O Caminho da Humildade.
No caminho da humildade, os homens se tornam grandes, mesmo não sendo pessoas de destaque ou de talentos especiais. Nesse caminho, as celebridades não encontram prazer, pois ali não há espaço para o ego. Os peregrinos desse caminho enfrentam muitas vezes, uma solidão esmagadora que os levam a reflexões profundas, tornando-os mais conscientes de quem realmente são, e assim, já não valorizam a glória humana. Não necessitam de reconhecimento ou a frágil necessidade de serem destacados pelos homens, pois, nesse caminho, brotam sentimentos inversos que antagonizam com os desejos coletivos de honra, poder e autoexaltação tão comuns às Almas medíocres. Os peregrinos desse caminho vislumbraram um grande Rei que se despiu de suas vestes reais e vestiu-se como um escravo. Viveu, serviu, amou e mudou a história do mundo, sem exigir nenhum tipo de reconhecimento, aplauso ou aprovação dos homens. Um rei que andou na contramão do ego!
Os que trilham o caminho da humildade são grandes, mas não sabem disso, pois a grandeza, diante do exemplo do grande Rei, perdeu a importância. Os tais peregrinos estão tão fascinados com o Rei que não mais percebem a mudança interior que acontece em seus próprios corações. Mudança de caráter que ocorre de dentro para fora e transforma homens vis em virtuosos, agradáveis, acessíveis e abençoadores.
O caminho da humildade é nivelador, pois seus andarilhos não carregam diplomas nem ostentam títulos, falam pouco e não querem ser notados. Falam do Rei e não de si, lembram das palavras mais marcantes, “aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração,” palavras que nenhum estadista humano jamais pronunciou no exercício de seu reinado.
Os que trilham a longa estrada da humildade, só o fazem devido à experiência chocante com o grande Rei, Jesus, autor da vida e sustentador de todas as coisas. Esses peregrinos descobriram que a humildade não é um comportamento exterior, mas uma pessoa, o Cristo ressurreto vivendo a sua vida neles.











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