guardar o coração dos sentimentos mesquinhos e medíocres que não tem nada a ver com o caráter do nosso mestre.

1. Enfrentando Dificuldades e Provações

Todos passamos por problemas como desemprego, dificuldades financeiras, enfermidades, e problemas familiares. Esses desafios podem abater e desanimar nosso coração. No entanto, essas provações são oportunidades para fortalecer nossa fé e confiança em Deus. Pedro nos lembra que nossa fé é provada como o ouro é provado no fogo, resultando em louvor, honra e glória na revelação de Jesus Cristo (1 Pedro 1:7). Devemos ter cuidado ao enfrentarmos dificuldades e provações para não amargurar o coração, achando que há alguma injustiça da parte de Deus para conosco. Tiago garante que as provações de Deus a nós, não são sem motivos: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. (Tiago 1:2-3).” Sejamos humildes ao enfrentarmos dificuldades e provações, pois ele está nos aperfeiçoando.

2. Sentimentos Perigosos:

• Mágoas, Ressentimentos e Falta de Perdão.
Esses sentimentos são inimigos perigosos que devemos manter longe do nosso coração. As mágoas, ressentimentos e falta de perdão, podem aprisionar e deformar nosso coração, tornando-nos amargurados e insensíveis ao Espírito Santo. O coração deve ser uma fonte de água limpa, livre de contaminação, para manter nossa relação com Deus e com os irmãos sem nenhum tipo de barreira ou impedimento.
Jesus nos ensina que perdoar é crucial para recebermos o perdão de Deus: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).

3. Perdoar para Guardar o Coração

• Perdoar é essencial para proteger o coração. O apóstolo João nos alerta: “Não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.” (1 João 3:12). Caim, nutriu mágoas contra seu irmão e contra Deus, até o momento em que assassinou a seu irmão. Mesmo o Senhor o advertindo acerca do seu coração amargurado, ele não retrocedeu, por estar tomado pela falta de perdão. (Gênesis 4:4-7). O apóstolo continua em sua exortação: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. (1 João 3:15).” O texto deixa claro que o sentimento de amargura e rancor contra o nosso irmão, já nos coloca em situação grave diante de Deus. Apenas a nossa tolerância com esses sentimentos já nos põe na classe dos que cometem homicídio.
Guardar mágoas e ressentimentos impede a ação de Deus em nossa vida e prejudica nossa comunhão com Ele. Portanto, perdoar aqueles que nos ofenderam é crucial para manter a pureza do nosso coração e uma relação saudável com Deus.

• Fazendo a nossa reflexão
Façamos uma reflexão sobre o que tem contaminado as fontes da vida em nós e paralisado nossa caminhada com Deus. Peçamos a Ele que revele qualquer mágoa ou ressentimento que precise ser tratado. Limpar o coração dessas impurezas permitirá uma comunhão mais profunda com Deus e vitórias em outras áreas da nossa vida. Se do coração procedem as fontes da vida, devemos manter essa fonte limpa, para jorrar as águas do Espírito, trazendo vida e renovo para nós e para aqueles com quem nos relacionamos.

Conclusão
Em Provérbios 4:23 somos chamados a uma vigilância constante sobre nossos sentimentos e pensamentos. Proteger o coração é essencial para uma vida espiritual saudável e para manter a comunhão com Deus. Ao praticar o perdão e rejeitar mágoas e ressentimentos, garantimos que nossas fontes permaneçam puras e cheias de vida.

Onde se Encontram as Nossas Orações?

A Oração no Contexto de Apocalipse 5:8

Apocalipse 5:8 “E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.”

Entre as visões que João teve enquanto estava exilado na ilha de Patmos, uma das mais surpreendentes é a do lugar onde nossas orações se encontram neste exato momento. Este versículo nos mostra que, mesmo quando achamos que nossas orações não são atendidas, elas estão diante do trono de Deus e do Cordeiro. Este fato nos assegura que o Senhor está atento a cada palavra que proferimos em oração.

