O Deus Justo e Amoroso.
“Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” Rm 11:22 (NAA).
Talvez, uma das questões mais difíceis para os cristãos compreenderem seja o equilíbrio entre o amor e a justiça de Deus. Essa dualidade do caráter divino o leva a lidar tanto com a sua misericórdia quanto com o seu julgamento, seja tratando com os ímpios ou com os seus filhos. Sendo ele perfeitamente bom e perfeitamente justo, exerce a misericórdia e a justiça de maneira equilibrada, para que os homens entendam sua natureza, o amem e também o temam.
É da natureza dos homens caídos relativizar a gravidade dos seus pecados, por não compreenderem o caráter santo de Deus. A corrupção do coração humano leva-os a achar que têm algo de bom para serem aceitos por ele, perdendo assim o temor e agindo como se Deus fosse igual a eles. Na carta aos Romanos, o apóstolo Paulo diz o seguinte:
“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3:10, 23.
Todos pecaram! Todos estão separados da glória de Deus e totalmente incapazes de se relacionar com ele por seus próprios méritos.
Na mesma carta, tratando da salvação do povo judeu, ele disse:
“Considere, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para com você, a bondade de Deus, desde que você permaneça nessa bondade. Do contrário, também você será cortado.” Rm 11:22 (NAA).
Ele deixa claro que a bondade e a severidade de Deus estão no mesmo patamar em seu caráter, e que, por meio desses atributos morais, ele faz com que conheçamos a sua natureza. Essa compreensão nos leva não somente ao amor a ele, mas também ao temor do seu nome. Se Deus relativizasse o pecado por causa do seu amor ele não seria perfeito em seu caráter. A sua bondade e a sua misericórdia estão em perfeita harmonia para que o homem possa desfrutar de um relacionamento sadio com ele.
O amor de Deus é manifestado em Sua graça, perdão e compaixão, enquanto Sua justiça se manifesta na correção, disciplina e julgamento. É nesse equilíbrio que encontramos a harmonia da vontade divina, que busca reconciliar a humanidade com Ele por meio de seu filho, ao mesmo tempo, em que preserva a integridade de Sua santidade e justiça.
Ao olharmos para a cruz, vemos ali o equilíbrio perfeito do caráter justo e amoroso do nosso Deus. O sacrifício de seu filho inocente em nosso lugar nos mostra como ele é santo e justo e, ao mesmo tempo, o quanto ele nos ama. Sendo nós totalmente pecadores, Deus fez uma injustiça a si mesmo, para que pudéssemos desfrutar do seu amor, sem que o pecado fosse ignorado. No livro de Naum lemos:
“O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente.” Naum 1:3a.
Devido ao seu caráter santo e justo, o culpado não é inocentado diante de Deus apenas por um ato de bondade em que ele ignora o pecado e o perdoa. Não. Ao culpado, ele não terá por inocente. Entretanto, o apóstolo diz:
“Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2Co 5:21.
Ele toma sobre si o julgamento que era nosso e nos faz alvos do seu grande amor. Sendo ele sem pecado algum, assume o nosso pecado e nos livra da condenação. A morte de Cristo não elimina a ira e a justiça divinas, mas deixa-o satisfeito para sermos favorecidos por esse amor. Aleluias!
Então, o apóstolo brada para nós:
“Portanto, assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os seres humanos para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos para a justificação que dá vida.” Rm 5:18. (NAA)
Homens condenados pelo pecado de Adão são declarados justos pelo sacrifício de Cristo. Amor e justiça em perfeito equilíbrio, revelando a nós o caráter perfeito do nosso Deus. Quando entendemos o equilíbrio entre seu amor e sua justiça, passamos a entender, também, que aqueles que enfatizam o amor de Deus e ignoram sua justiça, distorcem o seu caráter perfeito e ignoram a profundidade da corrupção do coração humano.
Esse discurso leva os homens a um falso evangelho onde se oferece plenitude para a vida do Ego. Não se pode conhecer o amor de Deus, sem que se compreenda sua justiça e santidade. O amor a Deus não pode se dissociar do temor a ele. Assim como cada asa de um pássaro é essencial para voar, o amor e a justiça de Deus se complementam, revelando a perfeição de Seu caráter.
Ó, profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os seus juízos, e quão insondáveis são os seus caminhos! Rm 11:33.






Amém
Muito bom meu irmão
O equilíbrio perfeito. Em tudo Ele é perfeito.
Excelente reflexão, a compreensão entre o amor e justiça de Deus revela a sua grandeza e perfeição em seu caráter 🙏
Ótima reflexão. Deus abençõe sua vida!