O Perigo das Redes Sociais Para Aqueles que Servem a Deus

Introdução

Acredito que não haja nenhum outro instrumento mais usado ultimamente que as redes sociais. Nos últimos anos, as redes sociais se tornaram uma força dominante na vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo, transformando a maneira como nos comunicamos, aprendemos e nos relacionamos. Ela passou a ocupar um espaço considerável na vida de todos, sem distinção de idade. Os benefícios que ela trouxe para a humanidade são inúmeros. Entretanto, ao oferecer acesso ilimitado a qualquer conteúdo, as redes sociais também abriram portas para problemas como vício digital, conteúdos perigosos e isolamento social, que podem ter efeitos quase irreparáveis. Os filhos de Deus precisam se relacionar com ela com muita prudência, tendo a palavra de Deus como bússola a guiá-los nesses caminhos escorregadios. É essencial que os filhos de Deus acessem essas plataformas com discernimento e prudência, usando a palavra de Deus como guia para navegar por esses caminhos potencialmente perigosos. A seguir, ofereço algumas considerações e conselhos para evitar as armadilhas das redes sociais e usar essa ferramenta de forma edificante.

1. Perigos para a Vida do Cristão

Distração Espiritual: O tempo excessivo gasto nas redes sociais pode afastar os cristãos da oração, leitura da palavra e comunhão com Deus. “Portanto, tenham cuidado com a maneira como vocês vivem, e vivam não como tolos, mas como sábios,
aproveitando bem o tempo, porque os dias são maus.” (Efésios 5:15-16) NAA.
Comparação e Inveja: As redes sociais frequentemente promovem uma cultura de comparação, levando à inveja e insatisfação com a própria vida. Ninguém posta nas redes sociais suas dificuldades. Os casamentos são perfeitos, viagens dos sonhos, não há problemas financeiros, as amizades são perfeitas, etc. Alguns cristãos, ao observarem as postagens de outros, começam a desejar ter aquelas mesmas coisas. A palavra do Senhor nos adverte: “Não se irrite por causa dos malfeitores, nem tenha inveja dos ímpios, porque os maus não terão futuro, e a lâmpada dos ímpios se apagará.” (Provérbios 24:19-20)
Exposição a Conteúdo Impróprio: A facilidade de acesso a conteúdo inapropriado pode corromper a mente e o coração. Muitos cristãos estão enfraquecidos espiritualmente por darem brecha a esses conteúdos que são verdadeiras armadilhas colocadas estrategicamente para capturar os que não vigiam. “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o pensamento de vocês.” (Filipenses 4:8) NAA.
Dependência e Vício: O uso excessivo pode levar ao vício, afetando a saúde mental e emocional. O poder das redes sociais é tão devastador que muitos estão completamente dominados por ela e já não percebem mais que estão aprisionados. O apóstolo Paulo nos adverte: “Todas as coisas me são lícitas”, mas nem todas convêm. “Todas as coisas me são lícitas”, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (1 Coríntios 6:12)

2. Impactos Negativos sobre os Casamentos

Falta de Comunicação: O uso excessivo das redes sociais pode diminuir a comunicação entre cônjuges, causando distanciamento emocional. A comunicação no relacionamento conjugal é de grande valor para uma relação saudável e duradoura. Preservar a boa comunicação no casamento é um investimento que salva o relacionamento conjugal.
Infidelidade Emocional: A interação com pessoas do sexo oposto nas redes sociais pode levar à infidelidade emocional e, em alguns casos, física. Muitos casos de infidelidade se iniciaram com uma curtida de postagens sedutoras ou por meio de interações com homens, ou mulheres, que não são o cônjuge. Jesus nos alerta a não abrirmos portas para o pecado: “Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.” (Mateus 5:28)
Descontentamento: Comparações com outros casais podem gerar descontentamento e expectativas irreais no casamento. Alguns casais já se desanimaram com seus casamentos por compararem seus relacionamentos com os que são postados nas redes sociais. O melhor guia para a cura dos relacionamentos conjugais é a palavra de Deus e a experiência de casais maduros da igreja para nos ajudar. Não devemos nos impressionar com as belas postagens das redes sociais. Elas podem não revelar toda a verdade. “O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos.” (Provérbios 14:30)

3. Impactos Negativos sobre o Relacionamento com os Filhos

Negligência Com os Filhos: Pais distraídos com redes sociais podem negligenciar o tempo de qualidade com seus filhos. Nada impacta mais os filhos que a presença e atenção dos seus pais. As redes sociais têm produzido órfãos de pais vivos, mesmo entre aqueles que se dizem cristãos, devido ao tempo que muitos gastam com elas, não percebendo as necessidades mais profundas de seus pequeninos. Desde o início, o Senhor incentivou o relacionamento intenso entre os pais com seus filhos por meio do ensino da sua palavra. “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.” (Deuteronômio 6:6-7)
Exposição a Conteúdos Inadequados: Falta de supervisão pode levar os filhos a consumirem conteúdos impróprios. Filhos menores de idade, principalmente, precisam do olhar atento de seus pais. O apóstolo Paulo alerta que as más conversações corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33).
Modelagem de Comportamento: Os filhos tendem a imitar os hábitos dos pais, inclusive o mau uso das redes sociais. É natural que filhos queiram imitar os pais, portanto tenham cuidado com o uso excessivo das redes sociais. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1 Coríntios 11:1)

4. Conselhos e Advertências

Vigilância e Prudência: seja vigilante e prudente com a fascinação das redes sociais. Ela está cheia de armadilhas perigosas. O Espírito que habita em nós, nunca deixa de nos alertar quando nos inclinamos àquilo que o desagrada. “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida.” (Provérbios 4:23) NBV.
Uso Sábio do Tempo: observe quanto tempo você tem gastado com banalidades ou se ocupando da vida alheia nas redes sociais. Use seu tempo com sabedoria. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.” (Efésios 5:15-16)
Moderação e Autocontrole: estabeleça limites para o uso das redes sociais e critérios acerca daquilo que você vê. Fique um tempo diariamente longe dela. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” (1 Coríntios 6:12)

5. Uso Saudável das Redes Sociais

• Estabeleça Limites: Tente definir horários específicos para o uso das redes sociais. Esse não é um exercício fácil, porém pode sanear a mente e o coração, trazendo a desintoxicação digital.
Filtre os Conteúdos: Siga páginas e perfis que edificam e tragam crescimento espiritual. Quando seus conteúdos são saudáveis. O próprio algoritmo lhe envia conteúdos saudáveis, conforme as suas buscas e visualizações.
Foque na Edificação: Utilizar as redes para compartilhar a Palavra de Deus e encorajar outros. “Assim, pois, sigamos as coisas que contribuem para a paz e também as que são para a edificação mútua.” (Romanos 14:19) NAA.

