Despertando Jesus

Marcos 4:38 E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? 39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança.

A forma mais eficiente que Deus tem para nos amadurecer no relacionamento com ele são as provações que ele permite que passemos em nossa caminhada. Este é um dos grandes mistérios que aflige a muitos filhos de Deus, levando-os a questionar o porquê dele não responder prontamente suas orações.

Em meio aos sofrimentos, alguns mergulham na depressão, angústia e solidão, enquanto outros gritam e clamam para que o Senhor se levante em seu favor. Uns continuam perseverantes e se fortalecem na fé, enquanto outros se perdem na busca por respostas satisfatórias e deixam de ver o que ele está tentando ensinar. Tiago diz o seguinte:

Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Tiago 1:12.

Tiago está nos dizendo que Deus está realizando um trabalho individual e particular em nossas vidas. Por algum motivo que só ele conhece, eu e você precisamos de aprovação da nossa fé, da confiança nele e se iremos permanecer com ele quando calamidades inexplicáveis nos alcançarem. A mesma ideia encontramos quando lemos Deuteronômio 8:2:

Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos.

A provação aqui tinha o objetivo de revelar o coração e saber se eles permaneceriam fiéis ao Senhor. “Para saber o que estava no teu coração”. O que as provas têm revelado do seu coração? Um amor incondicional por ele, ou alguém rancoroso? Há louvor em nossos lábios em qualquer circunstância ou um relacionamento frio e distante, como fazemos com qualquer pessoa que não corresponde às nossas expectativas? O fato é que há inúmeros filhos de Deus decepcionados com ele, achando que Deus lhe deve alguma coisa. Daí, jamais conseguem conhecê-lo de fato, pois baseiam essa relação numa equação de troca, achando que há em Deus algum tipo de necessidade. Deus não tem necessidades. Sem mim, ele continua perfeito, completo e imutável. Ele é Deus. Entretanto, parece que ele deseja que conheçamos o seu caráter, sua grandeza e seu grande amor. Jó, após passar por grande provação, descobriu como seu conhecimento de Deus era medíocre e sua relação com ele baseava-se em méritos e não no amor incondicional a Ele. 

Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:5-6

O texto que iniciei essa reflexão nos traz a simples lição do poder que ele tem de subordinar a si todas as coisas e de seu domínio soberano em qualquer circunstância. Seja sobre o mar bravio ou ventos tempestuosos. Ele sempre estará no controle.

A palavra nos convida a lançar toda a nossa ansiedade sobre ele porque ele tem cuidado de nós, 1PE 5:7.   Ironicamente, parece que o nosso Deus tem momentos que se ausenta ou se afasta a uma distância segura para nos ensinar lições eternas. Lições da dependência, da confiança e da clareza de que ele deseja ser despertado através do clamor de homens e mulheres que são limitados, mas aguardam firmemente a sua intervenção.

É claro que Deus jamais dorme, porém, ele sabe como se ausentar, ficar em silêncio a nos observar para arrancar de nós a autoconfiança, o orgulho e a autossuficiência que tanto nos prejudicam no relacionamento com ele. Se em meio a uma tempestade ele permanece imóvel a dormir, é porque ele tem certeza de que pode deter a tempestade. Mas, a incredulidade é pior que a tempestade. 

Imaginem aquela cena, os discípulos sentados no barco olhando para Jesus, e o mar e os ventos calmos. Acredito que ali só restava admiração, contemplação e adoração. Quem é este que aquieta o mar? Ele é o Deus que se fez homem e está entre nós, habita em nós e quer que o conheçamos. Louvado seja o seu glorioso nome!

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