Descanso

Salmos 63:6 no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite. 7 Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso. 8 A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara.

Na solidão, encontro em ti descanso. Quando pelas madrugadas os pensamentos vagueiam, o lugar de repouso está em ti. Tu és calmaria em meio às tempestades turbulentas do coração. Pensar em ti, voltar a ti, o coração e os pensamentos nas vigílias da noite é como encontrar um oásis no deserto e saciar-se. Não há lugar mais seguro para seus filhos que estar sob sua firme proteção. 

Debaixo de tuas asas, é o lugar mais seguro onde posso entoar louvores, mesmo quando temores me cercam, ali estou protegido. Minha alma apega-se a ti e a ti se afeiçoa o meu coração. Amigo fiel de todas as horas! Deus presente, Deus de perto que se achega àqueles que o buscam com sinceridade. Bendito seja o teu nome para sempre!

O Deus Revelado

1 João 4:12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.

Ninguém jamais viu a Deus! Ele se faz conhecido por meio de nossa expressão de amor mútuo. Quando pratico o amor, faço Deus conhecido. Ele torna-se visível. Se vivo para mim mesmo, Deus não pode ser revelado em minha vida, mas, quando amo, o amor dele é aperfeiçoado em mim.

Eis um grande mistério! O amor de Deus sendo em nós aperfeiçoados por meio de uma vida vivida em prol do outro e não de si. O amor-perfeito de Deus cresce mais e mais e aprofunda-se a partir dos que não vivem para si.

O apóstolo diz que Deus é amor e os teólogos dão definições rebuscadas para essa afirmação. Pregadores em suas tribunas gastam horas falando desse amor. Entretanto, o amor de Deus se revela na prática de forma tão singular quando, sem pregação, saio do meu conforto para me doar ao meu irmão. O perfeito amor de Deus nunca encontrará limites para crescer, se nós transformarmos conceitos em doação e entrega aos nossos irmãos.

Amar é servir, é sair e ir. 

Amar é o meu serviço em ação, não o do outro.

Amar é abdicar do conforto quando acho que esse é meu direito. 

É ser acessível, disponível.

Amar é sacrificar-se, é perder alguma coisa para que o meu irmão seja abençoado. 

É emprestar os ouvidos, a atenção e o coração para atender quem está em angústia.

Ninguém jamais viu a Deus, porém, quando seus filhos amam reciprocamente, aí Deus é revelado aos homens. 

A religião tenta revelar Deus por meio de sinais grandiosos e demonstrações de poder. Os filhos de Deus, porém, o revelam por meio de pequenos gestos de serviço, doação e entrega uns pelos outros e por todos. Quando abraço, quando visito, quando dou um telefonema para animar, consolar e confortar. Quando demonstro paciência com os fracassos do meu irmão, buscando entender seus limites e dificuldades, então o amor de Deus estará sendo em mim aperfeiçoado.

O texto citado acima diz que ninguém jamais viu a Deus, e fica claro que o que João está tentando nos dizer é o fato que, a mais alta expressão de Deus é o amor em ação. Deus se revelou na pessoa de Jesus. Jo 1:18. Mas, observemos o texto: “Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado”. Nossa expressão de amor ao irmão é a autenticação da presença de Deus em nós e seu amor vai crescer mais e mais e se aperfeiçoar em nossos corações! 

Enquanto alguns perguntam pela existência de Deus, a Bíblia nos revela como Ele se manifesta visivelmente; se amarmos nosso irmão, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é aperfeiçoado. Aleluias!

Bendito seja o nosso Deus em sua singularidade!

João 13:34 Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. 35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

Fechou-se a porta!

Mateus 25:11 Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! 12 Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.

“Essa é uma reflexão sobre o caráter surpresa da vinda de Jesus”.

Então, eu pensei que daria tempo para consertar as coisas! Para ser mais santo, mais dedicado…

Pensei que poderia buscar primeiro minhas coisas; que meus planos e projetos de vida não me colocariam longe de Deus. Como me enganei!

Achei que meu trabalho, meus sonhos, minhas paixões eram prioridades em minha vida naquele momento. Esqueci do alerta sobre buscar em primeiro lugar o seu reino. Agora ouço: “não vos conheço”!

Não levei a sério o tomar a cruz, perder a vida, negar-se a si mesmo, renunciar a tudo como condição para te seguir. Até preguei sobre isso, sem entender que não era apenas tema de pregação, mas estilo de vida. Tu foste o exemplo em tudo!

Quantas vezes ouvi sua voz me chamando ao lugar secreto, mas havia tantas distrações, futilidades, banalidades! Horas e horas nas redes, na curiosidade pela vida alheia, entretenimento… O tempo passou… E essa voz: “não vos conheço”! 

