Guardar o Coração para Agradar a Deus

Provérbios 4:23 nos exorta a guardar o coração, destacando a importância de proteger nossos sentimentos e pensamentos, pois deles procedem as fontes da vida. Muitos se perdem nos caminhos do coração devido a sentimentos confusos e pecaminosos. Jeremias disse em seu livro: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? (Jeremias 17:9).” Quero destacar alguns conselhos e cuidados que devemos ter na caminhada.

Guardar o Coração
O coração, na palavra do Senhor, representa o centro das emoções, pensamentos e vontade. Guardar o coração significa proteger nossos pensamentos e sentimentos de influências que podem nos afastar de Deus. Jesus disse que é do coração que procedem os maus pensamentos e lá, eles são alimentados. “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. (Marcos 7:21-23).” Esse alerta de Cristo deve nos levar a ter cuidado com sentimentos que permitimos germinar em nosso coração, pois algumas vezes esses sentimentos podem estar tomados de impurezas e maldades. É preciso reconhecer o perigo que eles representam a nós e aos nossos relacionamentos. Para que haja saúde espiritual e relacionamentos fortes, é preciso guardar o coração dos sentimentos mesquinhos e medíocres que não tem nada a ver com o caráter do nosso mestre.

1. Enfrentando Dificuldades e Provações

Todos passamos por problemas como desemprego, dificuldades financeiras, enfermidades, e problemas familiares. Esses desafios podem abater e desanimar nosso coração. No entanto, essas provações são oportunidades para fortalecer nossa fé e confiança em Deus. Pedro nos lembra que nossa fé é provada como o ouro é provado no fogo, resultando em louvor, honra e glória na revelação de Jesus Cristo (1 Pedro 1:7). Devemos ter cuidado ao enfrentarmos dificuldades e provações para não amargurar o coração, achando que há alguma injustiça da parte de Deus para conosco. Tiago garante que as provações de Deus a nós, não são sem motivos: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. (Tiago 1:2-3).” Sejamos humildes ao enfrentarmos dificuldades e provações, pois ele está nos aperfeiçoando.

2. Sentimentos Perigosos:

Mágoas, Ressentimentos e Falta de Perdão.
Esses sentimentos são inimigos perigosos que devemos manter longe do nosso coração. As mágoas, ressentimentos e falta de perdão, podem aprisionar e deformar nosso coração, tornando-nos amargurados e insensíveis ao Espírito Santo. O coração deve ser uma fonte de água limpa, livre de contaminação, para manter nossa relação com Deus e com os irmãos sem nenhum tipo de barreira ou impedimento.
Jesus nos ensina que perdoar é crucial para recebermos o perdão de Deus: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).

3. Perdoar para Guardar o Coração

Perdoar é essencial para proteger o coração. O apóstolo João nos alerta: “Não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.” (1 João 3:12). Caim, nutriu mágoas contra seu irmão e contra Deus, até o momento em que assassinou a seu irmão. Mesmo o Senhor o advertindo acerca do seu coração amargurado, ele não retrocedeu, por estar tomado pela falta de perdão. (Gênesis 4:4-7). O apóstolo continua em sua exortação: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. (1 João 3:15).” O texto deixa claro que o sentimento de amargura e rancor contra o nosso irmão, já nos coloca em situação grave diante de Deus. Apenas a nossa tolerância com esses sentimentos já nos põe na classe dos que cometem homicídio.
Guardar mágoas e ressentimentos impede a ação de Deus em nossa vida e prejudica nossa comunhão com Ele. Portanto, perdoar aqueles que nos ofenderam é crucial para manter a pureza do nosso coração e uma relação saudável com Deus.

Fazendo a nossa reflexão
Façamos uma reflexão sobre o que tem contaminado as fontes da vida em nós e paralisado nossa caminhada com Deus. Peçamos a Ele que revele qualquer mágoa ou ressentimento que precise ser tratado. Limpar o coração dessas impurezas permitirá uma comunhão mais profunda com Deus e vitórias em outras áreas da nossa vida. Se do coração procedem as fontes da vida, devemos manter essa fonte limpa, para jorrar as águas do Espírito, trazendo vida e renovo para nós e para aqueles com quem nos relacionamos.

Conclusão
Em Provérbios 4:23 somos chamados a uma vigilância constante sobre nossos sentimentos e pensamentos. Proteger o coração é essencial para uma vida espiritual saudável e para manter a comunhão com Deus. Ao praticar o perdão e rejeitar mágoas e ressentimentos, garantimos que nossas fontes permaneçam puras e cheias de vida.

Onde se Encontram as Nossas Orações?

A Oração no Contexto de Apocalipse 5:8

Apocalipse 5:8 “E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.”

Entre as visões que João teve enquanto estava exilado na ilha de Patmos, uma das mais surpreendentes é a do lugar onde nossas orações se encontram neste exato momento. Este versículo nos mostra que, mesmo quando achamos que nossas orações não são atendidas, elas estão diante do trono de Deus e do Cordeiro. Este fato nos assegura que o Senhor está atento a cada palavra que proferimos em oração.