A Importância das Nossas Orações
As nossas orações não são meras palavras jogadas ao vento, mas são meticulosamente gravadas e guardadas diante do Pai. O texto de Apocalipse 5:8 nos assegura que nossas orações têm um lugar especial diante de Deus. Ele está atento a cada palavra que proferimos, e por esse motivo, nunca devemos desistir de orar. Em Apocalipse 8:3-4, lemos:
“Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.”
Este texto nos revela que nossas orações estão constantemente subindo à presença de Deus, como incenso agradável. Nada em nossa vida passa despercebido por Ele.

A Proximidade de Deus e a Espera pela Resposta
Somos suscetíveis a duvidar que o Senhor está atento ao nosso clamor, especialmente quando a resposta demora a chegar. Entretanto, somos assegurados que Ele nos ouve com atenção. O salmista declara:
“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” (Salmo 145:18)
Este texto nos dá a certeza de que Deus está perto de todos que O invocam em oração. Um aspecto crucial ao buscarmos respostas do Senhor é saber esperar pelo Seu tempo, pois, por razões que só Ele conhece, nem sempre Ele nos atende no momento que desejamos. Contudo, podemos confiar que Ele fará tudo concorrer para o nosso bem (Romanos 8:28). Tiago diz em sua carta: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.” (1 Pedro 5:6). O apóstolo reconhece que Deus tem um tempo dele, reservado para nos responder. Não devemos desistir, mas perseverar em oração confiando em sua fidelidade.

A Revelação de Apocalipse
No livro de Apocalipse, recebemos a revelação dos últimos capítulos da história da humanidade. O mais glorioso é saber que nossas orações têm um lugar especial reservado por Deus. Ele jamais se esquecerá de nenhuma delas, pois estão diante do trono e do Cordeiro. ( Ap 8:3-4).

Ansiedade e Incredulidade, os inimigos da Paz de Espírito
Um dos maiores empecilhos à paz de espírito e ao descanso enquanto buscamos a Deus em oração é a incredulidade e a ansiedade. O apóstolo Paulo admoesta na carta aos Filipenses:
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. (Filipenses 4:6).
Somos exortados a levar diante de Deus todas as nossas petições, preocupações e angústias, pois Ele está atento ao nosso clamor. Quando deixamos a incredulidade e a ansiedade dominar nossas mentes e corações, perdemos a oportunidade de receber do Senhor a resposta que buscamos. Tiago nos adverte:
“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa.” (Tiago 1:6-7). Quando resistimos à ansiedade e a incredulidade, estamos num caminho de crescimento na fé e na confiança no Senhor.

A Perseverança na Oração
Aqueles que desenvolvem um relacionamento com Deus através da oração experimentam paz, descanso e constante aprendizado. A perseverança na oração torna o homem mais paciente, cheio de esperança e fortalece sua fé. Abraão, chamado Pai da Fé, é um exemplo de confiança em Deus, quando tudo parecia contrário. O apóstolo Paulo escreveu sobre a fé perseverante de Abraão:
“Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.” (Romanos 4:18-22)

Conclusão
Abraão creu contra a esperança. Mesmo sem possibilidades humanas, ele firmou-se na fé. Ele não enfraqueceu na fé, embora a idade avançada dele e da esposa, não duvidou por incredulidade da promessa de Deus. Estava convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Quando confiamos naquele que fez a promessa, podemos ter a certeza de que Ele nos atenderá no Seu tempo. Jamais devemos esquecer que, no livro do Apocalipse, foi-nos revelado que nossas orações estão diante do trono e do Cordeiro. Não há possibilidade de Ele não nos ouvir. Nosso clamor ecoa diante Dele, dia e noite, como uma constante lembrança de que é Nele que esperamos e depositamos nossa confiança.

