Não Seja Um Desperdiçador.
Lucas 15:13 — Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada. (NAA)
O dicionário da língua portuguesa define a palavra, pródigo, como um adjetivo e significa, gastador, esbanjador ou um desperdiçador. Podemos dizer que é aquela pessoa sem limites, cujos critérios repousam apenas nos prazeres momentâneos, se importando apenas com o aqui e agora. Para os que vivem sob essa mentalidade, o dinheiro ou as pessoas que o rodeiam são apenas meios para que eles vivam a vida do seu jeito, sem sacrifícios pessoais ou renúncias, sem respeito ou consideração por aqueles que os cercam e os amam, apenas preocupados com a satisfação momentânea. Essa mentalidade norteia as escolhas de muitos.
Quando lemos a parábola do filho pródigo, não estamos diante de alguém que desperdiçou apenas dinheiro, mas a sua própria vida em prazeres, curtindo o momento e esquecendo-se dos valores que realmente importam. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, Mt 22:36-39. São escolhas centradas no ego e não na vontade de Deus.
Já nos perguntamos quais as motivações das escolhas que fazemos em nosso dia a dia? Pelo que nos entregamos ou como gastamos o nosso tempo? Escolhas são decisões tomadas no nosso fórum mais íntimo, onde ninguém conhece as razões e motivações que nos levaram a elas, apenas nós mesmos e o Senhor. Isso quando conseguimos identificar as razões de determinadas escolhas, por haver algumas que fizemos e depois ficamos nos perguntando: “como fui fazer isso? Ou, por que fiz aquilo?”.
O salmista Davi, talvez pensando em seus próprios erros, disse: “Quem sou eu para discernir os pecados que se escondem em meu interior? Por favor, Senhor, perdoe os meus pecados ocultos!” Sl 19:12 (bíblia viva).
O texto do filho pródigo nos mostra um pai amoroso, mas, ao mesmo tempo, podemos identificar no mesmo, aqueles que cultivam um estilo de vida de prazer e diversão, negligenciando o relacionamento com Deus e com sua igreja. Um pródigo, em essência, é um gastador. No caso da parábola, aquele filho não somente gastou o dinheiro, mas também o seu tempo e parte de sua vida na ilusão do prazer e satisfação pessoal. O texto nos diz: — “Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada.” Lc 15:13.
O fato é, que, muitos são pródigos em seu estilo de vida, desperdiçando um tempo precioso com coisas que nada acrescentam e, depois, sentem-se culpados pela falta de disciplina, principalmente aquelas que concernem ao reino de Deus. Não acham tempo para meditar na palavra, para a oração e nem para servir aos irmãos. Estão tão ocupados consigo, com seus planos e estilo de vida que não percebem que essa mentalidade é uma verdadeira armadilha, que cobrará um alto preço no final.
Esses, estão sempre cansados e indispostos para o reino de Deus, e sentem uma enorme necessidade de descanso e diversão. Amar, servir e pregar se tornou, para alguns, tarefas enfadonhas e cansativas e já não sentem mais a gravidade da perda do senso de utilidade. Jesus disse: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, eu os escolhi e vos designei para que vão e deem fruto, e o fruto de vocês permaneça, a fim de que tudo o que pedirem ao Pai em meu nome, ele lhes conceda.” Jo 15:16. Fomos escolhidos para dar frutos duradouros e permanentes, e, entendendo isso, não perderemos o nosso senso de utilidade enquanto estivermos aqui.
Homens e mulheres regenerados pelo Espírito Santo sentem-se renovados e animados quando servem, pregam e compartilham Cristo aos outros, e, ao mesmo tempo, ficam frustrados quando se percebem vivendo apenas em torno de um projeto pessoal.
O filho pródigo simboliza aqueles que fazem da satisfação pessoal e momentânea o seu modo de viver, e devemos nos perguntar, o quanto dessa mentalidade permeia o nosso coração. Alguns questionamentos para nossa reflexão.
- A minha paixão inicial se esfriou? Aquela alegria de estar junto dos irmãos, compartilhando sobre Cristo, desapareceu?
- Perdi o meu amor e zelo pela palavra e já não me animo mais em estar a sós com Deus em meu devocional diário?
- Quando estou nas reuniões, não tenho o que compartilhar, pois sinto-me vazio das riquezas de Cristo?
- Tenho gastado mais tempo com assuntos como diversão, política e curiosidades e já não leio um bom livro ou cultivo amizades que edificam na igreja?
Se as respostas a essas perguntas são positivas, precisamos dar alguns passos práticos na direção da verdadeira mudança.
- Primeiro, é preciso uma postura de arrependimento desse estilo de vida. Afinal, escolhemos nosso próprio caminho e não a vontade de Deus.
- Segundo, buscar ajuda de irmãos mais maduros, que vivem de forma mais consistente. Esses, terão sensibilidade para nos ajudar.
- Terceiro, é preciso mudar o círculo de relacionamentos. Irmãos que consideramos mais radicais são os que nos desafiam a andar mais perto de Deus. Fuja daqueles que não crescem, que não se envolvem e só gostam dos momentos de descontração.
- E, em quarto e último lugar, não se afaste da vida da igreja, não importa o quão desanimado esteja. Deus usará o seu corpo, a igreja, para restaurar e fortalecer a sua fé. Você não sabe quem Deus irá usar para lhe ajudar, então se envolva com o corpo de Cristo.
Finalizo, lembrando que, como o pai do pródigo o aguardava, arrependido, assim o Senhor aguarda que voltemos ao primeiro amor e à simplicidade de uma vida cheia de fervor e paixão pelos assuntos do seu reino. Vamos voltar à segurança e ao aconchego da casa do pai.
“Faze-nos voltar, SENHOR Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.” Sl 80:19




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Louvado seja Deus!!
Obg, Pai, pela palavra de ânimo e correção.
Palavra oportuna para os nossos dias e para os dias que estão por vir.
Que palavra edificante meu amigo-irmão! Que o Senhor Continue te dando graça para nos compartilhar d’Ele e do seu amor eterno. Abração!
Amém