A Importância das Nossas Orações
As nossas orações não são meras palavras jogadas ao vento, mas são meticulosamente gravadas e guardadas diante do Pai. O texto de Apocalipse 5:8 nos assegura que nossas orações têm um lugar especial diante de Deus. Ele está atento a cada palavra que proferimos, e por esse motivo, nunca devemos desistir de orar. Em Apocalipse 8:3-4, lemos:
“Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.”
Este texto nos revela que nossas orações estão constantemente subindo à presença de Deus, como incenso agradável. Nada em nossa vida passa despercebido por Ele.

A Proximidade de Deus e a Espera pela Resposta
Somos suscetíveis a duvidar que o Senhor está atento ao nosso clamor, especialmente quando a resposta demora a chegar. Entretanto, somos assegurados que Ele nos ouve com atenção. O salmista declara:
“Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” (Salmo 145:18)
Este texto nos dá a certeza de que Deus está perto de todos que O invocam em oração. Um aspecto crucial ao buscarmos respostas do Senhor é saber esperar pelo Seu tempo, pois, por razões que só Ele conhece, nem sempre Ele nos atende no momento que desejamos. Contudo, podemos confiar que Ele fará tudo concorrer para o nosso bem (Romanos 8:28). Tiago diz em sua carta: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.” (1 Pedro 5:6). O apóstolo reconhece que Deus tem um tempo dele, reservado para nos responder. Não devemos desistir, mas perseverar em oração confiando em sua fidelidade.

A Revelação de Apocalipse
No livro de Apocalipse, recebemos a revelação dos últimos capítulos da história da humanidade. O mais glorioso é saber que nossas orações têm um lugar especial reservado por Deus. Ele jamais se esquecerá de nenhuma delas, pois estão diante do trono e do Cordeiro. ( Ap 8:3-4).

Ansiedade e Incredulidade, os inimigos da Paz de Espírito
Um dos maiores empecilhos à paz de espírito e ao descanso enquanto buscamos a Deus em oração é a incredulidade e a ansiedade. O apóstolo Paulo admoesta na carta aos Filipenses:
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. (Filipenses 4:6).
Somos exortados a levar diante de Deus todas as nossas petições, preocupações e angústias, pois Ele está atento ao nosso clamor. Quando deixamos a incredulidade e a ansiedade dominar nossas mentes e corações, perdemos a oportunidade de receber do Senhor a resposta que buscamos. Tiago nos adverte:
“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa.” (Tiago 1:6-7). Quando resistimos à ansiedade e a incredulidade, estamos num caminho de crescimento na fé e na confiança no Senhor.

A Perseverança na Oração
Aqueles que desenvolvem um relacionamento com Deus através da oração experimentam paz, descanso e constante aprendizado. A perseverança na oração torna o homem mais paciente, cheio de esperança e fortalece sua fé. Abraão, chamado Pai da Fé, é um exemplo de confiança em Deus, quando tudo parecia contrário. O apóstolo Paulo escreveu sobre a fé perseverante de Abraão:
“Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.” (Romanos 4:18-22)

Conclusão
Abraão creu contra a esperança. Mesmo sem possibilidades humanas, ele firmou-se na fé. Ele não enfraqueceu na fé, embora a idade avançada dele e da esposa, não duvidou por incredulidade da promessa de Deus. Estava convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Quando confiamos naquele que fez a promessa, podemos ter a certeza de que Ele nos atenderá no Seu tempo. Jamais devemos esquecer que, no livro do Apocalipse, foi-nos revelado que nossas orações estão diante do trono e do Cordeiro. Não há possibilidade de Ele não nos ouvir. Nosso clamor ecoa diante Dele, dia e noite, como uma constante lembrança de que é Nele que esperamos e depositamos nossa confiança.

A Vulnerabilidade às Tentações e a Necessidade de Submissão Total a Deus.

“Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. 

Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração. (Tiago 4:7-8).

Submeter-se ao Senhor envolve a renúncia diária de nossas vontades orgulhosas. Quando em meu coração, decido me sujeitar ao Senhor rendendo-me incondicionalmente à sua vontade, então, não estarei mais dividido entre o que ele quer e o que eu quero. Sua vontade soberana torna-se a minha busca constante e o meu prazer. 

Talvez, muitas das tentações e fraquezas que nos perseguem insistentemente, sejam resultados da nossa resistência em nos submetermos totalmente a Deus. 

A resistência em submeter-se completamente a Deus cria um ambiente propício para que as tentações se instalem e prosperem em nossas vidas. A parcialidade em nossa entrega a Deus deixa brechas espirituais, rapidamente exploradas pelo inimigo. Quanto mais ficamos divididos entre a nossa vontade e a de Deus, mais vulneráveis nos tornamos. Vejamos alguns pontos que demonstram nossa falta de uma rendição total ao Senhor: 

1. Falta de Direção e Propósito Espiritual 

Quando resistimos à submissão total a Deus, vivemos sem uma clara direção espiritual. Sem a condução do Senhor, somos como ovelhas sem pastor, suscetíveis a seguir caminhos errados. A falta de orientação divina nos deixa expostos a decisões impulsivas e a influências negativas, que podem desviar-nos dos propósitos de Deus para nossas vidas. Jesus Disse: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (João 4:34). Ele tinha um senso de propósito para a sua vida. 

