Posso Confiar?
Salmos 66:20 Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça.
Às vezes somos tomados pela incredulidade quando nossas orações não são respondidas no tempo de grande angústia. Isso nos abate e desanima o coração, e por esse motivo, a tristeza se faz companheira.
No salmo 30:5 Davi diz que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Para a alma angustiada e aflita, a noite parece não passar, perdida em seus pensamentos e dores. Há, porém, uma garantia de que a alegria virá deixando as trevas da angústia para trás. No texto que iniciamos, o salmista louva ao Senhor pela experiência de saber que ele não rejeita suas orações. Ele confia na resposta do Senhor. O caminho do aprendizado e perseverança é forjado em nós pelo próprio Deus, que nos ensina a confiar em sua bondade, usando cada situação para nos aperfeiçoar. Ele sabe que o amadurecimento vem com cicatrizes e marcas gravadas no mais profundo de nossa alma. Crianças têm cicatrizes das brincadeiras infantis, adultos as têm no mais profundo do coração. Cicatrizes curadas, que nos lembram os caminhos que o Senhor nos fez andar para nos tornar homens e mulheres amadurecidos, que não se abalam com facilidade, pois aprenderam a confiar na fidelidade de Deus.
Louvar ao Senhor com a certeza de que ele não rejeita as nossas orações revela que estamos aprendendo a confiar, mesmo quando ainda não obtivemos a resposta final de sua parte. No mesmo versículo, ele afirma que o Senhor não aparta de seus filhos a sua graça. Graça é um favor imerecido. É a decisão de Deus em nos socorrer, mesmo sabendo que não merecemos. É o seu amor direcionado para nos livrar de nós mesmos, da nossa infantilidade e dureza de coração, nos tornando mais quebrantados e parecidos com o seu filho, Jesus.
No salmo 119:67,71 lemos:
“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos“.
Quantas vezes o Senhor usa situações dolorosas para nos salvar das misérias de nosso próprio coração? O salmista admite que antes de ser afligido andava errante pelos seus próprios caminhos, mas os sofrimentos permitidos por Deus o levou a guardar seus mandamentos com maior diligência e cuidado. Desenvolveu nele temor e amor pela palavra, e, ao mesmo tempo, o fez reconhecer que o Senhor o estava aperfeiçoando.
O apóstolo Paulo, escrevendo aos irmãos de Roma declara:
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, Rm 5:3.
Ele aprendeu que nenhum sofrimento que os filhos de Deus passam é vão. O nosso Deus usa a tribulação para gerar em nós paciência, nos libertando do imediatismo próprio das crianças mimadas. A paciência é de suma importância para quem está em aflição ou buscando uma resposta do Senhor. Mesmo que não consigamos enxergar, há um bom propósito em Deus ao nos permitir passar por situações dolorosas. Olhem o que nos diz a palavra acerca de Abraão:
Hebreus 6:15 E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa. Notem a ênfase: “esperar com paciência!” A questão aqui não é somente responder nossas orações mas, nos ensinar lições eternas.
O escritor da carta aos hebreus nos traz uma revelação surpreendente. Ele afirma sobre Jesus:
Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Hb 5:8.
Em meio aos sofrimentos ele cresceu em obediência, aprendendo a se sujeitar à vontade do pai.
Você pode achar injusto os sofrimentos que se abatem sobre sua vida, porém o Senhor talvez esteja querendo lhe ensinar o caminho da obediência e rendição à sua vontade. Pode haver em você rebelião, dureza e resistências que precisam ser arrancadas, tornando sua fé muito mais saudável. Jesus decidiu se sujeitar em meio a sofrimentos injustos, mas nós reclamamos com Deus devido aos sofrimentos que ele nos permite experimentar. Se não entendermos a pedagogia de Deus que sempre visa nos amadurecer, jamais poderemos desfrutar de uma relação prazerosa com Ele, e seremos incrédulos, desconfiados, cheios de cobranças, nenhuma gratidão, nem adoração, apenas queixas e decepção.
O salmista estava bendizendo ao Senhor, pois tinha certeza que ele não rejeitava suas orações, mas, para chegar a essa conclusão, ele teve que passar pela escola de Deus que inclui em suas matérias, sofrimentos, silêncio de Deus, angústias, paciência e perseverança confiante até que ele nos liberte das infantilidades. E você? Já o conhece o suficiente para afirmar com certeza que ele está ouvindo sua oração? Que possamos com humildade perceber a grandeza de sua fidelidade e deixar que ele nos ensine a descansar em seu cuidado.
1 Pedro 1:6 Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, 7 para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;




Bendito seja o deus, que ouve as minhas orações… 🙏🙏🙌🙌
Excelente reflexão
Muito bom
Que o Senhor me de olhos e ouvidos atentos
Bendito seja o senhor.
Que eu aprenda com Jesus a ter paciência, descansar e confiar mais no senhor!!
Deus é bom e misericordioso.
Bendito seja o senhor.
Que eu aprenda com Jesus a ter paciência, descansar e confiar mais no senhor!!
Deus é e misericordioso.
Amém! Deus é bom!
Palavra fiel e digna de toda aceitação! Realmente, preciso conhecer melhor o Senhor para saber se Ele está respondendo minhas orações.
Que meu sofrimento não seja em vão Jesus, que eu aprenda a ser obediente e me sujeitar a tua vontade e que eu tenha paciência para cura de minhas aflições e angústias
Amém por toda essa palavra, que eu aprenda com Cristo a ter paciência verdadeira .
Que o Senhor me ajude a confiar