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Integridade no Ministério. Superando as Armadilhas da Vanglória

2 Coríntios 12:5-6 Desse eu me gloriarei; não, porém, de mim mesmo, a não ser nas minhas fraquezas. Pois, se eu vier a gloriar-me, não serei louco, porque estarei falando a verdade. Mas evito fazer isso para que ninguém se preocupe comigo mais do que vê em mim ou do que ouve de mim. (NAA).

Senhor, livra-me da vaidade e da vanglória, pois o meu coração é enganoso.
Guarda-me da tentação de falar o que disseste a mim em segredo, como se tivesse dito para que eu pregasse a outros. Isso é insensatez.
Livra-me de buscar revelação e conhecimento apenas para tratar das necessidades e debilidades alheias, sem perceber quantas vezes tentaste me corrigir.
Oh, Senhor, guarda meu coração de pensar que somente os irmãos precisam de correção e transformação, deixando assim de ouvir a voz do teu Espírito tratando especificamente das deformações do meu caráter.
Dá-me integridade, meu Deus, para ser coerente e não usar os dons que me deste para me projetar na busca por glórias e aplausos humanos. Esse é o caminho da queda. Os dons são teus e não meus.
Oh, Pai, ensina-me a ter mais prazer em minhas fraquezas, para que o teu poder se aperfeiçoe em mim. Se permites o espinho na minha carne, é porque viste orgulho em meu coração. Ensina-me o caminho da cruz. (2 Coríntios 12:7)
Pai amado, Saul quis tanto o reconhecimento humano, a ponto de não ouvir mais a tua voz nem discernir mais a tua correção, e por isso foi rejeitado. Tenha misericórdia de mim!
Livra-me de pastorear o teu rebanho sem que eu seja pastoreado por ninguém, pois esse é um caminho perigoso. Não permitas que eu me esqueça que sou ovelha do teu pasto. Usa outros para me corrigir, para que eu não siga o caminho de Saul, tornando-me desqualificado para a obra que me confiaste. (1 Samuel 15:10-31)
Não permitas, meu Senhor, que eu fale mais do que realmente entendo, no afã de ser admirado pelos homens, desonrando assim o teu nome e me perdendo em superficialidades. O teu povo merece homens que falem o que está em teu coração e nada mais.
E por fim, rogo-te, meu Pai, que me conduzas pelo caminho do esvaziamento, para que a cada dia o Senhor cresça e eu diminua. Amém! (João 3:29-30).

Advertência e conselhos
Todos os homens que, chamados por Deus ao serviço em sua casa, devem buscar entender os perigos que decorrem de um coração com motivações erradas. Jamais devemos nos esquecer de que fomos escolhidos por um ato de graça do senhor e não por méritos que temos. As ovelhas são dEle e os dons também, e o nosso serviço deve buscar a sua glória e não a nossa. Deixo algumas advertências e conselhos para guardarmos o nosso coração diante de Deus e dos homens:

Consequências Das Motivações Erradas no Exercício do Ministério

Perda de Credibilidade: A busca por glória pessoal leva à perda de integridade, fazendo com que a congregação perca a confiança no pastor.
Isolamento Espiritual: A vanglória afasta o pastor da correção e de um relacionamento saudável com os irmãos, tornando-o susceptível a erros graves.
Desqualificação Ministerial: Como visto na vida de Saul, a vanglória pode levar à rejeição por Deus e à desqualificação do ministério.

Advertência e Conselhos:

Cultive a Humildade de Cristo: Lembre-se constantemente de sua posição como servo e não como celebridade. “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Marcos 10:45).”

Seja Transparente: Mantenha um círculo de relacionamento com homens que possam corrigir e guiar você. Homens maduros temem em andar sozinhos. “O solitário busca o seu próprio interesse e se opõe à verdadeira sabedoria. (Provérbios 18:1).”

Priorize a Glória de Deus: Em todas as suas ações e decisões, busque glorificar a Deus e não a si mesmo. “Quem fala por si mesmo está buscando a sua própria glória; mas o que busca a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há falsidade. (João 7:18).”

Conclusão
A jornada pastoral é repleta de desafios, tanto espirituais quanto emocionais. É crucial que pastores estejam constantemente vigilantes contra os perigos da vaidade e da vanglória, reconhecendo a tendência natural do coração humano de buscar reconhecimento e aplausos. A humildade e a integridade devem ser cultivadas continuamente, lembrando sempre que o chamado ministerial é um ato de graça de Deus e não um mérito próprio.
Ao reconhecer suas fraquezas e buscar o poder de Deus que se aperfeiçoa nelas, o pastor pode encontrar verdadeira força e eficácia em seu ministério. Assim como Paulo, devemos nos gloriar em nossas fraquezas, permitindo que o poder de Cristo se manifeste plenamente em nossas vidas.
A integridade e a transparência são fundamentais. Manter relacionamentos próximos com outros líderes espirituais que possam oferecer correção e orientação é essencial para evitar o isolamento espiritual e os erros que dele decorrem. É igualmente importante que todas as ações e decisões sejam orientadas pela busca da glória de Deus, e não pela glória pessoal.
Por fim, os pastores devem lembrar-se de sua posição como servos, seguindo o exemplo de Cristo, que veio para servir e não para ser servido. Ao priorizar a glória de Deus em todos os aspectos do ministério, eles podem evitar as armadilhas da vaidade e vanglória, mantendo-se fiéis ao chamado divino e eficazes na obra do Senhor. Que Deus conceda a graça e a sabedoria necessárias para enfrentarmos esses desafios com humildade e integridade, para a glória do Seu nome. Amém.