2. Coração Dividido e Dúvidas Constantes 

Um coração dividido é um terreno fértil para as tentações. Quando não estamos totalmente comprometidos com Deus, mantemos desejos e ambições que competem com a vontade divina. Essa duplicidade de intenções nos deixa em constante estado de dúvida e incerteza, tornando-nos alvos fáceis para o diabo, que se aproveita de nossas hesitações e inseguranças. No início de seu livro, Tiago nos exorta: “Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois, aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. 

Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor; 

é alguém que tem mente dividida e é instável em tudo o que faz. (Tiago 1:6-8).” 

3. Conformidade com o Mundo 

Resistir à submissão total a Deus, muitas vezes, resulta em uma conformidade com os padrões e valores do mundo. A amizade com o mundo, como Tiago adverte (Tiago 4:4), é inimizade contra Deus. Quando buscamos aprovação e prazer no mundo, estamos mais propensos a ceder às tentações, pois nossos padrões de comportamento e moral são moldados mais pelo mundo do que pela Palavra de Deus. Aqueles que se dizem irmão, mas vivem em comunhão com pessoas mundanas e são atraídos pelos valores desse mundo, demonstram que não se renderam completamente ao senhor. “Gente infiel! Vocês não sabem que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus. (Tiago 4:4).” 

4. Falta de Discernimento Espiritual 

A resistência em submeter-se a Deus nos priva do discernimento espiritual necessário para identificar e resistir às tentações. Quando estamos longe de Deus, nossa sensibilidade ao Espírito Santo diminui, e somos menos capazes de discernir entre o que é santo e o que é profano. Essa falta de discernimento nos leva a cair em armadilhas espirituais que poderiam ser evitadas se estivéssemos plenamente alinhados com Deus. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 

Porém, o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 

Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1 Co 2:14-16).” 

5. Debilidade na Oração e no Estudo da Palavra 

A resistência em submeter-se a Deus afeta negativamente nossa vida de oração e nosso estudo da Palavra. Uma vida de oração débil e uma leitura superficial da Bíblia nos deixam mal equipados para enfrentar as tentações. A Palavra de Deus é nossa arma contra as ciladas do diabo (Efésios 6:17), e sem um compromisso firme com ela, estamos desarmados em nossas batalhas espirituais. Paulo escreve aos irmãos de Éfeso: “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 

com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.” (Efésios 6:17-18). 

6. Falta de Comunhão com a Igreja 

A resistência à submissão total a Deus pode nos afastar da comunhão com a igreja. Quando nos isolamos do relacionamento com os irmãos, perdemos o apoio, a correção e a edificação que vêm do corpo de Cristo. A solidão espiritual nos torna vulneráveis, pois não temos irmãos e irmãs para nos apoiar e orar por nós em tempos de tentação. O escritor da carta aos hebreus nos admoesta: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima. (Hebreus 10:25). 

Conclusão 

Submeter-se totalmente a Deus é essencial para vencer as tentações e viver uma vida de vitória espiritual. A resistência em entregar-se completamente a Deus cria vulnerabilidades que o inimigo prontamente explora. Devemos, portanto, buscar uma submissão incondicional ao Senhor, confiando em sua liderança e buscando seu propósito em todas as áreas de nossas vidas. Somente assim, com corações inteiros e mãos limpas, podemos resistir ao diabo e experimentar a proximidade e a proteção de Deus.

“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. (João 6:38).”

Cuidado Com a Rebelião


1 Samuel 15:23 Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.


No texto citado, o profeta Samuel está repreendendo o rei Saul por sua desobediência a Deus. Saul não cumpriu completamente as instruções que Deus lhe deu através de Samuel. Deus havia ordenado que Saul destruísse completamente os amalequitas e tudo o que possuíam, mas Saul poupou o rei Agague e o melhor dos rebanhos, justificando que pretendia usá-los como sacrifícios a Deus.
Samuel compara a rebelião de Saul ao pecado de feitiçaria, destacando a gravidade da desobediência a Deus. Ele também compara a obstinação (teimosia) à idolatria, indicando que se apegar teimosamente ao próprio caminho em vez de seguir a vontade de Deus é tão grave quanto adorar ídolos.


E quais as consequências da Rebelião?


Perda da Bênção de Deus:
Saul foi rejeitado por Deus como rei. Sua desobediência resultou na perda da bênção e favor de Deus. Isto serve como um aviso de que a desobediência a Deus pode levar à perda de Suas bênçãos e ao afastamento de Sua presença.


Quebra da Comunhão com Deus:
A rebelião e a obstinação criam uma barreira entre nós e Deus. Assim como Saul foi afastado de sua posição de rei, a desobediência contínua pode levar ao enfraquecimento ou rompimento de nossa comunhão com Deus.


A rebeldia é comparada a Pecados Graves:
Samuel compara a rebelião à feitiçaria e a obstinação à idolatria, enfatizando que esses pecados são extremamente graves aos olhos de Deus. Isso nos lembra que a desobediência a Deus não é uma questão leve; é considerada um pecado grave.


Como Deus Espera que Sejamos Obedientes?