Cuidado Com a Rebelião


1 Samuel 15:23 Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.


No texto citado, o profeta Samuel está repreendendo o rei Saul por sua desobediência a Deus. Saul não cumpriu completamente as instruções que Deus lhe deu através de Samuel. Deus havia ordenado que Saul destruísse completamente os amalequitas e tudo o que possuíam, mas Saul poupou o rei Agague e o melhor dos rebanhos, justificando que pretendia usá-los como sacrifícios a Deus.
Samuel compara a rebelião de Saul ao pecado de feitiçaria, destacando a gravidade da desobediência a Deus. Ele também compara a obstinação (teimosia) à idolatria, indicando que se apegar teimosamente ao próprio caminho em vez de seguir a vontade de Deus é tão grave quanto adorar ídolos.


E quais as consequências da Rebelião?


Perda da Bênção de Deus:
Saul foi rejeitado por Deus como rei. Sua desobediência resultou na perda da bênção e favor de Deus. Isto serve como um aviso de que a desobediência a Deus pode levar à perda de Suas bênçãos e ao afastamento de Sua presença.


Quebra da Comunhão com Deus:
A rebelião e a obstinação criam uma barreira entre nós e Deus. Assim como Saul foi afastado de sua posição de rei, a desobediência contínua pode levar ao enfraquecimento ou rompimento de nossa comunhão com Deus.


A rebeldia é comparada a Pecados Graves:
Samuel compara a rebelião à feitiçaria e a obstinação à idolatria, enfatizando que esses pecados são extremamente graves aos olhos de Deus. Isso nos lembra que a desobediência a Deus não é uma questão leve; é considerada um pecado grave.


Como Deus Espera que Sejamos Obedientes?


1. Obediência Completa:
Deus espera que obedeçamos a Ele completamente, não parcialmente. A obediência parcial de Saul não foi aceita por Deus. Ele deseja que sigamos Suas instruções totalmente, confiando em Sua sabedoria e propósito.
1 Samuel 15:22 Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.


2. Humildade e Submissão: Obediência a Deus requer humildade e disposição para submeter nossa vontade à Sua. Ao contrário da obstinação, que é a teimosia em seguir o próprio caminho, devemos ser flexíveis e prontos a ajustar nosso curso de acordo com a vontade divina. Tg 4:10; Sl 37:5.


3. Fé e Confiança em Deus:
Deus espera que confiemos em Sua bondade e sabedoria. Mesmo quando não entendemos completamente Suas instruções, devemos confiar que Ele sabe o que é melhor para nós. A fé leva à obediência fiel. PV 3:5; HB 11:6.


4. Arrependimento e Correção: Quando falhamos, Deus espera que nos arrependamos sinceramente e busquemos corrigir nossos caminhos. A história de Saul mostra as consequências da falta de arrependimento genuíno. Em contrapartida, quando nos arrependemos e buscamos a correção, Deus é misericordioso e pronto para nos restaurar. 1Jo 1:9; At 3:19.


Conclusão
O texto de 1 Samuel 15:23 nos ensina que a desobediência a Deus é um pecado grave, comparável a feitiçaria e idolatria. As consequências da rebelião são sérias e podem levar à perda da bênção e comunhão com Deus. Portanto, devemos buscar uma obediência completa, humilde e fiel à vontade de Deus, confiando plenamente em Sua sabedoria e bondade. Além disso, devemos estar prontos para nos arrepender e corrigir nossos caminhos quando falharmos, garantindo que nossa vida esteja em alinhamento com os propósitos divinos

Será que Deus cuida de mim?

Salmos 139:11-12. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;

Às vezes temos de enfrentar noites escuras que nos levam ao desespero, a angústias e a sofrimentos emocionais. Noites que parecem não ter fim. Situações que nos preocupam e afligem o coração, nos fazendo sentir envoltos em trevas, e sem esperança de resolução. São preocupações com a família, dificuldades com um filho, uma enfermidade, problemas financeiros e até mesmo preocupações com o futuro, circunstâncias que nos trazem a sensação de que estamos encurralados e que não há uma resposta adequada.