6. Doenças e Deformações Adquiridas pelo Mau Uso das Redes Sociais

Depressão e Ansiedade: A constante comparação e a busca por visualizações podem levar a problemas de saúde mental.
Distúrbios do Sono: O uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir pode prejudicar a qualidade do sono.
Problemas de Autoestima: A comparação contínua com os destaques da vida dos outros pode minar a autoestima.
Vício em Internet: A dependência das redes sociais pode se tornar um vício, afetando todas as áreas da vida.
Alienação Social: O excesso de tempo online pode levar ao isolamento e à deterioração das habilidades de comunicação face a face.

Conclusão
As redes sociais são uma faca de dois gumes para aqueles que servem a Deus. Embora possam ser usadas para a proclamação do evangelho e para conectar-se com outros irmãos na fé, também apresentam perigos significativos que não devem ser subestimados. O uso imprudente dessas plataformas pode levar à distração espiritual, à exposição a conteúdos inadequados, à infidelidade emocional e ao isolamento social, comprometendo não apenas a saúde espiritual, mas também a saúde mental e emocional dos cristãos.

É crucial que utilizemos essas ferramentas com discernimento, estabelecendo limites saudáveis e focando em conteúdos que edificam. Os filhos de Deus precisam estar atentos às armadilhas que as redes sociais podem representar, usando a palavra de Deus como guia para navegar por esses caminhos potencialmente perigosos. A vigilância contínua e a aplicação dos princípios bíblicos são essenciais para evitar os perigos da vaidade, comparação e distração espiritual, mantendo o foco em Cristo e na missão de servir a Ele com integridade.
Lembremos sempre das palavras de Paulo em 1 Coríntios 10:31: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” Assim, que possamos usar as redes sociais para a glória de Deus, edificando uns aos outros e espalhando o amor e a verdade do evangelho, sem nos deixarmos contaminar pelas suas influências negativas. O equilíbrio e a moderação, guiados pelo Espírito Santo, nos ajudarão a fazer um uso saudável dessas ferramentas, protegendo nosso coração e nossa mente para a glória do Senhor.

Guardar o Coração para Agradar a Deus

Provérbios 4:23 nos exorta a guardar o coração, destacando a importância de proteger nossos sentimentos e pensamentos, pois deles procedem as fontes da vida. Muitos se perdem nos caminhos do coração devido a sentimentos confusos e pecaminosos. Jeremias disse em seu livro: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? (Jeremias 17:9).” Quero destacar alguns conselhos e cuidados que devemos ter na caminhada.

Guardar o Coração
O coração, na palavra do Senhor, representa o centro das emoções, pensamentos e vontade. Guardar o coração significa proteger nossos pensamentos e sentimentos de influências que podem nos afastar de Deus. Jesus disse que é do coração que procedem os maus pensamentos e lá, eles são alimentados. “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. (Marcos 7:21-23).” Esse alerta de Cristo deve nos levar a ter cuidado com sentimentos que permitimos germinar em nosso coração, pois algumas vezes esses sentimentos podem estar tomados de impurezas e maldades. É preciso reconhecer o perigo que eles representam a nós e aos nossos relacionamentos. Para que haja saúde espiritual e relacionamentos fortes, é preciso guardar o coração dos sentimentos mesquinhos e medíocres que não tem nada a ver com o caráter do nosso mestre.

1. Enfrentando Dificuldades e Provações

Todos passamos por problemas como desemprego, dificuldades financeiras, enfermidades, e problemas familiares. Esses desafios podem abater e desanimar nosso coração. No entanto, essas provações são oportunidades para fortalecer nossa fé e confiança em Deus. Pedro nos lembra que nossa fé é provada como o ouro é provado no fogo, resultando em louvor, honra e glória na revelação de Jesus Cristo (1 Pedro 1:7). Devemos ter cuidado ao enfrentarmos dificuldades e provações para não amargurar o coração, achando que há alguma injustiça da parte de Deus para conosco. Tiago garante que as provações de Deus a nós, não são sem motivos: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. (Tiago 1:2-3).” Sejamos humildes ao enfrentarmos dificuldades e provações, pois ele está nos aperfeiçoando.

2. Sentimentos Perigosos:

Mágoas, Ressentimentos e Falta de Perdão.
Esses sentimentos são inimigos perigosos que devemos manter longe do nosso coração. As mágoas, ressentimentos e falta de perdão, podem aprisionar e deformar nosso coração, tornando-nos amargurados e insensíveis ao Espírito Santo. O coração deve ser uma fonte de água limpa, livre de contaminação, para manter nossa relação com Deus e com os irmãos sem nenhum tipo de barreira ou impedimento.
Jesus nos ensina que perdoar é crucial para recebermos o perdão de Deus: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).