1. Obediência Completa:
Deus espera que obedeçamos a Ele completamente, não parcialmente. A obediência parcial de Saul não foi aceita por Deus. Ele deseja que sigamos Suas instruções totalmente, confiando em Sua sabedoria e propósito.
1 Samuel 15:22 Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.


2. Humildade e Submissão: Obediência a Deus requer humildade e disposição para submeter nossa vontade à Sua. Ao contrário da obstinação, que é a teimosia em seguir o próprio caminho, devemos ser flexíveis e prontos a ajustar nosso curso de acordo com a vontade divina. Tg 4:10; Sl 37:5.


3. Fé e Confiança em Deus:
Deus espera que confiemos em Sua bondade e sabedoria. Mesmo quando não entendemos completamente Suas instruções, devemos confiar que Ele sabe o que é melhor para nós. A fé leva à obediência fiel. PV 3:5; HB 11:6.


4. Arrependimento e Correção: Quando falhamos, Deus espera que nos arrependamos sinceramente e busquemos corrigir nossos caminhos. A história de Saul mostra as consequências da falta de arrependimento genuíno. Em contrapartida, quando nos arrependemos e buscamos a correção, Deus é misericordioso e pronto para nos restaurar. 1Jo 1:9; At 3:19.


Conclusão
O texto de 1 Samuel 15:23 nos ensina que a desobediência a Deus é um pecado grave, comparável a feitiçaria e idolatria. As consequências da rebelião são sérias e podem levar à perda da bênção e comunhão com Deus. Portanto, devemos buscar uma obediência completa, humilde e fiel à vontade de Deus, confiando plenamente em Sua sabedoria e bondade. Além disso, devemos estar prontos para nos arrepender e corrigir nossos caminhos quando falharmos, garantindo que nossa vida esteja em alinhamento com os propósitos divinos

Será que Deus cuida de mim?

Salmos 139:11-12. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;

Às vezes temos de enfrentar noites escuras que nos levam ao desespero, a angústias e a sofrimentos emocionais. Noites que parecem não ter fim. Situações que nos preocupam e afligem o coração, nos fazendo sentir envoltos em trevas, e sem esperança de resolução. São preocupações com a família, dificuldades com um filho, uma enfermidade, problemas financeiros e até mesmo preocupações com o futuro, circunstâncias que nos trazem a sensação de que estamos encurralados e que não há uma resposta adequada.

Em momentos como esses, alguns são tomados de uma profunda tristeza, outros perdem a fé e já não conseguem mais perseverar em oração. Uns se revoltam contra Deus ou ficam indiferentes, dando lugar a crises de ansiedade, depressão, irritabilidade e até doenças que não encontram causas físicas. É um cansaço excessivo, constantes dores de cabeça ou dores no corpo que não passam. Alguns são acometidos de uma tristeza persistente ou de um desânimo que rouba as forças para prosseguir. Sem contar os quadros cada vez mais crescentes de vícios em pornografia e no excesso de entretenimento que sutilmente escondem as necessidades mais profundas do coração. São horas e horas gastas nas redes sociais vendo inutilidades, sem perceberem que isso pode ser um sinal claro de que algo está errado, e que, esses atalhos não irão aliviar as angústias que os assolam.

O salmista, meditando sobre a onisciência e a onipresença de Deus, descobre que o Senhor é mais pessoal, íntimo e mais próximo do que ele poderia imaginar. O que, para ele, eram densas trevas, para o Senhor, tudo estava em plena luz. E por mais escuras que forem as trevas, para Deus a noite brilha como o dia, vs 12. O fato é que ele vê todos os nossos problemas, conhece todas as nossas angústias, sabe dos nossos questionamentos e indagações. Ele conhece as queixas, as dúvidas e as reclamações. Conhece nosso desespero, nossos medos e tudo que para nós, são como trevas que nos envolvem, para Deus, a noite brilha como o dia. “as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;” vs 12.

Parece que o problema que enfrentamos ao lidar com nossas aflições, reside em como entendemos o agir de Deus em nossa vida. Cremos em sua soberania quando ele nos responde, mas duvidamos quando sua resposta é o silêncio ou mesmo um sonoro, não. O salmista compreende haver um agir soberano de Deus em nossa história, mesmo que não compreendamos ou não estejamos vendo o que, e como, ele está agindo. E, embora algumas coisas permaneçam do mesmo jeito, nos incomodando, tudo está exatamente dentro de seu controle, inclusive os sofrimentos que não conseguimos explicar. Às vezes, ele nos mostra o começo e guarda o fim para si, para crescermos em fé e confiança.

Então, ele passa a entender a onisciência de Deus sobre os seus pensamentos mais secretos. “De longe conheces os meus pensamentos,” vs 2.

Percebe a onipresença de Deus em toda a sua história, tudo sempre esteve debaixo do seu olhar. “Observas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.” Vs 3.

Ele está atento às súplicas, verbalizadas ou não, ele conhece todas elas. “A palavra ainda nem chegou à minha língua, e tu, Senhor, já a conheces toda. Vs 4.

Descobre que o Senhor é um esconderijo que o oculta dos ataques do inimigo, e que, não há nada em sua vida que fuja ao seu controle soberano. “Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.” Vs 5.

