Livra-me, Senhor!
Livra-me Senhor da mediocridade de não te ouvir nem te enxergar. Livra-me do desejo por coisas e da busca por inutilidades. Livra-me de me desgastar física e emocionalmente com aquilo que não posso mudar. Não me deixes ser consumido pela obsessão de uma vida plena aqui nessa terra, pois certamente isso me levará a pecar contra ti. Livra-me, eu rogo, dos pensamentos superficiais acerca de ti, pois não tenho como te conceituar. Todos que o fizeram, erraram. Preciso entender que só posso te conhecer através da revelação que fizestes de ti mesmo.
Guarda meu coração do engano do saber, do compreender, do apoiar-se no próprio entendimento. Os que nele vivem jamais entenderão a verdadeira sabedoria e o mundo está cheio desses!
Oh, meu pai, livra-me de cansar os que me ouvem com discursos superficiais, de me portar diante deles como quem sabe, e perder assim a capacidade de aprender de ti mediante um relacionamento simples. Guarda meus sentimentos da “síndrome do iluminado” para não afadigar meus irmãos.
Ensina-me a difícil tarefa de falar pouco, pois sei que no muito falar o ego acha o seu lugar.
Livra-me também do silêncio covarde, omisso, tímido que não defende o teu nome e nem proclama tua doutrina.
Livra-me de achar que os outros precisam mudar e assim me esquecer que preciso ser transformado por ti.
Livra-me do caminho perigoso das necessidades da alma para que eu não use teu nome, tua obra, ou o ministério para satisfazê-las.
Não permitas que eu despreze a tua noiva, a igreja, devido a suas imperfeições. Muitos já sucumbiram nesse caminho.
Não me deixes confundir conhecimento com amadurecimento e, por fim, Senhor, não permitas que eu queira mais o teu poder do que tua pessoa. Mais as manifestações que o conhecimento de quem tu és. Ensina-me a escolher a melhor parte, buscando sempre a intimidade contigo. Amém




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