3. Perdoar para Guardar o Coração

Perdoar é essencial para proteger o coração. O apóstolo João nos alerta: “Não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.” (1 João 3:12). Caim, nutriu mágoas contra seu irmão e contra Deus, até o momento em que assassinou a seu irmão. Mesmo o Senhor o advertindo acerca do seu coração amargurado, ele não retrocedeu, por estar tomado pela falta de perdão. (Gênesis 4:4-7). O apóstolo continua em sua exortação: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. (1 João 3:15).” O texto deixa claro que o sentimento de amargura e rancor contra o nosso irmão, já nos coloca em situação grave diante de Deus. Apenas a nossa tolerância com esses sentimentos já nos põe na classe dos que cometem homicídio.
Guardar mágoas e ressentimentos impede a ação de Deus em nossa vida e prejudica nossa comunhão com Ele. Portanto, perdoar aqueles que nos ofenderam é crucial para manter a pureza do nosso coração e uma relação saudável com Deus.

Fazendo a nossa reflexão
Façamos uma reflexão sobre o que tem contaminado as fontes da vida em nós e paralisado nossa caminhada com Deus. Peçamos a Ele que revele qualquer mágoa ou ressentimento que precise ser tratado. Limpar o coração dessas impurezas permitirá uma comunhão mais profunda com Deus e vitórias em outras áreas da nossa vida. Se do coração procedem as fontes da vida, devemos manter essa fonte limpa, para jorrar as águas do Espírito, trazendo vida e renovo para nós e para aqueles com quem nos relacionamos.

Conclusão
Em Provérbios 4:23 somos chamados a uma vigilância constante sobre nossos sentimentos e pensamentos. Proteger o coração é essencial para uma vida espiritual saudável e para manter a comunhão com Deus. Ao praticar o perdão e rejeitar mágoas e ressentimentos, garantimos que nossas fontes permaneçam puras e cheias de vida.

Onde se Encontram as Nossas Orações?

A Oração no Contexto de Apocalipse 5:8

Apocalipse 5:8 “E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.”

Entre as visões que João teve enquanto estava exilado na ilha de Patmos, uma das mais surpreendentes é a do lugar onde nossas orações se encontram neste exato momento. Este versículo nos mostra que, mesmo quando achamos que nossas orações não são atendidas, elas estão diante do trono de Deus e do Cordeiro. Este fato nos assegura que o Senhor está atento a cada palavra que proferimos em oração.

A Importância das Nossas Orações
As nossas orações não são meras palavras jogadas ao vento, mas são meticulosamente gravadas e guardadas diante do Pai. O texto de Apocalipse 5:8 nos assegura que nossas orações têm um lugar especial diante de Deus. Ele está atento a cada palavra que proferimos, e por esse motivo, nunca devemos desistir de orar. Em Apocalipse 8:3-4, lemos:
“Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.”
Este texto nos revela que nossas orações estão constantemente subindo à presença de Deus, como incenso agradável. Nada em nossa vida passa despercebido por Ele.

A Proximidade de Deus e a Espera pela Resposta
Somos suscetíveis a duvidar que o Senhor está atento ao nosso clamor, especialmente quando a resposta demora a chegar. Entretanto, somos assegurados que Ele nos ouve com atenção. O salmista declara:
“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” (Salmo 145:18)
Este texto nos dá a certeza de que Deus está perto de todos que O invocam em oração. Um aspecto crucial ao buscarmos respostas do Senhor é saber esperar pelo Seu tempo, pois, por razões que só Ele conhece, nem sempre Ele nos atende no momento que desejamos. Contudo, podemos confiar que Ele fará tudo concorrer para o nosso bem (Romanos 8:28). Tiago diz em sua carta: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.” (1 Pedro 5:6). O apóstolo reconhece que Deus tem um tempo dele, reservado para nos responder. Não devemos desistir, mas perseverar em oração confiando em sua fidelidade.

A Revelação de Apocalipse
No livro de Apocalipse, recebemos a revelação dos últimos capítulos da história da humanidade. O mais glorioso é saber que nossas orações têm um lugar especial reservado por Deus. Ele jamais se esquecerá de nenhuma delas, pois estão diante do trono e do Cordeiro. ( Ap 8:3-4).

Ansiedade e Incredulidade, os inimigos da Paz de Espírito
Um dos maiores empecilhos à paz de espírito e ao descanso enquanto buscamos a Deus em oração é a incredulidade e a ansiedade. O apóstolo Paulo admoesta na carta aos Filipenses:
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. (Filipenses 4:6).
Somos exortados a levar diante de Deus todas as nossas petições, preocupações e angústias, pois Ele está atento ao nosso clamor. Quando deixamos a incredulidade e a ansiedade dominar nossas mentes e corações, perdemos a oportunidade de receber do Senhor a resposta que buscamos. Tiago nos adverte:
“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa.” (Tiago 1:6-7). Quando resistimos à ansiedade e a incredulidade, estamos num caminho de crescimento na fé e na confiança no Senhor.

A Perseverança na Oração
Aqueles que desenvolvem um relacionamento com Deus através da oração experimentam paz, descanso e constante aprendizado. A perseverança na oração torna o homem mais paciente, cheio de esperança e fortalece sua fé. Abraão, chamado Pai da Fé, é um exemplo de confiança em Deus, quando tudo parecia contrário. O apóstolo Paulo escreveu sobre a fé perseverante de Abraão:
“Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.” (Romanos 4:18-22)

Conclusão
Abraão creu contra a esperança. Mesmo sem possibilidades humanas, ele firmou-se na fé. Ele não enfraqueceu na fé, embora a idade avançada dele e da esposa, não duvidou por incredulidade da promessa de Deus. Estava convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Quando confiamos naquele que fez a promessa, podemos ter a certeza de que Ele nos atenderá no Seu tempo. Jamais devemos esquecer que, no livro do Apocalipse, foi-nos revelado que nossas orações estão diante do trono e do Cordeiro. Não há possibilidade de Ele não nos ouvir. Nosso clamor ecoa diante Dele, dia e noite, como uma constante lembrança de que é Nele que esperamos e depositamos nossa confiança.