Oh! Aqueles louvores! Aquele ambiente fraterno, momentos de choro e quebrantamento envolvidos por seu Espírito! Deixei que tudo não passasse de emoções momentâneas e logo me esquecia, voltando à vida desleixada. E essa voz: “Não vos conheço”!

Sua palavra cheia de vida que sempre releguei a segundo plano! Tantos livros que disse precisar ler e nunca os priorizei! 

Agora vejo como me tornei vazio e sem conteúdo sobre as coisas eternas! Sabia muito sobre as coisas daqui e tão pouco sobre os seus ensinos. Escolhas, escolhas, escolhas. Minhas escolhas!

E a sua voz: “não vos conheço”!

Moda, esportes, atualidades, programas, lazer… coisas lícitas que pareciam inadiáveis, quase indispensáveis, já não fazem o menor sentido.

E os tropeços? Mágoas, rancor, desconfiança. Naveguei em águas perigosas da crítica, julgamentos, falta de perdão. Envenenei-me com a soberba e o orgulho, me enganando e me achando melhor. Perdi a simplicidade. Quantas guerras desnecessárias!

Bons irmãos tentaram me alertar, me motivar e fui apenas educado, às vezes diplomático, reconhecendo que precisava melhorar, nada mais. Algumas vezes fui indiferente. Minhas prioridades eram outras! Não alimentei minha fé. Como poderia crer na tua palavra? Agora descubro que, no fundo, queria entrar por essa porta, só que do meu jeito e não do seu.

Senhor, Senhor!

Louco! Néscio, eu fui! Nunca pensei que esse dia chegaria! O Senhor veio tão inesperadamente quanto disseste. Eis o noivo! Fechou-se a porta, já não posso entrar!

Lucas 21:34 E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. 35 Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. 36 Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.

O Senhor é suficiente!

Senhor, és suficiente para mim e esta descoberta torna-se mais clara com o passar dos anos. 

Quando as ambições perdem o sentido e as disputas não nos levam a lugar nenhum, começo a entender que és suficiente para mim, e se tais conflitos não fizessem parte da natureza humana, não anularia a grandeza da sua suficiência.

A velha fala do apóstolo toma contornos muito mais belos: “deveras considero tudo como perda por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.” Filip. 3:8; um anseio transcendente, a loucura por te conhecer revelada nesse pequeno trecho, expõe minha mais profunda necessidade: compreender a sua suficiência.

O salmista extravasa em versos misteriosos quem tu és: 

 “Tu és o mais formoso dos filhos dos homens; nos teus lábios se extravasou a graça“…Sal 45:2. De quem poderia estar falando senão de ti e da sua suficiência?

De todas as buscas e todos os anseios, o tempo tem demonstra que o Senhor é suficiente. As inquietações de nossa alma cessam quando no recôndito encontram sua doce presença. 

Quem pode entender o mistério da frase de um Deus dita a um homem no lugar secreto, “a minha graça te basta“, quando desejas fazer entendido a grandeza de sua suficiência? Que maior oferta um homem poderia ter do que a sua infinita graça?

Quando de coração o meu rosto vai ao chão, então tudo faz sentido. O Senhor é suficiente! Nesse momento singular, consigo perceber que sem ti nada sou, e que estar aos teus pés é o melhor lugar.

Quando adentro o santo dos santos e sua glória enche a minha alma, como Isaías clamo: “ai de mim…” É incrível que, quanto mais perto de ti, mais revelas de mim, para que eu mergulhe em ti e saiba que és suficiente. Nessa circunstância troco o “ai de mim” pelo “envia-me a mim”. Isa 6:5-8

Ninguém que não enxergue sua formosura dará um passo na direção da plena rendição a ti. 

Meu rogo leva-me a vasculhar os recônditos do meu coração buscando mais de ti. E lá, no mais profundo do meu ser, descubro um anseio que consumiu muitos homens desejosos de te conhecer.

A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? Sal 42:2

Por mais belas que sejam tais palavras, elas nos levam para o silêncio do encontro contigo, para o local da intimidade onde tudo se cala pela sublimidade de sua presença. 

A minha alma tem sede de Deus“! Que declaração! Que expressão da mais íntima necessidade do nosso coração! 

Acalma nossa alma, muda nosso foco e sossega o nosso coração para experimentarmos a sua suficiência. Leva-nos pelo caminho do conhecimento de quem tu és, e só então começaremos nossa jornada de amadurecimento.

Nos ensine a escolher a melhor parte como ensinastes a Marta com tanto amor para que ela experimentasse o verdadeiro descanso. Lc 10:41-42. Há tantas Martas dentro de nós e tão poucas Marias! Ajuda-nos!

Salmos 43:3 Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos. 4 Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.