É natural, em certa medida, que o desespero, o medo e a dúvida caiam sobre nós diante de situações que fogem ao nosso controle. Sejam situações que nos envolvem ou envolvem pessoas que amamos. Entretanto, jamais devemos esquecer de sua soberania e cuidado sobre nossas vidas. Jesus expressa esse cuidado de Deus a nós, quando disse: “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” Mt 6:8. Não é reconfortante para nós, seus filhos, entendermos que ele sabe de todas as coisas? Que o nosso presente e futuro estão debaixo do seu amor e cuidado, embora ele não nos revele todo o seu projeto?

Ao compreender a dimensão da onisciência e onipresença de Deus em sua vida, o salmista brada maravilhado: “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir!” Sl 139:6.

Talvez, uma das questões que mais nos causam desconforto, seja a percepção que temos, de que nossas orações não são respondidas satisfatoriamente, e é disto que se ocupa o salmista. O Senhor tem o controle de tudo, vê tudo e governa sobre tudo. Ele trabalha para aqueles que nele esperam, Is 64:4.

Ao chegarmos até aqui, não podemos deixar de admitir a nossa miopia espiritual e, ao mesmo tempo, reconhecer que precisamos conhecê-lo mais profundamente. Cabe a cada um de nós, com humildade, pedir a ele que abra os nossos olhos para vermos além daquilo que está diante de nós e assim descansarmos em sua perfeita obra em nossas vidas.

Nenhum de nós entenderá melhor o agir de Deus, se focarmos apenas na necessidade que temos de respostas aos nossos problemas. Moisés, no deserto, sentiu que precisava muito mais que respostas. Precisava conhecer a Deus e experimentá-lo. Então ele diz: “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.” Êx 33:13. As respostas às nossas orações são importantes, mas nada substitui a experiência de andar com Deus e conhecê-lo cada vez mais. Que, como o apóstolo Paulo, oremos admirados:

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Rm 11:33-36.

A Riqueza da Palavra de Deus

Mateus 4:9-11. “E propôs a Jesus: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares. Ordenou-lhe então Jesus: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: ‘Ao SENHOR, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás’”. Assim, o Diabo o deixou; e eis que vieram anjos, e o serviram.

Em Mateus 4:9-11, encontramos um dos momentos mais significativos do ministério de Jesus na terra, onde Ele vence os ataques de Satanás utilizando a palavra de Deus. Quando Satanás propõe: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares”, Jesus responde: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: “Ao SENHOR, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás”. Essa vitória é alcançada através da força e autoridade da Palavra de Deus.

O cristão que negligencia seu relacionamento diário com a Palavra, está abrindo mão de um recurso indispensável para sua jornada aqui na terra. A Bíblia é essencial para a vida cristã e nos oferece inúmeros benefícios:

  • Ela é Lâmpada para os pés: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmos 119:105). A Palavra de Deus ilumina nosso caminho e nos guia na direção correta.
  • É a Espada do Espírito: “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:17). Ela é a nossa arma espiritual para combater as forças do mal. É uma arma de defesa, mas também de ataque e deve ser pregada com fé e autoridade.
  • Escudo e Proteção: “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele se refugiam” (Salmos 18:30). A Palavra nos protege e nos fortalece em tempos de adversidade, guardando nossos corações e mentes dos ataques que nos assediam.
  • Refrigera a Alma: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma” (Salmos 19:7a). Ela renova e conforta nossas almas cansadas. Quando estamos exaustos e nos debruçamos em sua palavra encontramos o refrigério e renovo para prosseguir.
  • Sabedoria: “O testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.” Sl 119:7b. A Palavra nos dá sabedoria para nos conduzirmos em todas as áreas da vida. Seja na igreja ou nesse mundo, os que nela meditam se tornam sábios.                                      
  • Guarda de Pecar: “Guardei no coração a tua palavra, para não pecar contra ti” (Salmos 119:11). Ela nos ajuda a viver uma vida de santidade, afastando-nos do pecado, trazendo ao nosso coração os preceitos do Senhor para vivermos em santidade nesse mundo.
  • Fortalece na Tristeza: “A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra” (Salmos 119:28). Em momentos de tristeza e desânimo, a Palavra nos dá força e consolo.
  • Consolo: “O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica. (Sl 119:50). Ela oferece consolo e conforto em tempos de necessidade, angústias e tristezas.
  • Direção e Respostas: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” A Palavra nos dá direção e respostas para todas as áreas de nossa vida, nos capacitando e nos conduzindo em qualquer situação.
  • Ela é Mais Preciosa que o Ouro: “Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino.” (Salmos 19:10a). A Palavra é inestimável e mais valiosa que qualquer riqueza terrena.

O apóstolo Paulo reforça a importância da Palavra em 2 Timóteo 3:16-17, afirmando que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” É através da Palavra que somos capacitados a viver conforme a vontade de Deus.

Portanto, que nosso amor e respeito pela Palavra de Deus cresçam a cada dia, e que ela se torne nosso alimento diário. Como o salmista expressa no Salmo 119:97: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.”

Que a Palavra de Deus seja a base sólida sobre a qual edificamos nossas vidas, nossas famílias, guiando-nos, fortalecendo-nos e equipando-nos para toda boa obra.