Cuidado Com a Rebelião


1 Samuel 15:23 Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.


No texto citado, o profeta Samuel está repreendendo o rei Saul por sua desobediência a Deus. Saul não cumpriu completamente as instruções que Deus lhe deu através de Samuel. Deus havia ordenado que Saul destruísse completamente os amalequitas e tudo o que possuíam, mas Saul poupou o rei Agague e o melhor dos rebanhos, justificando que pretendia usá-los como sacrifícios a Deus.
Samuel compara a rebelião de Saul ao pecado de feitiçaria, destacando a gravidade da desobediência a Deus. Ele também compara a obstinação (teimosia) à idolatria, indicando que se apegar teimosamente ao próprio caminho em vez de seguir a vontade de Deus é tão grave quanto adorar ídolos.


E quais as consequências da Rebelião?


Perda da Bênção de Deus:
Saul foi rejeitado por Deus como rei. Sua desobediência resultou na perda da bênção e favor de Deus. Isto serve como um aviso de que a desobediência a Deus pode levar à perda de Suas bênçãos e ao afastamento de Sua presença.


Quebra da Comunhão com Deus:
A rebelião e a obstinação criam uma barreira entre nós e Deus. Assim como Saul foi afastado de sua posição de rei, a desobediência contínua pode levar ao enfraquecimento ou rompimento de nossa comunhão com Deus.


A rebeldia é comparada a Pecados Graves:
Samuel compara a rebelião à feitiçaria e a obstinação à idolatria, enfatizando que esses pecados são extremamente graves aos olhos de Deus. Isso nos lembra que a desobediência a Deus não é uma questão leve; é considerada um pecado grave.


Como Deus Espera que Sejamos Obedientes?


1. Obediência Completa:
Deus espera que obedeçamos a Ele completamente, não parcialmente. A obediência parcial de Saul não foi aceita por Deus. Ele deseja que sigamos Suas instruções totalmente, confiando em Sua sabedoria e propósito.
1 Samuel 15:22 Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.


2. Humildade e Submissão: Obediência a Deus requer humildade e disposição para submeter nossa vontade à Sua. Ao contrário da obstinação, que é a teimosia em seguir o próprio caminho, devemos ser flexíveis e prontos a ajustar nosso curso de acordo com a vontade divina. Tg 4:10; Sl 37:5.


3. Fé e Confiança em Deus:
Deus espera que confiemos em Sua bondade e sabedoria. Mesmo quando não entendemos completamente Suas instruções, devemos confiar que Ele sabe o que é melhor para nós. A fé leva à obediência fiel. PV 3:5; HB 11:6.


4. Arrependimento e Correção: Quando falhamos, Deus espera que nos arrependamos sinceramente e busquemos corrigir nossos caminhos. A história de Saul mostra as consequências da falta de arrependimento genuíno. Em contrapartida, quando nos arrependemos e buscamos a correção, Deus é misericordioso e pronto para nos restaurar. 1Jo 1:9; At 3:19.


Conclusão
O texto de 1 Samuel 15:23 nos ensina que a desobediência a Deus é um pecado grave, comparável a feitiçaria e idolatria. As consequências da rebelião são sérias e podem levar à perda da bênção e comunhão com Deus. Portanto, devemos buscar uma obediência completa, humilde e fiel à vontade de Deus, confiando plenamente em Sua sabedoria e bondade. Além disso, devemos estar prontos para nos arrepender e corrigir nossos caminhos quando falharmos, garantindo que nossa vida esteja em alinhamento com os propósitos divinos

Será que Deus cuida de mim?

Salmos 139:11-12. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;

Às vezes temos de enfrentar noites escuras que nos levam ao desespero, a angústias e a sofrimentos emocionais. Noites que parecem não ter fim. Situações que nos preocupam e afligem o coração, nos fazendo sentir envoltos em trevas, e sem esperança de resolução. São preocupações com a família, dificuldades com um filho, uma enfermidade, problemas financeiros e até mesmo preocupações com o futuro, circunstâncias que nos trazem a sensação de que estamos encurralados e que não há uma resposta adequada.

Em momentos como esses, alguns são tomados de uma profunda tristeza, outros perdem a fé e já não conseguem mais perseverar em oração. Uns se revoltam contra Deus ou ficam indiferentes, dando lugar a crises de ansiedade, depressão, irritabilidade e até doenças que não encontram causas físicas. É um cansaço excessivo, constantes dores de cabeça ou dores no corpo que não passam. Alguns são acometidos de uma tristeza persistente ou de um desânimo que rouba as forças para prosseguir. Sem contar os quadros cada vez mais crescentes de vícios em pornografia e no excesso de entretenimento que sutilmente escondem as necessidades mais profundas do coração. São horas e horas gastas nas redes sociais vendo inutilidades, sem perceberem que isso pode ser um sinal claro de que algo está errado, e que, esses atalhos não irão aliviar as angústias que os assolam.

O salmista, meditando sobre a onisciência e a onipresença de Deus, descobre que o Senhor é mais pessoal, íntimo e mais próximo do que ele poderia imaginar. O que, para ele, eram densas trevas, para o Senhor, tudo estava em plena luz. E por mais escuras que forem as trevas, para Deus a noite brilha como o dia, vs 12. O fato é que ele vê todos os nossos problemas, conhece todas as nossas angústias, sabe dos nossos questionamentos e indagações. Ele conhece as queixas, as dúvidas e as reclamações. Conhece nosso desespero, nossos medos e tudo que para nós, são como trevas que nos envolvem, para Deus, a noite brilha como o dia. “as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;” vs 12.

Parece que o problema que enfrentamos ao lidar com nossas aflições, reside em como entendemos o agir de Deus em nossa vida. Cremos em sua soberania quando ele nos responde, mas duvidamos quando sua resposta é o silêncio ou mesmo um sonoro, não. O salmista compreende haver um agir soberano de Deus em nossa história, mesmo que não compreendamos ou não estejamos vendo o que, e como, ele está agindo. E, embora algumas coisas permaneçam do mesmo jeito, nos incomodando, tudo está exatamente dentro de seu controle, inclusive os sofrimentos que não conseguimos explicar. Às vezes, ele nos mostra o começo e guarda o fim para si, para crescermos em fé e confiança.