Quais Valores me conduzem?

Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Mt 6:25
Todos nós temos uma escala de valor e por ela nos conduzimos nesse mundo. Nossas buscas, angústias, conquistas e realizações passam por esse filtro. Nossos valores morais nos dizem o que é certo e errado, assim como os valores de competência podem nos deixar frustrados quando não conquistamos o que almejamos. Se somos fiéis aos nossos valores e princípios, nos sentimos mais felizes e realizados, e ficamos frustrados quando traímos tais valores.
Jesus, ao abordar a questão da ansiedade pela vida, confronta nossa escala de valor e salienta que há coisas muito mais importantes que comida, bebida e vestuário. Essa ansiedade por coisas daqui afeta-nos individualmente, tirando a nossa paz e prejudicando nosso relacionamento com Deus. Não podemos pensar que Cristo está desprezando nossas necessidades básicas aqui neste mundo. Ele mesmo disse que se o pai veste os lírios do campo e cuida dos pássaros, como não cuidaria de nós? (Mt 6:26-30). Creio que Ele está nos ensinando o caminho da paz e verdadeiro descanso. Em seu ensino, ele deixa claro que os que não conhecem o Pai é que se deixam consumir por coisas tão transitórias.
Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas. Mt 6:32
O pano de fundo que norteiam as escolhas e decisões dos filhos de Deus podem ser resultado de um coração regenerado, que sob a influência do Espírito Santo e da palavra de Deus reordenou seus valores, de maneira que o produto final é a paz de Deus que excede o entendimento humano. Essas pessoas são moldadas em seus corações e vivem como cidadãos de outro reino. Aprenderam a lidar com a riqueza ou a pobreza, com as crises e adversidades, tendo uma fonte de paz que não depende de tais circunstâncias. Quando Jesus disse: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. LC 9:58, ele não estava sentindo-se desamparado pela condição referida. Sua escala de valor não permitia que ele se portasse por uma condição de conforto ou desconforto. Tal condição não determinava sua alegria ou motivação pessoal. Isso nos leva a entender porque nunca houve homem tão bem resolvido em seu coração como Cristo, mesmo vivendo sob circunstâncias tão adversas!
Do lado oposto, há aqueles que vivem ao sabor do momento e das circunstâncias que o cercam. São facilmente abalados, desistem, perdem a fé, pois sua base não está nos valores que o Senhor plantou em seus corações.
Jesus nos chama a trilhar um caminho diferente. “Não andeis ansiosos pela vossa vida”. Aqui está o chamado para uma perspectiva diferente de viver. Aprender esse caminho no mundo moderno não é tarefa tão simples. Na verdade, esse é um padrão de vida sobrenatural, que só poderá ser vivido se andarmos em uma perspectiva diferente.
Paulo, o apóstolo, mostra a serenidade de alguém que sabe identificar a fonte de sua segurança e paz:
Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor. Filp 3:1
Qual a fonte da paz e da alegria para ele? Ele nos convida a uma alegria diferente. Alegrai-vos no Senhor”, não nas circunstâncias, pois nem sempre elas nos são favoráveis e, muitas vezes, motivo de tristeza. Essa é uma escala de valor totalmente diferente da que estamos acostumados. Na maioria das vezes não encontramos nem alegria, nem paz quando as coisas não estão bem. Murmuramos, nos isolamos, não conseguimos adorar, servir e sacrificar-se, pois entramos na espiral do sofrimento e das crises de ansiedade. Se naquela época os homens já eram consumidos por sentimentos destrutivos e viciantes como este, a ansiedade, imaginem a importância desse ensino de Cristo para as pessoas do nosso tempo?
Vivemos no mundo da intoxicação tecnológica, do mau uso do tempo com futilidades virtuais, do bombardeio de ofertas de coisas que não nos fariam a menor falta, mas que despertam em nós um desejo de necessidades que são totalmente enganosas.
Nunca na história em tempos de paz e prosperidade se viu tantas pessoas doentes da alma, dependendo de medicamentos, ansiolíticos, psicólogos, e todo tipo de terapia que lhes dê um pouco de alívio emocional, e mais assustador ainda é que, crianças e adolescentes já fazem parte dessa estatística macabra! Lamentavelmente essa crítica não engloba somente não cristãos, mas, muitos que se dizem filhos de Deus.
A fala de Jesus sobre o não andar ansioso pela vida deve nos levar a pensar sob que perspectiva ele deseja que vivamos neste mundo e como devemos ter um padrão de vida diferente diante de um mundo que está sendo arrastado para o vazio da alma e as doenças emocionais. O apóstolo Paulo, na carta aos romanos, diz o seguinte:
Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Rom. 14:17.
Os filhos do reino de Deus estão impregnados de valores que não podem ser encontrados no fast food das redes sociais, da vida sem propósitos e das distrações viciantes do mundo moderno. Não estão nos momentos de lazer ou nos prazeres temporais. Tais valores do reino, justiça, paz e alegria no Espírito santo vem da vida regenerada, da comunhão com Cristo e com sua palavra e de um relacionamento com uma comunidade, a igreja, pois ao invés de absorver os valores deste mundo, os modificam vivendo uma vida confrontadora, cheios de paz e de virtudes que emanam de Cristo Jesus.
Não andeis ansiosos pela vossa vida, é o chamado de Cristo a seus filhos para um estilo de vida diametralmente oposto ao que vivem os homens deste mundo. Ele está nos revelando a escala de valores do reino de Deus, e como devem viver na prática os que experimentaram a nova vida em Cristo Jesus! Que diante de um mundo totalmente desorientado, de pessoas emocionalmente doentes, possamos viver à altura do nosso mestre amado refletindo os valores do seu reino.
Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus. Mt 5:16