Em momentos como esses, alguns são tomados de uma profunda tristeza, outros perdem a fé e já não conseguem mais perseverar em oração. Uns se revoltam contra Deus ou ficam indiferentes, dando lugar a crises de ansiedade, depressão, irritabilidade e até doenças que não encontram causas físicas. É um cansaço excessivo, constantes dores de cabeça ou dores no corpo que não passam. Alguns são acometidos de uma tristeza persistente ou de um desânimo que rouba as forças para prosseguir. Sem contar os quadros cada vez mais crescentes de vícios em pornografia e no excesso de entretenimento que sutilmente escondem as necessidades mais profundas do coração. São horas e horas gastas nas redes sociais vendo inutilidades, sem perceberem que isso pode ser um sinal claro de que algo está errado, e que, esses atalhos não irão aliviar as angústias que os assolam.

O salmista, meditando sobre a onisciência e a onipresença de Deus, descobre que o Senhor é mais pessoal, íntimo e mais próximo do que ele poderia imaginar. O que, para ele, eram densas trevas, para o Senhor, tudo estava em plena luz. E por mais escuras que forem as trevas, para Deus a noite brilha como o dia, vs 12. O fato é que ele vê todos os nossos problemas, conhece todas as nossas angústias, sabe dos nossos questionamentos e indagações. Ele conhece as queixas, as dúvidas e as reclamações. Conhece nosso desespero, nossos medos e tudo que para nós, são como trevas que nos envolvem, para Deus, a noite brilha como o dia. “as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;” vs 12.

Parece que o problema que enfrentamos ao lidar com nossas aflições, reside em como entendemos o agir de Deus em nossa vida. Cremos em sua soberania quando ele nos responde, mas duvidamos quando sua resposta é o silêncio ou mesmo um sonoro, não. O salmista compreende haver um agir soberano de Deus em nossa história, mesmo que não compreendamos ou não estejamos vendo o que, e como, ele está agindo. E, embora algumas coisas permaneçam do mesmo jeito, nos incomodando, tudo está exatamente dentro de seu controle, inclusive os sofrimentos que não conseguimos explicar. Às vezes, ele nos mostra o começo e guarda o fim para si, para crescermos em fé e confiança.

Então, ele passa a entender a onisciência de Deus sobre os seus pensamentos mais secretos. “De longe conheces os meus pensamentos,” vs 2.

Percebe a onipresença de Deus em toda a sua história, tudo sempre esteve debaixo do seu olhar. “Observas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.” Vs 3.

Ele está atento às súplicas, verbalizadas ou não, ele conhece todas elas. “A palavra ainda nem chegou à minha língua, e tu, Senhor, já a conheces toda. Vs 4.

Descobre que o Senhor é um esconderijo que o oculta dos ataques do inimigo, e que, não há nada em sua vida que fuja ao seu controle soberano. “Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.” Vs 5.

É natural, em certa medida, que o desespero, o medo e a dúvida caiam sobre nós diante de situações que fogem ao nosso controle. Sejam situações que nos envolvem ou envolvem pessoas que amamos. Entretanto, jamais devemos esquecer de sua soberania e cuidado sobre nossas vidas. Jesus expressa esse cuidado de Deus a nós, quando disse: “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” Mt 6:8. Não é reconfortante para nós, seus filhos, entendermos que ele sabe de todas as coisas? Que o nosso presente e futuro estão debaixo do seu amor e cuidado, embora ele não nos revele todo o seu projeto?

Ao compreender a dimensão da onisciência e onipresença de Deus em sua vida, o salmista brada maravilhado: “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir!” Sl 139:6.

Talvez, uma das questões que mais nos causam desconforto, seja a percepção que temos, de que nossas orações não são respondidas satisfatoriamente, e é disto que se ocupa o salmista. O Senhor tem o controle de tudo, vê tudo e governa sobre tudo. Ele trabalha para aqueles que nele esperam, Is 64:4.

Ao chegarmos até aqui, não podemos deixar de admitir a nossa miopia espiritual e, ao mesmo tempo, reconhecer que precisamos conhecê-lo mais profundamente. Cabe a cada um de nós, com humildade, pedir a ele que abra os nossos olhos para vermos além daquilo que está diante de nós e assim descansarmos em sua perfeita obra em nossas vidas.