Ai dos que se exaltam!

Mateus 23:11, Mas o maior dentre vós será vosso servo. 12 Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.
Jesus disse que do coração procedem os maus pensamentos, Mt 15:19. Há Algo no coração do homem que o convence de um valor exagerado e um conceito de si mesmo que o ilude, levando-o a achar-se mais virtuoso que seus irmãos, seja por talentos naturais, conhecimento adquirido ou virtudes espirituais, induzindo-o a considerar-se superior, desprezando assim o seu semelhante. Essa atitude do coração humano, revela aquele sentimento que foi inoculado lá no Éden por Satanás em nossos primeiros pais – orgulho, soberba, altivez e competição desleal.
Quando ouvimos ou lemos sobre Exaltar-se, considerar-se superior, talvez pensemos que isso está longe de nós, que não corremos esse risco, até que, o Espírito Santo nos faz ver como avaliamos o serviço do outro, ou como criticamos, velada ou abertamente, a forma que o nosso irmão age, ou, como, no fundo, estamos convencidos de que poderíamos fazer melhor, ensinar melhor, conduzir melhor e, talvez, até sejamos mais capazes de fato, o que nos coloca numa relação perigosa com o sentimento do orgulho. Lemos em provérbios:

“O valor da prata e do ouro pode ser testado pelo fogo; o valor de um homem é demonstrado pela espécie de elogios que ele recebe. PV 27:21”(bíblia viva)

O fogo prova o valor da prata e do ouro; os elogios, o coração do homem. Elogios são reconhecimentos sinceros ou lisonjeiros feitos por aqueles que nos cercam. A intenção de quem elogia pouco importa e sim, a atitude de quem o recebe. O homem é provado pelos louvores que recebe e, é aqui, onde se revela a maturidade e a verdadeira espiritualidade desse homem. Ou seja, quanto mais maduro ou espiritual, menos confiará em si mesmo ou achar-se-á alguma coisa. Ao contrário, ao receber as honras e elogios dos que o cercam, terá plena consciência de que nada tem de si mesmo, que é um mero cooperador. Pode haver muitos serviços sendo feitos na igreja que não passarão na avaliação do Senhor, não resistirão a prova do fogo no tribunal dos galardões de Cristo naquele dia. (1Co 3:12-15). Enquanto alguns estão fascinados com a obra que realizam, Deus, o Senhor da obra, avalia as motivações e intenções dos corações dos que servem no seu reino. Um coração com sentimentos errados pode causar muitos estragos no reino de Deus.
Geralmente, os cismas, divisões e facções tem sua fonte no coração de homens e mulheres que estão fazendo algum serviço na casa de Deus. Seduzidos por Satanás, veem no sucesso do seu serviço o aval para acharem-se especiais, mais iluminados, tornando-se críticos, passando assim a desprezar os que não realizam o mesmo tipo de trabalho. O Senhor nos alerta em sua palavra:

Provérbios, 11:2 Em vindo a arrogância, chega logo também a desonra, mas com os humildes está a sabedoria.

Arrogância e desonra andam de mãos dadas, pois, é próprio do arrogante desprezar, descredibilizar para poder se destacar, falando bem de si mesmo e não reconhecendo o serviço do outro. Os que estão envenenados por esse espírito jamais entenderão que, na obra de Deus, não pode haver protagonismo humano, pois é Cristo quem realiza todas as coisas.
Nem sempre o sucesso no serviço cristão reflete a aprovação de Deus. Saul, permaneceu reinando sobre Israel até o dia de sua morte, mesmo sendo rejeitado por Deus. Suas necessidades de reconhecimento o conduziram a um caminho de autodestruição. Isso nos leva a entender que, nem sempre um homem de coração errado na obra de Deus é deposto imediatamente da posição que ocupa. Nada é mais eficiente para provar o coração do homem que dar-lhe poder e autoridade sobre outros! E, Deus que detém todo poder, concede a muitos a sua autoridade para provar os corações.
Aqueles que se deixam seduzir por esse espírito altivo jamais compreenderam que a verdadeira paz e descanso está em tomar o jugo de Jesus e aprender que, na sua mansidão e humildade de coração, encontramos a verdadeira paz. Mt 11:29-30.
Não há dúvidas que a primeira vítima do faccioso será sua própria família, implodida pelo espírito crítico e envenenada pela ilusão da superioridade espiritual. E então, os que derem ouvidos ao canto da sereia dos facciosos serão arrastados para o abismo do juízo divino como aconteceu com Datã, Coré e Abirão. Êx 16:31-33. Em mais de trinta anos servindo ao Senhor, jamais vi homens com esse espírito terminarem bem. Lamentavelmente, tais homens não sucumbem sozinhos, pois o orgulhoso e faccioso é eficiente em contaminar corações desavisados ou amargurados, causando prejuízos ao reino de Deus e destruindo muitas vidas.
O fim dos que se exaltam e se têm em alta conta será a humilhação e vergonha, pois o arrogante está em linha de colisão com Deus e não entende que, para ser grande no reino de Deus, deve aprender a ser servo de todos e, para ser o primeiro, deve aprender a buscar o último lugar. Se o crescimento do meu irmão não me alegra, mas me incomoda, algo precisa ser corrigido dentro de mim. Guardemos o nosso coração de todo sentimento que não se alinha com o sentimento de Cristo Jesus. Fl 2:5-8.

Mateus, 23

  1. Porém, o maior dentre vós seja vosso servo.