Exultai!

O ano que passou foi atípico, um ano que em nada pode ser comparado aos anos anteriores. Presenciamos distúrbios, sinais no céu, doenças e pestes a níveis que surpreendeu a todos. Catástrofes naturais em todos os lugares, uma pandemia promovida de forma muito suspeita e outra muito mais devastadora produzida pelo medo, mentiras e manipulações de toda espécie com fins tenebrosos. É claro que, neste tabuleiro de xadrez, apenas um dará o “cheque mate”, pois só Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o nosso amado Jesus.

Apocalipse 17:14 Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele.

 Ao contemplar este cenário, dois textos me vem ao coração. O primeiro diz o seguinte:

Lucas 2:11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Ao vermos seu anúncio espantoso, sua chegada tão simples, tão singular, a promessa se cumpriu, nasceu o salvador! Nossa esperança e salvação eterna. Ele é a nossa segurança num mundo sem esperança. Ele é nosso refúgio e fortaleza, a solução que o Pai trouxe para um mundo doente. Glorifiquemos, pois, ao Deus eterno que em sua sabedoria e amor nos trouxe grande salvação já decretada antes dos tempos eternos.

Tito 1:2 na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos

Não somos como os que não tem esperança, desamparados, pois ele mesmo se fez carne e habitou entre nós. Esse é o nosso Deus que em seu grande amor veio ao nosso encontro. Aleluias!

O segundo texto que me vem ao coração é:

Mateus 24:30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.

Em meio ao surgimento de um governo único em toda terra já em pleno andamento e execução, com todas as liberdades ameaçadas, há um espírito atuando universalmente para que os homens sejam enganados, pois eles nunca acolheram o amor da verdade para serem salvos.

2 Tessalonicenses 2:9 Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, 10 e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

 A igreja de Cristo sabe o começo, o meio e o fim. Nada disso nos foi encoberto. O povo de Deus não foi surpreendido, pois pelas profecias conhecemos o desfecho da história humana. Aquele que nos criou pelo seu poder e nos salvou pelo seu amor eterno agora vem para julgar as nações, aprisionar satanás e recompensar os Santos. Ele vem sobre as nuvens dos céus com poder e grande glória. 

Sua chegada já é percebida pelas hostes infernais que se agitam sobre toda a terra para formar os seus exércitos. Ele vem com poder, e abalará todo universo. 

Lucas 21:25 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; 26 haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados.

Em breve todo o olho o verá. Não o Cristo em forma humana, que nas mãos dos homens foi humilhado, esmagado e crucificado, nos trazendo eterna salvação. Agora, ele vem coroado de glória e majestade. Seus olhos são como chama de fogo e os exércitos celestiais o acompanham, milhões de milhões e milhares de milhares. Reis e poderosos se lamentarão, pois ele vem para julgar e restabelecer o propósito eterno de Deus. 

A quem temer e o que temer? Para nós seus filhos, as bodas já estão preparadas e o nosso Jesus é quem nos servirá naquele grande dia. À medida que este dia se aproxima, o Espírito de Deus move-se em nós trazendo expectativa, paz e alegria. Ele mesmo disse como devemos nos portar nesse tempo que antecede a sua vinda:

Lucas 21:28 Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.

Exultar é excesso de alegria, grande júbilo! Grande regozijo!

Não podemos tirar os olhos dele nem de suas promessas, pois só assim nossa fé permanecerá firme no lugar seguro que é a sua palavra. Aleluia!

Aquele que entrou humildemente e com simplicidade no mundo, foi escarnecido e morto, agora vem sobre as nuvens do céu com poder e grande glória! Nada nem ninguém poderá nos separar desse amor. O apóstolo Paulo fala sobre isso com grande exultação.