Uma Cruz Para Mim.

Gálatas 2:20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

A cruz exige a morte do transgressor para que ele experimente a verdadeira vida. Jesus, falando do sofrimento que lhe aguardava, disse: “Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só, porém, se morrer, dá muito fruto.” Jo 12:24. A cruz que Cristo tomou era totalmente minha.

Ela foi retirada de mim pelo próprio Deus e colocada sobre Jesus, para que ele comprasse a minha salvação. Na cruz que era minha, o pai entregou seu filho em meu lugar, para que eu pudesse ter vida eterna, o justo pelo injusto, o santo pelo pecador.

Esta foi a negociação mais injusta que já aconteceu, onde apenas um lado lucrou. E adivinhem qual lado?

Quando ele foi para a cruz na qual eu seria condenado, eu fui absolvido da culpa e declarado sem culpa, justo, justificado, totalmente em paz com Deus, conforme Rm 3:24. “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.”

Eu, que era seu inimigo, inexplicavelmente pela cruz, fui reconciliado e me tornei amigo amado, um filho e membro da família de Deus, Ef 1:19. Ele foi abandonado na cruz que era minha devido aos meus pecados, e eu fui recebido na casa do pai. Enquanto ele sangrava na cruz que foi feita para mim, eu estava sendo lavado e purificado para viver como membro da sua família eterna.

Enquanto ele era escarnecido, cuspido e desprezado na minha cruz, eu estava sendo abraçado e amado como filho. Quando ele foi levantado na cruz que era para mim, as trevas caíram sobre a terra e seus alicerces foram abalados, enquanto a luz da salvação e do perdão caía sobre mim, Lc 27:45,50-51.

No momento da sua crucificação, alguém estupidamente gritou: “se és rei, desça da cruz!” Mt 27:42. Ele não entendia que aquela cruz não era de Jesus, era minha, e que ele voluntariamente a tomou, e por amor a mim, não desceu, sangrou até o fim, aplacando a ira do pai que foi derramada sobre ele, na minha cruz. 1Jo 4:10.

Eu não sabia que estava morto em meus delitos e pecados e, na cruz que era minha, ele me deu vida, Ef 2:1. Eu me achava livre, mas era escravo, e na cruz ele comprou a minha liberdade pela obra da redenção. Hb 9:12

Havia um certificado de dívida contra mim diante de Deus, totalmente impagável, e ele levou consigo para a cruz, quitando totalmente as minhas dívidas com o seu próprio sangue. Cl 2:14. Enquanto o mundo não entende o evento histórico da cruz, eu o amo de todo o meu coração.

A palavra da cruz é loucura para o mundo, mas para mim ela revela o poder de Deus. 1 Co 1:18. O poder de um Deus que se fez homem e que, por amor, tomou a minha cruz, sendo ele o próprio Deus, para me perdoar e salvar. Bendito seja aquele que me substituiu na cruz. A ele a glória para todo o sempre. Amém!

O Deus Justo e Amoroso.

Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” Rm 11:22 (NAA).

Talvez, uma das questões mais difíceis para os cristãos compreenderem seja o equilíbrio entre o amor e a justiça de Deus. Essa dualidade do caráter divino o leva a lidar tanto com a sua misericórdia quanto com o seu julgamento, seja tratando com os ímpios ou com os seus filhos. Sendo ele perfeitamente bom e perfeitamente justo, exerce a misericórdia e a justiça de maneira equilibrada, para que os homens entendam sua natureza, o amem e também o temam.

É da natureza dos homens caídos relativizar a gravidade dos seus pecados, por não compreenderem o caráter santo de Deus. A corrupção do coração humano leva-os a achar que têm algo de bom para serem aceitos por ele, perdendo assim o temor e agindo como se Deus fosse igual a eles. Na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo diz o seguinte:

“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3:10, 23.

Todos pecaram! Todos estão separados da glória de Deus e totalmente incapazes de se relacionar com ele por seus próprios méritos.

Na mesma carta, tratando da salvação do povo judeu, ele disse:

“Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” Rm 11:22 (NAA).

Ele deixa claro que a bondade e a severidade de Deus estão no mesmo patamar em seu caráter, e que, por meio desses atributos morais, ele faz com que conheçamos a sua natureza. Essa compreensão nos leva não somente ao amor a ele, mas também ao temor do seu nome. Se Deus relativizasse o pecado por causa do seu amor ele não seria perfeito em seu caráter. A sua bondade e a sua misericórdia estão em perfeita harmonia para que o homem possa desfrutar de um relacionamento sadio com ele.

O amor de Deus é manifestado em Sua graça, perdão e compaixão, enquanto Sua justiça se manifesta na correção, disciplina e julgamento. É nesse equilíbrio que encontramos a harmonia da vontade divina, que busca reconciliar a humanidade com Ele por meio de seu filho, ao mesmo tempo, em que preserva a integridade de Sua santidade e justiça.

Ao olharmos para a cruz, vemos ali o equilíbrio perfeito do caráter justo e amoroso do nosso Deus. O sacrifício de seu filho inocente em nosso lugar nos mostra como ele é santo e justo e, ao mesmo tempo, o quanto ele nos ama. Sendo nós totalmente pecadores, Deus fez uma injustiça a si mesmo, para que pudéssemos desfrutar do seu amor, sem que o pecado fosse ignorado. No livro de Naum lemos:

“O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente.” Naum 1:3a.

