Legalismo (parte 2) indiferença e orgulho.
Lucas: 7:37 E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento;
38 E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento.
39 Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
Lucas, autor desse evangelho, faz questão de destacar dois pontos importantes nesse acontecimento:
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1. Que aquela mulher era uma pecadora, e;
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2. A reação do fariseu.
Ao adjetivar a mulher como “uma pecadora”, o autor o faz com o objetivo de destacar dois comportamentos bem distintos. O de Jesus e o do fariseu, onde o mestre, provocando e confrontando a religiosidade oca daqueles homens, revela seus corações, e expõe o vazio de sua religião. Jesus disse:
Mt. 12:33-35
33 Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.
34 Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
35 O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
As muitas situações que vivemos diariamente expõem o bom ou o mau tesouro do nosso coração e, os Relacionamentos são ferramentas eficientes de Deus para revelar as deformações de nossa alma. São as fraquezas ou virtudes do outro, erros ou acertos, que evidenciam mais de nós mesmos do que imaginamos. A forma como olhamos, julgamos, criticamos ou amamos. Nossas reações em relação ao outro é a expressão exata de quem somos, e, é isso que Cristo está afirmando no texto acima. “O homem bom tira do bom tesouro do coração coisas boas”. Uma coisa é o que penso de mim mesmo, e outra, é como de fato sou, e, como reajo ou não no meu dia a dia as fraquezas dos meus irmãos. Somos péssimos juízes de nós mesmos, e mais legalistas do que imaginamos.
Quando aquela mulher pecadora lançou-se aos pés de Jesus na casa do fariseu, as cavernas dos corações daqueles homens foram reveladas, deformações que as belas roupas não conseguiam ocultar. Uma total indiferença para com ela, e um forte espírito crítico a Jesus. Esses, não conseguem se compadecer, pois estão focados nas falhas e deficiências das pessoas. Maximizam os erros e fecham os olhos para qualquer virtude. Não há oferta de amor, empatia ou misericórdia, só julgamentos. Na igreja, eles se atraem, se conectam, formam tribunais, usam as palavras com maestria, são convincentes pois, nada é mais persuasivo que apontar erros e fraquezas para descredibilizar. “Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora”. Lc. 7:39. Gloriam-se na justiça própria. Provavelmente aquela mulher já ouvira a mensagem de Cristo em alguma ocasião anterior e, sentia-se quebrada, confrontada por sua palavra e atraída por seu amor. Ao ouvir que Cristo estaria na casa de Simão, pega seu perfume mais caro, e desesperada, angustiada, caminha pelas ruas com um só pensamento: Lançar-se aos seus pés, humilhada, suplicando perdão, buscando transformação. Mas, aquele não era um lugar para pecadores desesperados, afligidos por seus males.
Ali, estavam pessoas de “destaque” tentando impressionar Jesus. Comida boa, mesa farta, roupas bonitas…Muita aparência. Como em muitos dos nossos ajuntamentos! A religião traz cegueira, torna os homens mesquinhos, Insensíveis, indiferentes, e, pior ainda, orgulhosos. São altivos, julgadores e sem misericórdia. Não há dúvidas que o espírito legalista, deforma e desvirtua a essência da mensagem de Jesus.
Ele chega a afirmar:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.” Mt. 23:15
Deformação, e não a transformação, é o que esse espírito legalista produz. E é isto que Cristo está afirmando no texto acima, que, a geração seguinte dos legalistas será duas vezes mais deformada do que eles mesmos. É muito mais fácil seguir regras estabelecidas que submeter-se a uma lenta transformação de dentro para fora. As práticas religiosas exteriores são como adubo no coração de homens que nunca nasceram de novo, mas, julgam-se superiores aos que não vivem como eles. Tais práticas, Inflam egos e distorce o entendimento acerca das deformações pessoais. Jesus, denuncia sem nenhuma reserva a religiosidade de aparências:
Mateus: 23
27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.(continua)




Que o Senhor encontre espaço em nossos corações para transformá-lo em um coração semelhante ao seu, livre de todo ego a fim de que a Glória seja única e exclusivamente dele.Ó Senhor ,
livra-nos de nós mesmos !
Amém !!!
O legalismo está presente na natureza decaida do homem que se alimenta de si mesmo, se envenenando a casa dia
…Se desviando da simplicidade que há em Cristo Jesus.
Amém muito bom e desafiador..quanta religiosidade em mim.. palavra tremenda! Que Deus te abencoe ansiosa pela parte 3.
Amém tio!!! Me edificou muito….muitas vezes nem percebemos o quanto somos religiosos!! Que venhamos ser verdadeiros adoradores de Cristo e toda a religiosidade venha ser desprendida de nossos coraçoes….Deus abençoe! !!
Amém.
Que o Senhor nos ajude a nos libertar de todo ranço de religiosidade e legalismo.
Deus Abençoe sua vida e sua casa, meu irmão.
Abraços de seu amigo.
Serginho