Romanos 8:35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

Então, diante de todos os desafios que aguardam os filhos de Deus no ano que chega, sejamos corajosos, conscientes de nossa vocação, sabendo que nada pode nos separar desse amor. Ele está sempre conosco e em breve o veremos sobre as nuvens do céu para ser admirado por todos os que aguardam a sua vinda.

Apocalipse 19:11 Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. 12 Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. 13 Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; 14 e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. 15 Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. 16 Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Felicidade ou propósito?

Atos 20:24 Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. 

Já ouvi alguém dizer que, quem não sabe aonde quer chegar dificilmente chegará a algum lugar. Suponho que tal citação esteja nos alertando sobre a falta de propósito que muitos se permitem viver. Há também aqueles que encarnam o bordão tão conhecido da música cantada por Zeca pagodinho, “deixa a vida me levar, vida leva eu”, e vivem à espera de colher o que não tiveram disposição de plantar.

Não surpreende que tais pessoas, após algum tempo, mergulham na escuridão do desânimo, pois vivem esperando que a vida lhe proporcione o melhor e atenda todas as suas aspirações. O que não acontece. 

Essa promessa de plena felicidade e realização pessoal, aqui e agora, está no cerne da pregação religiosa desses últimos dias. Você terá o casamento perfeito, o carro dos sonhos, a casa… vida plena, aqui e agora. Sofrimentos? Nem pensar! O céu torna-se algo sem sentido, quase dispensável diante das idílicas promessas! E quanto mais felicidade e realização é prometida, mais o cristão moderno mergulha no abismo existencial de uma vida sem propósito. Essa é uma forma miserável de viver a vida! Tudo em torno de si mesmo e de suas necessidades. 

Há Outros que, com um senso de propósito, dedicam-se à vocação que Deus estabeleceu em sua curta passagem nesta terra. Uns estão perguntando o que a vida lhes oferecerá, outros, entretanto, estão perguntando o que Deus espera deles! Não admira que os que não compreenderam o Deus encarnado vivam como crianças mimadas – sempre birrentas e exigentes; eternos pedintes inconformados! Lemos em Marcos 10:45:

“Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”.

Aquele que por direito deveria ser servido, asaumiu a posição de um escravo afirmando que veio para servir e dar.

O cristão moderno está sendo atraído para uma teia de egoísmo e ilusão ao ser convencido que sua felicidade é o que mais importa. O resultado dessa cultura é o aumento de casos de depressão, ansiedade, transtornos, crise de identidade, e falta de um propósito mais altruísta para viver. Tudo porque a realização pessoal tornou-se a grande ambição do cristianismo moderno.

Na carta aos filipenses, o apóstolo disse estar prosseguindo para o alvo. Jesus, no evangelho de João 4:34 disse que sua comida era fazer a vontade do pai e realizar a sua obra. Em João 6:38 Ele disse que desceu do céu não para fazer sua própria vontade, mas sim a daquele que o enviou. 

É preciso um senso de propósito para viver nessa terra. Do contrário, poderemos sucumbir à sedução de viver apenas em torno de nossas necessidades egoístas. Se não houver algo mais sublime pelo que valha a pena viver, a existência toma contornos de total tédio e falta de sentido. Paulo consegue resolver o dilema da falta de sentido de viver aqui neste mundo focando sua vida num senso de propósito sublime: servir aos filhos de Deus. Filipenses 1:21-26. Ele reconhecia que estar com Cristo era muito melhor, mas aceitou a missão de estar a serviço do reino de Deus. Na verdade, ele entendeu que a necessidade era mais importante naquele momento, do que a glória da presença de Cristo.

Filipenses 1:23,24:

“Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne”.

Fazer escolhas diante de Deus para abençoar a outros e não a si mesmo é um caminho glorioso da verdadeira felicidade. Então entendemos porque as pessoas andam tão infelizes mesmo tendo muito mais do que precisam para viver.

Somente homens maduros fazem escolhas tão desvantajosas para suas vidas quando as comparamos à satisfação que ambas podem proporcionar. Certamente estar com Cristo não tem comparação! O escritor da carta aos hebreus ressalta quase que em caixa alta: 

Hebreus 12:2

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.

“Pelo gozo que lhe estava proposto” ele suportou a cruz, não considerou as afrontas e assentou-se à destra do pai. Como uma geração que só vê o aqui e o agora achará propósitos mais sublimes para viver nessa terra? Um povo que faz da felicidade passageira um fim em si mesmo jamais entendeu o poder transformador do evangelho. E eu e você? Para quem e pelo que temos vivido? Talvez, possamos encontrar essa resposta avaliando nosso grau de satisfação, paz e alegria em nosso viver. Então, façamos uma reflexão de como temos vivido, e com humildade busquemos um verdadeiro arrependimento diante daquele que é a nossa vida.