Então, ele passa a entender a onisciência de Deus sobre os seus pensamentos mais secretos. “De longe conheces os meus pensamentos,” vs 2.

Percebe a onipresença de Deus em toda a sua história, tudo sempre esteve debaixo do seu olhar. “Observas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.” Vs 3.

Ele está atento às súplicas, verbalizadas ou não, ele conhece todas elas. “A palavra ainda nem chegou à minha língua, e tu, Senhor, já a conheces toda. Vs 4.

Descobre que o Senhor é um esconderijo que o oculta dos ataques do inimigo, e que, não há nada em sua vida que fuja ao seu controle soberano. “Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.” Vs 5.

É natural, em certa medida, que o desespero, o medo e a dúvida caiam sobre nós diante de situações que fogem ao nosso controle. Sejam situações que nos envolvem ou envolvem pessoas que amamos. Entretanto, jamais devemos esquecer de sua soberania e cuidado sobre nossas vidas. Jesus expressa esse cuidado de Deus a nós, quando disse: “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” Mt 6:8. Não é reconfortante para nós, seus filhos, entendermos que ele sabe de todas as coisas? Que o nosso presente e futuro estão debaixo do seu amor e cuidado, embora ele não nos revele todo o seu projeto?

Ao compreender a dimensão da onisciência e onipresença de Deus em sua vida, o salmista brada maravilhado: “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir!” Sl 139:6.

Talvez, uma das questões que mais nos causam desconforto, seja a percepção que temos, de que nossas orações não são respondidas satisfatoriamente, e é disto que se ocupa o salmista. O Senhor tem o controle de tudo, vê tudo e governa sobre tudo. Ele trabalha para aqueles que nele esperam, Is 64:4.

Ao chegarmos até aqui, não podemos deixar de admitir a nossa miopia espiritual e, ao mesmo tempo, reconhecer que precisamos conhecê-lo mais profundamente. Cabe a cada um de nós, com humildade, pedir a ele que abra os nossos olhos para vermos além daquilo que está diante de nós e assim descansarmos em sua perfeita obra em nossas vidas.

Nenhum de nós entenderá melhor o agir de Deus, se focarmos apenas na necessidade que temos de respostas aos nossos problemas. Moisés, no deserto, sentiu que precisava muito mais que respostas. Precisava conhecer a Deus e experimentá-lo. Então ele diz: “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.” Êx 33:13. As respostas às nossas orações são importantes, mas nada substitui a experiência de andar com Deus e conhecê-lo cada vez mais. Que, como o apóstolo Paulo, oremos admirados:

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Rm 11:33-36.

A Riqueza da Palavra de Deus

Mateus 4:9-11. “E propôs a Jesus: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares. Ordenou-lhe então Jesus: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: ‘Ao SENHOR, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás’”. Assim, o Diabo o deixou; e eis que vieram anjos, e o serviram.

Em Mateus 4:9-11, encontramos um dos momentos mais significativos do ministério de Jesus na terra, onde Ele vence os ataques de Satanás utilizando a palavra de Deus. Quando Satanás propõe: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares”, Jesus responde: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: “Ao SENHOR, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás”. Essa vitória é alcançada através da força e autoridade da Palavra de Deus.

O cristão que negligencia seu relacionamento diário com a Palavra, está abrindo mão de um recurso indispensável para sua jornada aqui na terra. A Bíblia é essencial para a vida cristã e nos oferece inúmeros benefícios:

  • Ela é Lâmpada para os pés: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmos 119:105). A Palavra de Deus ilumina nosso caminho e nos guia na direção correta.
  • É a Espada do Espírito: “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Ela é a nossa arma espiritual para combater as forças do mal. É uma arma de defesa, mas também de ataque e deve ser pregada com fé e autoridade.
  • Escudo e Proteção: “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele se refugiam” (Salmos 18:30). A Palavra nos protege e nos fortalece em tempos de adversidade, guardando nossos corações e mentes dos ataques que nos assediam.
  • Refrigera a Alma: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma” (Salmos 19:7a). Ela renova e conforta nossas almas cansadas. Quando estamos exaustos e nos debruçamos em sua palavra encontramos o refrigério e renovo para prosseguir.
  • Sabedoria: “O testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.” Sl 119:7b. A Palavra nos dá sabedoria para nos conduzirmos em todas as áreas da vida. Seja na igreja ou nesse mundo, os que nela meditam se tornam sábios.                                      
  • Guarda de Pecar: “Guardei no coração a tua palavra, para não pecar contra ti” (Salmos 119:11). Ela nos ajuda a viver uma vida de santidade, afastando-nos do pecado, trazendo ao nosso coração os preceitos do Senhor para vivermos em santidade nesse mundo.
  • Fortalece na Tristeza: “A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra” (Salmos 119:28). Em momentos de tristeza e desânimo, a Palavra nos dá força e consolo.
  • Consolo: “O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica. (Sl 119:50). Ela oferece consolo e conforto em tempos de necessidade, angústias e tristezas.
  • Direção e Respostas: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” A Palavra nos dá direção e respostas para todas as áreas de nossa vida, nos capacitando e nos conduzindo em qualquer situação.
  • Ela é Mais Preciosa que o Ouro: “Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino.” (Salmos 19:10a). A Palavra é inestimável e mais valiosa que qualquer riqueza terrena.

O apóstolo Paulo reforça a importância da Palavra em 2 Timóteo 3:16-17, afirmando que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” É através da Palavra que somos capacitados a viver conforme a vontade de Deus.

Portanto, que nosso amor e respeito pela Palavra de Deus cresçam a cada dia, e que ela se torne nosso alimento diário. Como o salmista expressa no Salmo 119:97: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.”

Que a Palavra de Deus seja a base sólida sobre a qual edificamos nossas vidas, nossas famílias, guiando-nos, fortalecendo-nos e equipando-nos para toda boa obra.

O Deus Justo e Amoroso.

Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” Rm 11:22 (NAA).

