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Deixem o passado para trás!

Filipenses 3:13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

  É da natureza humana superdimensionar seus feitos e muito mais os fracassos e decepções. Há muita gente presa na alma a situações que lhes aconteceram, carregando dores e angústias por causa da falta de perdão, rancor e mágoas veladas que lhes acompanham como fantasmas assombrando e paralisando a muitos, tornando-os infrutíferos. Muitos que, ingenuamente, não entenderam o caminho da cruz. Sonharam com uma religião confortável, retórica e menos invasiva da alma humana. Ledo engano! 

Antes de fazer através de mim, Deus deseja fazer algo primeiro em mim, e esse é o poder do evangelho. Não só salvar, mas, transformar, amadurecer, dar o verdadeiro senso de destino.

Os homens e mulheres de Deus são forjados em meio aos sofrimentos, embates e dores dilacerantes! Erros e acertos, vitórias e muitas derrotas.  As ferramentas que nos moldam também nos machucam, deixam cicatrizes e muitas vezes nos amarram a um passado de experiências amargas. O amigo que não era tão amigo assim, o companheiro de serviço que apunhalou pelas costas, irmãos que foram insensíveis aos nossos sofrimentos, alguns ingratos, outros maledicentes sem misericórdia e a lista parece interminável. 

Todos nós, ao sermos chamados por Deus, ingressamos numa escola onde o método pedagógico usado pelo professor inclui frustrações, injustiças, sensação de abandono, ingratidão e, em algumas ocasiões, até sofrimentos físicos. Tudo isso proporcionado ou permitido pelo supremo professor que sabe que precisa arrancar de nós as fragilidades e deformações do nosso coração. Ele sabe que nossas necessidades emocionais e infantilidades são danosas a nós e a quem está perto. 

É preciso se desvencilhar. Não somatizar traumas, frustrações, fracassos e decepções. Tal atitude paralisa a muitos. No cerne da afirmação do apóstolo está clara a decisão de não se apegar às picuinhas sofridas e feridas provocadas pelos homens. Notem sua afirmação: “uma coisa faço”. Ele recusa-se a viver sob o manto da autopiedade, sentindo-se coitado, desconfiado de Deus e das pessoas à sua volta. Isso destrói a fé, e inibe processos de Deus em nossa vida visando o nosso amadurecimento. “Esquecendo-me das coisas que ficam para trás”, foi a decisão que o apóstolo tomou para prosseguir sempre. Ele entendeu que o caminho do amadurecimento é aceitar que o ouro de Deus é provado no fogo. 1Pe 1:7.

E eu e você? Continuamos na vereda do crescimento ou estagnamos pelo caminho devido às coisas que sofremos? O apóstolo chega ao final de sua carreira afirmando que combateu o bom combate e completou sua carreira. Ele não se acovardou diante das dificuldades impostas. Chorou, sentiu dores e até se desesperou, mas deixou-se conduzir pelo Espírito sábio do sumo pastor.

Então, devemos virar páginas, abandonar mágoas, perdoar mesmo sabendo que poderemos ser feridos novamente pelas mesmas pessoas. O pai está trabalhando em nós. Se desejamos ser usados por ele, temos que deixar para trás, esquecer o passado e mirar o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus! 

Salmos 119:67 Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. 71 Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. 72 Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata.