O Coração dos Que Ensinam
2Coríntios 4:12 De modo que a morte está agindo em nós, e a vida está agindo em vocês. NTLH.
Todo aquele que foi chamado ao ministério específico para pregar e ensinar o evangelho, deve trazer consigo uma consciência de sacrifício e entrega por aqueles a quem ensinam. Pastores que não lidam bem com o sofrimento prejudicam a si e ao rebanho. Se o pregador busca realização pessoal no exercício do ministério, seduzido pelo ego, pode não entender o quanto dele é exigido para que outros possam conhecer a Cristo mais profundamente, sendo tentado a desejar o reconhecimento dos homens, caindo assim nas armadilhas do próprio coração. O apóstolo criticou pregadores que pregavam a Cristo com motivações completamente erradas. Fl 1:15-17.
Ele entendia, que os riscos que corria e os conflitos que vivia pregando e ensinando o evangelho, produzia vida em outros, embora, as circunstâncias em que vivia o conduzisse sempre para riscos de morte e perigos sem fim. 2Co 11:26-29. No versículo 10, ele revela que as aflições decorrentes da pregação do evangelho exigiam mortificações e renúncias, para que a vida de Jesus se manifestasse nele. “levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.” 2Co 4:10.
Fossem resistências dentro da igreja, ou perseguições que vinham de fora, em ambas as situações ele tinha que mortificar suas vontades e reações para cumprir o seu chamado, entendendo
que no processo de mortificação pessoal, outros experimentaram vidas transformadas, beneficiando-se dos sacrifícios dos pregadores do evangelho. “Em nós opera a morte, em vós, a vida!”
Em Marcos 10:45, Jesus disse que veio para servir e dar a vida em resgate de muitos. Um sentimento profundo de entrega e doação, compreendendo a dimensão da vocação recebida. Sem essa compreensão, o serviço ministerial torna-se perigoso devido às necessidades emocionais existentes em nosso coração.
Bons homens de Deus sucumbiram ao desejo de reconhecimento, aplausos e até mesmo a necessidade de gratidão daqueles a quem serviram. Em 1Tes 2:8 Paulo revela o desejo do seu coração, que era dar mais que sua pregação. Ele queria dar a própria vida. Ao analisarmos as colocações do apóstolo acerca de seu serviço, podemos fazer correções nos rumos do nosso coração ao cooperarmos na obra de Deus.
Em 2Co 13:9, ele afirma se alegrar quando os irmãos estão bem, mesmo que ele se sinta fraco, pois todo aquele sofrimento era por amor a eles, ainda que lhe causasse muito desconforto. Quantas vezes murmuramos devido à resposta lenta de irmãos que cuidamos, do descaso de alguns, do descompromisso de outros, do desdém de poucos, e é aqui que nossas motivações são expostas; amor a Deus e ao rebanho, ou amor ao som da nossa própria voz e à busca pelo conforto pessoal?
Deus procura homens que se deixam moldar para serem úteis no serviço em sua casa, e o caminho a ser trilhado é o de dores, frustrações e decepções, todavia, esse é um processo necessário aos que foram chamados para poderem amadurecer, expressando os sentimentos do coração de Deus e conduzindo o rebanho à maturidade em Cristo.
1 Tessalonicenses 2:8 assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes muito amados de nós.





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