Nenhum de nós entenderá melhor o agir de Deus, se focarmos apenas na necessidade que temos de respostas aos nossos problemas. Moisés, no deserto, sentiu que precisava muito mais que respostas. Precisava conhecer a Deus e experimentá-lo. Então ele diz: “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.” Êx 33:13. As respostas às nossas orações são importantes, mas nada substitui a experiência de andar com Deus e conhecê-lo cada vez mais. Que, como o apóstolo Paulo, oremos admirados:

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Rm 11:33-36.

A Riqueza da Palavra de Deus

Mateus 4:9-11. “E propôs a Jesus: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares. Ordenou-lhe então Jesus: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: ‘Ao SENHOR, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás’”. Assim, o Diabo o deixou; e eis que vieram anjos, e o serviram.“

Em Mateus 4:9-11, encontramos um dos momentos mais significativos do ministério de Jesus na terra, onde Ele vence os ataques de Satanás utilizando a palavra de Deus. Quando Satanás propõe: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares”, Jesus responde: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: “Ao SENHOR, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás”. Essa vitória é alcançada através da força e autoridade da Palavra de Deus.

O cristão que negligencia seu relacionamento diário com a Palavra, está abrindo mão de um recurso indispensável para sua jornada aqui na terra. A Bíblia é essencial para a vida cristã e nos oferece inúmeros benefícios:

  • Ela é Lâmpada para os pés: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmos 119:105). A Palavra de Deus ilumina nosso caminho e nos guia na direção correta.
  • É a Espada do Espírito: “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Ela é a nossa arma espiritual para combater as forças do mal. É uma arma de defesa, mas também de ataque e deve ser pregada com fé e autoridade.
  • Escudo e Proteção: “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele se refugiam” (Salmos 18:30). A Palavra nos protege e nos fortalece em tempos de adversidade, guardando nossos corações e mentes dos ataques que nos assediam.
  • Refrigera a Alma: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma” (Salmos 19:7a). Ela renova e conforta nossas almas cansadas. Quando estamos exaustos e nos debruçamos em sua palavra encontramos o refrigério e renovo para prosseguir.
  • Sabedoria: “O testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.” Sl 119:7b. A Palavra nos dá sabedoria para nos conduzirmos em todas as áreas da vida. Seja na igreja ou nesse mundo, os que nela meditam se tornam sábios.                                      
  • Guarda de Pecar: “Guardei no coração a tua palavra, para não pecar contra ti” (Salmos 119:11). Ela nos ajuda a viver uma vida de santidade, afastando-nos do pecado, trazendo ao nosso coração os preceitos do Senhor para vivermos em santidade nesse mundo.
  • Fortalece na Tristeza: “A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra” (Salmos 119:28). Em momentos de tristeza e desânimo, a Palavra nos dá força e consolo.
  • Consolo: “O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica.“ (Sl 119:50). Ela oferece consolo e conforto em tempos de necessidade, angústias e tristezas.
  • Direção e Respostas: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” A Palavra nos dá direção e respostas para todas as áreas de nossa vida, nos capacitando e nos conduzindo em qualquer situação.
  • Ela é Mais Preciosa que o Ouro: “Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino.” (Salmos 19:10a). A Palavra é inestimável e mais valiosa que qualquer riqueza terrena.

O apóstolo Paulo reforça a importância da Palavra em 2 Timóteo 3:16-17, afirmando que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” É através da Palavra que somos capacitados a viver conforme a vontade de Deus.

Portanto, que nosso amor e respeito pela Palavra de Deus cresçam a cada dia, e que ela se torne nosso alimento diário. Como o salmista expressa no Salmo 119:97: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.”

Que a Palavra de Deus seja a base sólida sobre a qual edificamos nossas vidas, nossas famílias, guiando-nos, fortalecendo-nos e equipando-nos para toda boa obra.

O Deus Justo e Amoroso.

“Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” Rm 11:22 (NAA).

