Que Tipo de Pastor Nós Somos?
“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:11).
Há pastores que disputam o poder, e há pastores que lutam para serem aprovados por Deus. (Marcos 10:42-45).
Há pastores que brigam para se estabelecerem, e há aqueles que esperam que Deus os estabeleça. (3 João 9).
Há pastores inseguros que acham que o dom lhes pertence e tentam roubar a glória de Deus; e há pastores que consideram os dons secundários diante do privilégio de conhecer ao Senhor e serem conhecidos por Ele. (1 Coríntios 4:7).
Há pastores que conhecem suas misérias e choram diante de Deus, e há pastores que falam bem de si mesmos. (2 Coríntios 10:12).
Há pastores que se sacrificam para não machucar as ovelhas, e há outros que sacrificam as ovelhas para continuarem sendo honrados. (2 Coríntios 12:15).
Há pastores que, em nome da sua “autoridade”, intimidam todos ao seu redor; há outros, porém, que possuem autoridade por causa de sua proximidade com o Senhor, mas apresentam-se como fracos diante dos homens. (2 Coríntios 13:9).
Há pastores que, veladamente, desejam ser reconhecidos; há outros que não se importam com o reconhecimento humano. Eles desconfiam das ambições do próprio coração e preferem que Cristo seja exaltado. (2 Coríntios 12:5-6).
Há pastores que entendem sua posição como um serviço ao Reino, e há outros que imaginam que o Reino existe para servir aos seus interesses. São deslumbrados com o cargo que ocupam. (1 Pedro 5:1-3).
Que tipo de pastor nós somos?
Todos nós corremos o risco de nos tornar aquilo que condenamos nos outros. Por isso, mais importante do que defender um ministério é guardar o coração diante do Senhor. O verdadeiro pastor não é aquele que nunca luta contra a ambição, o orgulho ou a vaidade, mas aquele que leva continuamente essas inclinações à cruz, para que Cristo cresça e ele diminua.
O ministério não existe para revelar a grandeza do homem, mas a suficiência de Cristo. Quanto mais perto estamos do Senhor, menor nos tornamos aos nossos próprios olhos e mais conscientes ficamos de que nada possuímos que não tenhamos recebido dEle.
No fim, não seremos avaliados pelo tamanho da obra que realizamos, pelo reconhecimento que recebemos ou pelo cargo que ocupamos, mas pela fidelidade com que servimos ao Supremo Pastor. Bem-aventurados são aqueles que, mesmo carregando responsabilidades e influência, permanecem quebrantados diante de Deus, conscientes de que tudo vem dEle, tudo é por meio dEle e tudo deve ser para a glória dEle.
Que o Senhor nos livre da sedução do poder, da busca por reconhecimento e da confiança em nós mesmos. E que, quando o Supremo Pastor se manifestar, sejamos encontrados como servos fiéis, que apascentaram o rebanho de Deus com humildade, amor e temor, sabendo que as ovelhas sempre pertenceram a Ele.








Deixe uma resposta
Want to join the discussion?Feel free to contribute!