Talvez, uma das questões mais difíceis para os cristãos compreenderem seja o equilíbrio entre o amor e a justiça de Deus. Essa dualidade do caráter divino o leva a lidar tanto com a sua misericórdia quanto com o seu julgamento, seja tratando com os ímpios ou com os seus filhos. Sendo ele perfeitamente bom e perfeitamente justo, exerce a misericórdia e a justiça de maneira equilibrada, para que os homens entendam sua natureza, o amem e também o temam.

É da natureza dos homens caídos relativizar a gravidade dos seus pecados, por não compreenderem o caráter santo de Deus. A corrupção do coração humano leva-os a achar que têm algo de bom para serem aceitos por ele, perdendo assim o temor e agindo como se Deus fosse igual a eles. Na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo diz o seguinte:

“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3:10, 23.

Todos pecaram! Todos estão separados da glória de Deus e totalmente incapazes de se relacionar com ele por seus próprios méritos.

Na mesma carta, tratando da salvação do povo judeu, ele disse:

“Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” Rm 11:22 (NAA).

Ele deixa claro que a bondade e a severidade de Deus estão no mesmo patamar em seu caráter, e que, por meio desses atributos morais, ele faz com que conheçamos a sua natureza. Essa compreensão nos leva não somente ao amor a ele, mas também ao temor do seu nome. Se Deus relativizasse o pecado por causa do seu amor ele não seria perfeito em seu caráter. A sua bondade e a sua misericórdia estão em perfeita harmonia para que o homem possa desfrutar de um relacionamento sadio com ele.

O amor de Deus é manifestado em Sua graça, perdão e compaixão, enquanto Sua justiça se manifesta na correção, disciplina e julgamento. É nesse equilíbrio que encontramos a harmonia da vontade divina, que busca reconciliar a humanidade com Ele por meio de seu filho, ao mesmo tempo, em que preserva a integridade de Sua santidade e justiça.

Ao olharmos para a cruz, vemos ali o equilíbrio perfeito do caráter justo e amoroso do nosso Deus. O sacrifício de seu filho inocente em nosso lugar nos mostra como ele é santo e justo e, ao mesmo tempo, o quanto ele nos ama. Sendo nós totalmente pecadores, Deus fez uma injustiça a si mesmo, para que pudéssemos desfrutar do seu amor, sem que o pecado fosse ignorado. No livro de Naum lemos:

“O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente.” Naum 1:3a.

Devido ao seu caráter santo e justo, o culpado não é inocentado diante de Deus apenas por um ato de bondade em que ele ignora o pecado e o perdoa. Não. Ao culpado, ele não terá por inocente. Entretanto, o apóstolo diz:

“Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2Co 5:21.

Ele toma sobre si o julgamento que era nosso e nos faz alvos do seu grande amor. Sendo ele sem pecado algum, assume o nosso pecado e nos livra da condenação. A morte de Cristo não elimina a ira e a justiça divinas, mas deixa-o satisfeito para sermos favorecidos por esse amor. Aleluias!

Então, o apóstolo brada para nós:

“Portanto, assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os seres humanos para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos para a justificação que dá vida.” Rm 5:18. (NAA)

Homens condenados pelo pecado de Adão são declarados justos pelo sacrifício de Cristo. Amor e justiça em perfeito equilíbrio, revelando a nós o caráter perfeito do nosso Deus. Quando entendemos o equilíbrio entre seu amor e sua justiça, passamos a entender, também, que aqueles que enfatizam o amor de Deus e ignoram sua justiça, distorcem o seu caráter perfeito e ignoram a profundidade da corrupção do coração humano.

Esse discurso leva os homens a um falso evangelho onde se oferece plenitude para a vida do Ego. Não se pode conhecer o amor de Deus, sem que se compreenda sua justiça e santidade. O amor a Deus não pode se dissociar do temor a ele. Assim como cada asa de um pássaro é essencial para voar, o amor e a justiça de Deus se complementam, revelando a perfeição de Seu caráter.

Ó, profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os seus juízos, e quão insondáveis são os seus caminhos! Rm 11:33.

A Falta de Perdão e Suas Consequências.

1 João 4:21 Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.

A santidade de Deus confronta o homem nos caminhos do seu coração, revelando a necessidade de cultivar relacionamentos saudáveis. João aborda esse tema, enfatizando que amar a Deus implica obrigatoriamente em amar também os nossos irmãos, pois esse é o seu mandamento.

No entanto, o desafio de perdoar e libertar-se das mágoas é real e complexo, visto que estes sentimentos nos machucam profundamente. A falta de perdão pode aprisionar nossos corações em um ciclo de ressentimento, prejudicando nossos relacionamentos e até mesmo nossa própria saúde emocional e espiritual.

Em situações em que fomos ofendidos, temos a tendência de achar que não somos tão ruins assim por sermos as vítimas. Entretanto, nesses casos, não percebemos que estamos cheios de mágoas e até com desejo de vingança por aqueles que nos magoaram. O apóstolo nos leva a outro patamar do relacionamento com Deus, enfatizando que o amor a Deus é totalmente incompatível com a falta de perdão ou rupturas com o meu irmão. Se digo amar a Deus, devo amar também o meu irmão.

Quantas doenças decorrem da falta de perdão e das mágoas nos corações? Basta uma rápida pesquisa para listarmos alguns dos sintomas físicos da falta de perdão:

1. Tensão muscular: O estresse emocional causado pela falta de perdão pode levar à tensão muscular crônica, especialmente nos ombros, pescoço e mandíbula.

2. Dores de cabeça: O acúmulo de estresse emocional pode desencadear dores de cabeça frequentes ou enxaquecas.

3. Problemas digestivos: A ansiedade e o estresse emocional associados à falta de perdão podem afetar o sistema digestivo, causando problemas como dor abdominal, azia e até mesmo úlceras.

4. Distúrbios do sono: A mágoa e o ressentimento podem interferir no sono, causando insônia, dificuldade para dormir ou sono interrompido.

5. Sistema imunológico enfraquecido: O estresse crônico associado à falta de perdão pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando a pessoa mais suscetível a doenças e infecções.