Vamos abrir nossas casas para acolher? Oferecer nosso tempo sacrificialmente mesmo nos sentindo cansados do dia a dia? Que tal fazer aquela visita que sempre nos cobramos, mas nunca efetivamos? Ser sal fora do saleiro. Ser luz para os que estão em trevas muitas vezes ao nosso lado! Às vezes um simples telefonema é de grande significado para a alma angustiada. Isso é lavar os pés com água fresca para aliviar a dor dos sofrimentos da caminhada e nos dá reais propósitos pelos quais vale a pena viver.

Encerro, lembrando de um cântico de asafh Borba que marcou muito minha vida nos primeiros anos de caminhada chamado “Serviço”, a última estrofe diz o seguinte:

“Não viver mais pra mim mesmo eu preciso aprender

E isto só será possível o quanto eu mais te conhecer

Repartiste tua vida transformando em vinho e pão

Quero repartir a minha em serviço aos meus irmãos”.

Deixem o passado para trás!

Filipenses 3:13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

  É da natureza humana superdimensionar seus feitos e muito mais os fracassos e decepções. Há muita gente presa na alma a situações que lhes aconteceram, carregando dores e angústias por causa da falta de perdão, rancor e mágoas veladas que lhes acompanham como fantasmas assombrando e paralisando a muitos, tornando-os infrutíferos. Muitos que, ingenuamente, não entenderam o caminho da cruz. Sonharam com uma religião confortável, retórica e menos invasiva da alma humana. Ledo engano! 

Antes de fazer através de mim, Deus deseja fazer algo primeiro em mim, e esse é o poder do evangelho. Não só salvar, mas, transformar, amadurecer, dar o verdadeiro senso de destino.

Os homens e mulheres de Deus são forjados em meio aos sofrimentos, embates e dores dilacerantes! Erros e acertos, vitórias e muitas derrotas.  As ferramentas que nos moldam também nos machucam, deixam cicatrizes e muitas vezes nos amarram a um passado de experiências amargas. O amigo que não era tão amigo assim, o companheiro de serviço que apunhalou pelas costas, irmãos que foram insensíveis aos nossos sofrimentos, alguns ingratos, outros maledicentes sem misericórdia e a lista parece interminável. 

Todos nós, ao sermos chamados por Deus, ingressamos numa escola onde o método pedagógico usado pelo professor inclui frustrações, injustiças, sensação de abandono, ingratidão e, em algumas ocasiões, até sofrimentos físicos. Tudo isso proporcionado ou permitido pelo supremo professor que sabe que precisa arrancar de nós as fragilidades e deformações do nosso coração. Ele sabe que nossas necessidades emocionais e infantilidades são danosas a nós e a quem está perto. 

É preciso se desvencilhar. Não somatizar traumas, frustrações, fracassos e decepções. Tal atitude paralisa a muitos. No cerne da afirmação do apóstolo está clara a decisão de não se apegar às picuinhas sofridas e feridas provocadas pelos homens. Notem sua afirmação: “uma coisa faço”. Ele recusa-se a viver sob o manto da autopiedade, sentindo-se coitado, desconfiado de Deus e das pessoas à sua volta. Isso destrói a fé, e inibe processos de Deus em nossa vida visando o nosso amadurecimento. “Esquecendo-me das coisas que ficam para trás”, foi a decisão que o apóstolo tomou para prosseguir sempre. Ele entendeu que o caminho do amadurecimento é aceitar que o ouro de Deus é provado no fogo. 1Pe 1:7.

E eu e você? Continuamos na vereda do crescimento ou estagnamos pelo caminho devido às coisas que sofremos? O apóstolo chega ao final de sua carreira afirmando que combateu o bom combate e completou sua carreira. Ele não se acovardou diante das dificuldades impostas. Chorou, sentiu dores e até se desesperou, mas deixou-se conduzir pelo Espírito sábio do sumo pastor.

Então, devemos virar páginas, abandonar mágoas, perdoar mesmo sabendo que poderemos ser feridos novamente pelas mesmas pessoas. O pai está trabalhando em nós. Se desejamos ser usados por ele, temos que deixar para trás, esquecer o passado e mirar o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus! 

Salmos 119:67 Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. 71 Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. 72 Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata.