Devido ao seu caráter santo e justo, o culpado não é inocentado diante de Deus apenas por um ato de bondade em que ele ignora o pecado e o perdoa. Não. Ao culpado, ele não terá por inocente. Entretanto, o apóstolo diz:

“Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2Co 5:21.

Ele toma sobre si o julgamento que era nosso e nos faz alvos do seu grande amor. Sendo ele sem pecado algum, assume o nosso pecado e nos livra da condenação. A morte de Cristo não elimina a ira e a justiça divinas, mas deixa-o satisfeito para sermos favorecidos por esse amor. Aleluias!

Então, o apóstolo brada para nós:

“Portanto, assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os seres humanos para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos para a justificação que dá vida.” Rm 5:18. (NAA)

Homens condenados pelo pecado de Adão são declarados justos pelo sacrifício de Cristo. Amor e justiça em perfeito equilíbrio, revelando a nós o caráter perfeito do nosso Deus. Quando entendemos o equilíbrio entre seu amor e sua justiça, passamos a entender, também, que aqueles que enfatizam o amor de Deus e ignoram sua justiça, distorcem o seu caráter perfeito e ignoram a profundidade da corrupção do coração humano.

Esse discurso leva os homens a um falso evangelho onde se oferece plenitude para a vida do Ego. Não se pode conhecer o amor de Deus, sem que se compreenda sua justiça e santidade. O amor a Deus não pode se dissociar do temor a ele. Assim como cada asa de um pássaro é essencial para voar, o amor e a justiça de Deus se complementam, revelando a perfeição de Seu caráter.

Ó, profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os seus juízos, e quão insondáveis são os seus caminhos! Rm 11:33.

A Falta de Perdão e Suas Consequências.

1 João 4:21 Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.

A santidade de Deus confronta o homem nos caminhos do seu coração, revelando a necessidade de cultivar relacionamentos saudáveis. João aborda esse tema, enfatizando que amar a Deus implica obrigatoriamente em amar também os nossos irmãos, pois esse é o seu mandamento.

No entanto, o desafio de perdoar e libertar-se das mágoas é real e complexo, visto que estes sentimentos nos machucam profundamente. A falta de perdão pode aprisionar nossos corações em um ciclo de ressentimento, prejudicando nossos relacionamentos e até mesmo nossa própria saúde emocional e espiritual.

Em situações em que fomos ofendidos, temos a tendência de achar que não somos tão ruins assim por sermos as vítimas. Entretanto, nesses casos, não percebemos que estamos cheios de mágoas e até com desejo de vingança por aqueles que nos magoaram. O apóstolo nos leva a outro patamar do relacionamento com Deus, enfatizando que o amor a Deus é totalmente incompatível com a falta de perdão ou rupturas com o meu irmão. Se digo amar a Deus, devo amar também o meu irmão.

Quantas doenças decorrem da falta de perdão e das mágoas nos corações? Basta uma rápida pesquisa para listarmos alguns dos sintomas físicos da falta de perdão:

1. Tensão muscular: O estresse emocional causado pela falta de perdão pode levar à tensão muscular crônica, especialmente nos ombros, pescoço e mandíbula.

2. Dores de cabeça: O acúmulo de estresse emocional pode desencadear dores de cabeça frequentes ou enxaquecas.

3. Problemas digestivos: A ansiedade e o estresse emocional associados à falta de perdão podem afetar o sistema digestivo, causando problemas como dor abdominal, azia e até mesmo úlceras.

4. Distúrbios do sono: A mágoa e o ressentimento podem interferir no sono, causando insônia, dificuldade para dormir ou sono interrompido.

5. Sistema imunológico enfraquecido: O estresse crônico associado à falta de perdão pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando a pessoa mais suscetível a doenças e infecções.

6. Pressão arterial elevada: O estresse emocional pode levar a um aumento da pressão arterial, aumentando o risco de problemas cardíacos e derrames.

Esses dados são relatados por profissionais de saúde mental e médicos. Nós, pastores, temos a experiência de ver muitas pessoas serem saradas, tanto física quanto emocionalmente, ao perdoarem de coração os seus ofensores.

É essencial, portanto, buscar conhecer a Deus mais profundamente, compreendendo Seu amor e Sua santidade. Ao entendermos o que ele deseja, somos capacitados a superar as mágoas e a perdoar aqueles que nos feriram. Isso implica em entendermos a natureza de Deus, para lidarmos melhor com os pensamentos recorrentes acerca das ofensas sofridas, que tendem a nos manter presos ao passado.

Ao invés de alimentar ressentimentos, devemos escolher o perdão, reconhecendo nossa própria necessidade de perdão e a graça abundante que recebemos de Cristo. Assim, libertamo-nos do cárcere das mágoas e abrimos espaço para relacionamentos restaurados e uma vida mais plena e significativa.

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. Jo 13:34-35.

A Busca por Bençãos sem o Relacionamento com Deus.

Êxodo 20:19 Disseram a Moisés: — Fale-nos você, e ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.