6. Pressão arterial elevada: O estresse emocional pode levar a um aumento da pressão arterial, aumentando o risco de problemas cardíacos e derrames.

Esses dados são relatados por profissionais de saúde mental e médicos. Nós, pastores, temos a experiência de ver muitas pessoas serem saradas, tanto física quanto emocionalmente, ao perdoarem de coração os seus ofensores.

É essencial, portanto, buscar conhecer a Deus mais profundamente, compreendendo Seu amor e Sua santidade. Ao entendermos o que ele deseja, somos capacitados a superar as mágoas e a perdoar aqueles que nos feriram. Isso implica em entendermos a natureza de Deus, para lidarmos melhor com os pensamentos recorrentes acerca das ofensas sofridas, que tendem a nos manter presos ao passado.

Ao invés de alimentar ressentimentos, devemos escolher o perdão, reconhecendo nossa própria necessidade de perdão e a graça abundante que recebemos de Cristo. Assim, libertamo-nos do cárcere das mágoas e abrimos espaço para relacionamentos restaurados e uma vida mais plena e significativa.

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. Jo 13:34-35.

A Busca por Bençãos sem o Relacionamento com Deus.

Êxodo 20:19 Disseram a Moisés: — Fale-nos você, e ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.

O homem não pode aproximar-se de Deus sem que a sua vida seja profundamente impactada. Não é possível uma relação com ele, sem que a mesma não afete todas as áreas de sua vida, desde seus comportamentos até a sua forma de pensar. Aqueles que dizem andar com Deus e não experimentam o impacto de sua santidade em seus corações, evidenciam que há algo muito errado nessa relação. Tito denuncia, em sua carta, religiosos que falam e não vivem: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.” Ti 1:16. São os que se dizem religiosos, porém o estilo de vida mostra o contrário.

Aproximar-se de Deus, nos enleva ao sublime e transcendente, ao lugar onde o humano é contrastado com o divino, o pecador com o Santo, o Deus perfeito, fazendo-se conhecer ao vil. No deserto, em Horebe, Deus se apresentou a Moisés no meio de uma sarça e esse encontro mudou a sua vida para sempre. Porém, a primeira coisa que ele ouviu de Deus, foi: “Retira as sandálias dos teus pés, porque o lugar onde estás é terra santa.” Êx 3:5. Ele não teve um encontro com os códigos religiosos de sua época nem com as divindades pagãs do Egito, mas com o criador do universo. A partir daí, ele morreria por esse Deus, não importando qual o preço nem o caminho que teria que seguir.

O apóstolo Paulo, disse: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” 1Tim 1:15. O encontro com Cristo mudou totalmente toda a sua existência. Um homem que era orgulhoso, cruel e perseguidor da igreja, que participou da morte de muitos irmãos, reconhecendo que sua pecaminosidade era insuperável. “Eu sou o principal dos pecadores!” E na carta aos irmãos da cidade de Filipos, ele disse que perderia tudo para conhecer a Cristo. Filp 3:7-8.

O apóstolo Pedro, ao presenciar o poder de Jesus sobre a criação numa pescaria, grita convencido de que estava diante do divino: “Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador!” Lc 5:8. A história nos revela que esse homem, no dia de sua morte, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se achar indigno de morrer como o seu mestre.

O profeta Isaías, talvez em um momento devocional como tantos outros, não imaginava o que lhe aconteceria naquele dia. Ele viu a glória de Deus revelada diante de seus olhos e suas palavras mostram o impacto causado em seu coração: “Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” Is 6:5

“Ai de mim, estou perdido, sou impuro, habito no meio de gente impura!”

Eu poderia citar centenas de casos do poder transformador desse encontro do homem com Deus, narrados pela Bíblia ou pela história, e todos nos fariam entender o mesmo. O relacionamento com Deus é o que muda as nossas vidas, e o que difere disso, não passa de mera religiosidade, podendo até conter certo grau de virtude, mas não provém de uma vida transformada.

O texto inicial nos mostra como no monte Sinai, o povo fez a escolha de se relacionar com Deus à distância. Ao verem o monte tremer devido a sua santa presença, eles pediram a Moisés que Deus não falasse diretamente com eles, traçando uma linha divisória nesse relacionamento, o que resultou num conhecimento de Deus, totalmente distorcido. Eles queriam a proteção divina, mas não queriam se envolver com ele. O resultado de tais escolhas todos conhecemos. Uma geração inteira não pode entrar na terra prometida. “Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto.” 1Co 10:5

No salmo 106, vemos uma clara distinção entre as escolhas de Moisés e a do povo que partiu do Egito. “Fez conhecidos os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel.” Sl 103:7.

Qualquer um pode desfrutar dos milagres e feitos de Deus, porém, conhecê-lo passa por uma escolha feita no mais íntimo do coração. Seria possível Deus se surpreender com o desejo do coração de um homem? Não sei. Mas o pedido de Moisés ao Senhor deve ter enchido o seu coração de alegria. “Então ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.” Êx 32:18. E foi assim que Moisés experimentou o relacionamento com Deus e os filhos de Israel, apenas os seus feitos. Sl 103:7.

Não basta só receber a graça da salvação. É preciso amar o salvador de todo o coração. Os cristãos mais frustrados e decepcionados são aqueles que baseiam o seu relacionamento com Deus nas bençãos alcançadas ou não alcançadas. Nas orações atendidas ou não. Esses, formam um exército gigantesco e engordam as fileiras dos desigrejados modernos.

Você pode estar desanimado com Deus ou com a igreja e pode ter mil razões para isso, entretanto a fé cristã nada tem a ver com bençãos, vitórias e conquistas. Esse é um falso evangelho, sedutor e enganoso que arrasta a muitos.

Deus não nos chamou para sermos felizes e realizados por termos todos os nossos desejos satisfeitos. Ele nos chamou para uma aventura incrível e transformadora pelo conhecimento de quem ele é. Aqui está a verdadeira felicidade e realização. Jesus orou e disse que a vida eterna é conhecer ao pai e ao seu filho. Jo 17:3. Busquemos de todo o nosso coração um relacionamento profundo com o nosso mestre.