Julgamentos e concepções

Lucas 10:41 Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. 42 Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.
Sempre que o nome de Marta é mencionado entre nós cristãos, a primeira imagem que vem à nossa mente é a de alguém inquieta, atarefada e que não prioriza as coisas espirituais. De fato, essa personagem ficou gravada em nosso subconsciente como alguém que não deve ser imitada. Entretanto, no capítulo onze do evangelho de João encontramos uma mulher de uma fé simples que demonstra intimidade e entendimento claro de quem era Jesus, num momento onde muitos duvidavam. Enquanto muitos o questionavam, ela dizia, eu creio! (Jo 11:27).
Todos nós temos a tendência de avaliar as pessoas por seus erros mais marcantes, e pior ainda, as rotulamos pelo resto de suas vidas. Parece que nos falta bondade e misericórdia para vermos que não são os erros e escorregões na caminhada que definem quem a pessoa de fato é. A empatia e o amor que desejamos que nos ofereçam quando fracassamos nem sempre é a que oferecemos aos que caíram.
Marta amava a Jesus, servia-o de todo coração a ponto de exagerar nesse quesito, (Jo 12:1-2). Ela confiava nele e cria que ele era o Cristo de Deus, (Jo 11:27). Não me parece alguém relaxada, hiperativa e insensível às coisas espirituais (Jo 11:20-22) mas, essa é a imagem mais marcante que guardamos dessa mulher, porém, a mulher apaixonada por Jesus, confiante e cheia de fé é totalmente negligenciada.
Não tenho dúvidas que Deus usa as Martas para nos ensinar lições eternas. No caso aqui, não julgar, não rotular, nem definir as pessoas pelos deslizes que ela cometeu. O Deus que nos resgatou é grande em misericórdia e sua palavra nos garante que ele não nos trata segundo os nossos pecados, (Sl 103:10), Ele, não só oferece perdão verdadeiro mas também restaura à comunhão consigo e nos ajuda a começar de novo sempre que nos arrependemos.
Nossa forma de lidar com o fracasso dos que estão perto de nós, revela o quanto precisamos de transformação e do caráter de Deus em nós. No livro de cantares de Salomão encontramos a expressão que diz que o amor é forte como a morte, Ct 8:6. Assim como a morte é definitiva na esfera humana, o amor é a força mais poderosa e irresistível do universo. Os vínculos e atitudes de amor, superam obstáculos, transpõem barreiras e sustentam relacionamentos por toda uma vida.
Somente o amor de Deus em nossos corações pode remover a insensibilidade, dureza e indiferença, nos ensinando a sermos misericordiosos, bondosos e pacientes com os fracassos alheios. Olhando para trás e lembrando de muitos que caíram e fracassaram, concluo que, um olhar amigo, uma palavra meiga, ou um silêncio compassivo teriam dado vida a muitos que não conseguiram reerguer-se devido ao ambiente de condenação e reprovação aos quais foram submetidos. Talvez, tais pessoas ainda estariam conosco sendo amadas e conduzidas a um recomeço num ambiente onde todos reconhecem suas fraquezas, pecados e limitações e se veem como fruto do grande amor e bondade de Deus dispensada a todos, sem distinção.
Como seria a história de Marta se ao invés de falhar com Cristo falhasse comigo? Onde estaria Pedro se ao invés de trair a Cristo traísse a mim ou a você? E Tomé? Como seria visto em nossas congregações? Analisando os textos bíblicos, tanto Pedro, quanto Marta e Tomé encontraram na pessoa de Jesus aceitação para continuarem até o fim. Não foram rejeitados nem rotulados por ele. Marta continuou demonstrando seu amor a Cristo através de seu serviço, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo por se achar indigno de morrer como seu Senhor e Tomé morreu na Índia por flechadas enquanto estava orando. Vidas restauradas pelo amor, amor desse Deus que encarnou por mim que nada merecia.
Vale nesse momento refletir o quanto cooperamos com a desistência de alguns, ou fomos indiferentes aos que fracassaram e até mesmo duros demais, não dando ao outro a oportunidade de recomeçar. Nenhuma correção deve ser a aplicação da justiça do nosso próprio coração e sim a expressão da justiça de Cristo para a santificação. Se chegamos a essa conclusão, só nos resta o arrependimento e o esforço em reparar o erro que cometemos. Nunca é tarde para, com gestos de amor, restaurar aquele que não se sente mais amado e amparado. Se Jesus foi em busca de Pedro que o negou, o que devemos fazer com os que fracassaram, mas querem com arrependimento a comunhão da igreja? Que venhamos imitar o nosso amado Jesus!
João 15:13 Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.

O caminho de Deus

“Deus escreve certo em linhas tortas.” Este é o ditado que ouvi desde criança. Não sei exatamente em que base isso foi produzido, entretanto, a palavra do senhor nos garante que ele traça um caminho na tormenta, (Naum 1:3) ou seja, no meio da tempestade 

Somente o todo-poderoso pode conduzir um filho seu por um caminho no meio de uma tormenta onde reina o caos total. Isso nos faz pensar que, quando não há caminho algum possível para nós, quando não houver do nosso ponto de vista nenhuma rota de fuga e nos sentirmos totalmente sem rumo, ele tem para os seus filhos um caminho que os fará passar pelos vales de dificuldades com a segurança da condução de sua presença, mesmo quando não conseguirmos perceber, ele estará lá.