O homem não pode aproximar-se de Deus sem que a sua vida seja profundamente impactada. Não é possível uma relação com ele, sem que a mesma não afete todas as áreas de sua vida, desde seus comportamentos até a sua forma de pensar. Aqueles que dizem andar com Deus e não experimentam o impacto de sua santidade em seus corações, evidenciam que há algo muito errado nessa relação. Tito denuncia, em sua carta, religiosos que falam e não vivem: “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.” Ti 1:16. São os que se dizem religiosos, porém o estilo de vida mostra o contrário.

Aproximar-se de Deus, nos enleva ao sublime e transcendente, ao lugar onde o humano é contrastado com o divino, o pecador com o Santo, o Deus perfeito, fazendo-se conhecer ao vil. No deserto, em Horebe, Deus se apresentou a Moisés no meio de uma sarça e esse encontro mudou a sua vida para sempre. Porém, a primeira coisa que ele ouviu de Deus, foi: “Retira as sandálias dos teus pés, porque o lugar onde estás é terra santa.” Êx 3:5. Ele não teve um encontro com os códigos religiosos de sua época nem com as divindades pagãs do Egito, mas com o criador do universo. A partir daí, ele morreria por esse Deus, não importando qual o preço nem o caminho que teria que seguir.

O apóstolo Paulo, disse: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” 1Tim 1:15. O encontro com Cristo mudou totalmente toda a sua existência. Um homem que era orgulhoso, cruel e perseguidor da igreja, que participou da morte de muitos irmãos, reconhecendo que sua pecaminosidade era insuperável. “Eu sou o principal dos pecadores!” E na carta aos irmãos da cidade de Filipos, ele disse que perderia tudo para conhecer a Cristo. Filp 3:7-8.

O apóstolo Pedro, ao presenciar o poder de Jesus sobre a criação numa pescaria, grita convencido de que estava diante do divino: “Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador!” Lc 5:8. A história nos revela que esse homem, no dia de sua morte, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se achar indigno de morrer como o seu mestre.

O profeta Isaías, talvez em um momento devocional como tantos outros, não imaginava o que lhe aconteceria naquele dia. Ele viu a glória de Deus revelada diante de seus olhos e suas palavras mostram o impacto causado em seu coração: “Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” Is 6:5

“Ai de mim, estou perdido, sou impuro, habito no meio de gente impura!”

Eu poderia citar centenas de casos do poder transformador desse encontro do homem com Deus, narrados pela Bíblia ou pela história, e todos nos fariam entender o mesmo. O relacionamento com Deus é o que muda as nossas vidas, e o que difere disso, não passa de mera religiosidade, podendo até conter certo grau de virtude, mas não provém de uma vida transformada.

O texto inicial nos mostra como no monte Sinai, o povo fez a escolha de se relacionar com Deus à distância. Ao verem o monte tremer devido a sua santa presença, eles pediram a Moisés que Deus não falasse diretamente com eles, traçando uma linha divisória nesse relacionamento, o que resultou num conhecimento de Deus, totalmente distorcido. Eles queriam a proteção divina, mas não queriam se envolver com ele. O resultado de tais escolhas todos conhecemos. Uma geração inteira não pode entrar na terra prometida. “Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto.” 1Co 10:5

No salmo 106, vemos uma clara distinção entre as escolhas de Moisés e a do povo que partiu do Egito. “Fez conhecidos os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel.” Sl 103:7.

Qualquer um pode desfrutar dos milagres e feitos de Deus, porém, conhecê-lo passa por uma escolha feita no mais íntimo do coração. Seria possível Deus se surpreender com o desejo do coração de um homem? Não sei. Mas o pedido de Moisés ao Senhor deve ter enchido o seu coração de alegria. “Então ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.” Êx 32:18. E foi assim que Moisés experimentou o relacionamento com Deus e os filhos de Israel, apenas os seus feitos. Sl 103:7.

Não basta só receber a graça da salvação. É preciso amar o salvador de todo o coração. Os cristãos mais frustrados e decepcionados são aqueles que baseiam o seu relacionamento com Deus nas bençãos alcançadas ou não alcançadas. Nas orações atendidas ou não. Esses, formam um exército gigantesco e engordam as fileiras dos desigrejados modernos.

Você pode estar desanimado com Deus ou com a igreja e pode ter mil razões para isso, entretanto a fé cristã nada tem a ver com bençãos, vitórias e conquistas. Esse é um falso evangelho, sedutor e enganoso que arrasta a muitos.

Deus não nos chamou para sermos felizes e realizados por termos todos os nossos desejos satisfeitos. Ele nos chamou para uma aventura incrível e transformadora pelo conhecimento de quem ele é. Aqui está a verdadeira felicidade e realização. Jesus orou e disse que a vida eterna é conhecer ao pai e ao seu filho. Jo 17:3. Busquemos de todo o nosso coração um relacionamento profundo com o nosso mestre.

Algumas perguntas:

1. Você já se perguntou a razão da sua indiferença a Deus e à sua igreja?

2. Será que o seu esfriamento não é fruto de suas escolhas pessoais?

3. Será que você não está buscando bençãos sem querer um relacionamento mais profundo com Deus?

Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR. Jr 9:23-24.