Algumas perguntas:

1. Você já se perguntou a razão da sua indiferença a Deus e à sua igreja?

2. Será que o seu esfriamento não é fruto de suas escolhas pessoais?

3. Será que você não está buscando bençãos sem querer um relacionamento mais profundo com Deus?

Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR. Jr 9:23-24.

Eu Nunca Faria Isso!

Colossenses 3:13 Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.

Eu nunca faria isso! Foi o que pensei vendo o comportamento de alguns irmãos.

Quantos de nós já nos surpreendemos cometendo erros e pecados que, em algum momento, criticamos na vida de nossos irmãos? Quantas vezes nos excedemos na correção? Já me peguei nesse caminho, sendo duro e impaciente com aqueles que pecaram ou não conseguiram atingir determinado padrão. Seja em sua vida pessoal ou na vida familiar, como pai, marido, esposa ou, em seus deveres cristãos. Eu não faria isso, ou, eu não agiria assim, pensei cheio de arrogância e nenhuma compaixão, ao surpreender esses irmãos em erros e pecados. 

Não consegui expressar o coração do meu mestre, Jesus, e logo descobri que o grande problema de Deus não são aqueles que pecam, e sim, os que se acham justos aos seus próprios olhos, e foi assim que me comportei em alguns momentos. Lembrei da parábola do fariseu e do publicano. “Jesus também contou esta parábola para alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros,” Lc 18:9. 

  • Confiavam em si mesmos.
  • Se consideravam justos.
  • E desprezavam os outros.

Os que assim se comportam olham os outros de cima para baixo, como se fossem superiores, confundindo arrogância com espiritualidade.

E assim como o peixe já não percebe a água que o envolve, da mesma maneira, o arrogante não percebe mais o estado em que se encontra. Considera que seu julgamento é o melhor, sua forma de ver é a mais correta e suas avaliações são a expressão do pensamento divino, e agem convencidos disso.

Diante do exposto, não posso deixar de reconhecer que, em alguns momentos, machuquei irmãos com palavras, olhares ou julgamentos precipitados, que feriram mais que ajudaram.

Claro que, à medida que fui amadurecendo, percebi que a vida não é assim, o preto no branco, e que muitos estão se esforçando para chegar ao fim de sua jornada. Alguns tropeçam e parecem que não conseguirão, outros andam mais lentamente, mas estão tentando agradar ao mestre. Uns erraram tão gravemente que pareciam que jamais se levantariam, mas o Senhor os socorreu. Alguns, que eu tinha certeza de que não continuariam, estão aí perseverantes, mais fortes e mais firmes que nunca, por receberem uma segunda chance, uma terceira e tantas quantas foram necessárias até que se firmaram.

Isso nos traz de volta à afirmação inicial; eu nunca faria isso! Será? Se pararmos para analisar o tamanho da paciência de Deus demonstrada em todos esses anos, seríamos um pouco mais misericordiosos e bondosos com os nossos irmãos, sabendo que nós mesmos estamos rodeados de fraquezas. No livro de Eclesiastes, lemos: Não há nenhum justo sobre a terra que faça o bem e que não peque. Ecl 7:20. Não há diferença significativa entre nós e o nosso irmão no que tange a escolhas, decisões ou comportamentos. Embora algumas vezes fizemos escolhas mais sábias, o que nos preservou de alguns fracassos, porém, não há ninguém sobre a terra que não peque, e talvez, o pecado mais intolerável seja a arrogância de achar-se melhor. Paulo traz uma solene advertência àqueles que são rápidos para julgar e condenar. “Por isso, você é indesculpável quando julga os outros, não importando quem você é. Pois, naquilo que julga o outro, você está condenando a si mesmo, porque pratica as mesmas coisas que condena.” Rm 2:1(NAA).

Segundo Paulo, o homem indesculpável é aquele que tem grande capacidade de crítica, mas nenhuma autocrítica, e essa afirmação do apóstolo, coloca a todos nós no olho do furacão. Não importa quem eu seja ou como vivo, não tenho o direito de me achar melhor que ninguém, e esse sentimento é mais sutil do que podemos imaginar.

Ao chegarmos até aqui, é importante afirmar que, misericórdia e amor não é complacência nem conivência com comportamentos pecaminosos, pois a disciplina é um gesto de amor e quem ama corrige. Todavia, devemos agir com os que fracassaram como gostaríamos que agissem conosco quando errarmos. Jesus disse: “Sejam misericordiosos, como também é misericordioso o Pai de vocês.” Lc 6:36 (NAA). 

O homem é arrogante por natureza, e a menos que ele entenda o Cristo que se esvaziou, deixando a sua divindade para se misturar a nós, ele sempre será mais severo com os erros dos outros e complacente com os seus. Cabe a nós, à medida que somos iluminados pela palavra de Deus, reconhecer e corrigir os excessos cometidos contra nossos irmãos ou familiares. Não é vergonha fazermos o caminho de volta e pedir perdão, admitindo que passamos do ponto devido ao nosso orgulho. Partindo dessa compreensão, jamais falaremos com arrogância: “eu nunca faria isso!”. Deixo alguns conselhos baseado em algumas experiências pessoais e que me fizeram muito bem.

1. Se você foi convencido que precisa pedir perdão a algum irmão por ter se excedido, faça-o.

2. Se com a sua família, esposa e filhos você pesou a mão demais, e os feriu com palavras e comportamentos, seja humilde e admita. Seja específico, evite conversas superficiais e genéricas. Diga: errei quando falei assim, ou quando me comportei daquela maneira. 

3. Se com os seus pastores e líderes você teve posturas rebeldes ou desrespeitosas, renove essa relação através do pedido de perdão sincero de alguém que foi convencido pelo Espírito Santo de Deus.

Sei que o bálsamo do amor de Cristo inundará a sua vida.

“Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma.” Mt 11:29