Talvez, uma das questões mais difíceis para os cristãos compreenderem seja o equilíbrio entre o amor e a justiça de Deus. Essa dualidade do caráter divino o leva a lidar tanto com a sua misericórdia quanto com o seu julgamento, seja tratando com os ímpios ou com os seus filhos. Sendo ele perfeitamente bom e perfeitamente justo, exerce a misericórdia e a justiça de maneira equilibrada, para que os homens entendam sua natureza, o amem e também o temam.

É da natureza dos homens caídos relativizar a gravidade dos seus pecados, por não compreenderem o caráter santo de Deus. A corrupção do coração humano leva-os a achar que têm algo de bom para serem aceitos por ele, perdendo assim o temor e agindo como se Deus fosse igual a eles. Na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo diz o seguinte:

“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3:10, 23.

Todos pecaram! Todos estão separados da glória de Deus e totalmente incapazes de se relacionar com ele por seus próprios méritos.

Na mesma carta, tratando da salvação do povo judeu, ele disse:

“Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” Rm 11:22 (NAA).

Ele deixa claro que a bondade e a severidade de Deus estão no mesmo patamar em seu caráter, e que, por meio desses atributos morais, ele faz com que conheçamos a sua natureza. Essa compreensão nos leva não somente ao amor a ele, mas também ao temor do seu nome. Se Deus relativizasse o pecado por causa do seu amor ele não seria perfeito em seu caráter. A sua bondade e a sua misericórdia estão em perfeita harmonia para que o homem possa desfrutar de um relacionamento sadio com ele.

O amor de Deus é manifestado em Sua graça, perdão e compaixão, enquanto Sua justiça se manifesta na correção, disciplina e julgamento. É nesse equilíbrio que encontramos a harmonia da vontade divina, que busca reconciliar a humanidade com Ele por meio de seu filho, ao mesmo tempo, em que preserva a integridade de Sua santidade e justiça.

Ao olharmos para a cruz, vemos ali o equilíbrio perfeito do caráter justo e amoroso do nosso Deus. O sacrifício de seu filho inocente em nosso lugar nos mostra como ele é santo e justo e, ao mesmo tempo, o quanto ele nos ama. Sendo nós totalmente pecadores, Deus fez uma injustiça a si mesmo, para que pudéssemos desfrutar do seu amor, sem que o pecado fosse ignorado. No livro de Naum lemos:

“O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente.” Naum 1:3a.

Devido ao seu caráter santo e justo, o culpado não é inocentado diante de Deus apenas por um ato de bondade em que ele ignora o pecado e o perdoa. Não. Ao culpado, ele não terá por inocente. Entretanto, o apóstolo diz:

“Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2Co 5:21.

Ele toma sobre si o julgamento que era nosso e nos faz alvos do seu grande amor. Sendo ele sem pecado algum, assume o nosso pecado e nos livra da condenação. A morte de Cristo não elimina a ira e a justiça divinas, mas deixa-o satisfeito para sermos favorecidos por esse amor. Aleluias!

Então, o apóstolo brada para nós:

“Portanto, assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os seres humanos para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos para a justificação que dá vida.” Rm 5:18. (NAA)

Homens condenados pelo pecado de Adão são declarados justos pelo sacrifício de Cristo. Amor e justiça em perfeito equilíbrio, revelando a nós o caráter perfeito do nosso Deus. Quando entendemos o equilíbrio entre seu amor e sua justiça, passamos a entender, também, que aqueles que enfatizam o amor de Deus e ignoram sua justiça, distorcem o seu caráter perfeito e ignoram a profundidade da corrupção do coração humano.

Esse discurso leva os homens a um falso evangelho onde se oferece plenitude para a vida do Ego. Não se pode conhecer o amor de Deus, sem que se compreenda sua justiça e santidade. O amor a Deus não pode se dissociar do temor a ele. Assim como cada asa de um pássaro é essencial para voar, o amor e a justiça de Deus se complementam, revelando a perfeição de Seu caráter.

Ó, profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os seus juízos, e quão insondáveis são os seus caminhos! Rm 11:33.