Em Is. 55:8-9 lemos que os caminhos dele são mais altos que os nossos e que seus pensamentos são mais elevados que os nossos, então, como poderemos saber exatamente o que ele está fazendo a nosso favor dentro de seus grandiosos propósitos? Não temos como compreender todo o quadro dos seus processos em nossas vidas, assim como não temos capacidade alguma em entender a grandeza de seus caminhos e planos sublimes a nosso respeito. Então, podemos perguntar: “ele é confiável? Certamente que sim! A palavra do Senhor enfatiza sua fidelidade. Paulo chega quase a gritar na carta aos romanos capítulo 8: 

Romanos 8:31 Que diremos, então, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, mas por todos nós o entregou, será que não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

Ele enfatiza a radicalidade do seu infinito amor por nós em não poupar o que tinha de mais precioso, o seu filho amado, sacrificando-o por nós e, como se estivesse respondendo nossas angústias mais profundas, nos pergunta:

Como esse Deus que chegou a tais consequências, não nos dará graciosamente todas as coisas? Seria possível ele esquecer-se de nós? Seria possível nos abandonar? Há alguma possibilidade dele não cumprir sua palavra a nosso favor? Em números, o profeta disse o seguinte:

Números 23:19 Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?

Por toda a palavra do Senhor encontramos a maestria desse Deus cuidando dos seus, conduzindo-os por caminhos que muitas vezes são incompreensíveis, e através de seus sublimes propósitos, levando-os ao crescimento e amadurecimento pessoal. Isaías chega a dizer que, diferente das divindades criadas pela mente humana, nunca se viu um deus como o nosso Deus.

Isaías 64:4 Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.

Essa é uma das afirmações mais belas e profundas das escrituras, pois nos revela que Deus não pode ser comparado a nada, nem pode ser compreendido pela mente humana.

Está fora do escrutínio dos homens. Ele está enfatizando haver coisas que herdamos, outras, conquistamos pela dedicação, estudo e aprendizado humano. Há coisas que os sentidos humanos nos fazem perceber e compreender, mas, Deus não. Desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com olhos se viu um Deus como esse, que trabalha para aqueles que nele espera. 

Seu modo de agir está além de qualquer compreensão humana, porém, a ênfase está no fato em que ele trabalha em prol dos seus filhos amados que mesmo sem entender todos os seus processos em suas vidas continuam esperando na fidelidade misteriosa desse Deus.

Davi, ao passar por grandes aflições, medos, ameaças e sofrimentos disse:

Salmos 18:28 Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o Senhor, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas. 29 Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas. 30 O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam. 31 Pois quem é Deus, senão o Senhor? E quem é rochedo, senão o nosso Deus? 32 O Deus que me revestiu de força e aperfeiçoou o meu caminho, 33 ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas. 34 Ele adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze.

Se em meio as turbulências dessa vida começarmos a duvidar do seu amor e de sua fidelidade estaremos andando num lugar perigoso, escorregadio, brincando com o fogo da apostasia e incredulidade. O que ele requer de nós é que confiemos em sua condução, ainda que, nesse exato momento, esteja permitindo que passemos pelo vale da sombra e morte, onde a angústia, medos e incertezas tentam nos engolir, ele nos chama a confiar e descansar.

Davi diz no vs 30 que o caminho de Deus é perfeito mesmo que não pareça. Quando olhamos para nossas vidas conturbadas e cheia de situações que fogem ao nosso controle, o seu caminho continua sendo perfeito e ele continua trabalhando para o nosso bem.

No livro de romanos, Paulo diz:

Romanos 8:28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Ele usa o verbo “sabemos“ no presente do indicativo, primeira pessoa, no sentido de: “compreendemos”, “conhecemos”, “percebemos”, “entendemos” enfatizando que, se você ama a Deus, ele fará que todas as coisas cooperem para o seu bem e a cada dia ele trabalha para refletir a imagem de Cristo em você. Pelo Espírito podemos ter certeza e convicção de seus bons propósitos para conosco.

Embora seus caminhos sejam misteriosos, cada situação relacionada a nós está sob sua vontade soberana agindo de tal maneira que, no final, ele seja glorificado e nós, aperfeiçoados. Estamos debaixo de seu eterno amor que nos guarda e nos protege. A ele seja a glória eternamente, amém.

Salmos 31:7 Eu me alegrarei e regozijarei no teu amor, pois consideraste a minha aflição e conheceste as angústias da minha alma. (Edição contemporânea).