Legalismo (parte 1)
E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar. Lc. 6:7
Para religiosos legalistas as regras são mais importantes que qualquer virtude. Curar, servir, fazer o bem transformam-se em crimes hediondos, e, são dignos da pena capital os que “violam” as regras estabelecidas. Não são raros os olhares discriminadores para aqueles que não vivem dentro do padrão religioso do grupo. Mesmo que essa “falha” não seja intencional, sendo resultado de fraquezas, ignorância, falta de entendimento, lentidão no aprendizado, etc.; não importa, as regras não foram cumpridas, e, como dizia a rainha má do filme Alice no país das maravilhas, “cortem a cabeça!”
Quando digo, “os que não vivem dentro do padrão religioso do grupo”, não estou incentivando comportamentos deformados e esquisitos que muitos adotam, tentando dar aos mesmos tons virtuosos, alegando que o importante é o interior, ocultando muitas vezes um espírito rebelde e subversivo. Os escribas e fariseus observavam Jesus para ver se curaria no sábado, tendo uma “grave” acusação contra ele. Todo legalista é um bom fiscal no reino de Deus! Claro que, em relação a vida do outro, não à sua. Não dão importância as mazelas que afligem os homens, seja uma mão atrofiada, uma doença terminal ou mesmo uma necessidade de amparo emocional, como no caso da mulher pecadora. Se não repetir o mesmo comportamento linear do grupo, não é digno de amor e misericórdia.
A regra é, reproduzir o Jeito de falar, de vestir, forma de pensar e julgar, tudo padronizado e formatado segundo o pensamento religioso predominante Mesmo que tais comportamentos não encontrem nenhum respaldo nos ensinos de Jesus nem na vida dos apóstolos. Até mesmo o ato de cultuar é coletivizado, suprimindo toda expressão pessoal ou individual. Podemos perceber até onde a religião sem Deus torna-se nociva, maléfica e destruidora.
Os legalistas amam uma perfeição que existe somente em suas almas doentias. Vivem uma religião que é fruto de suas mentes e não do coração de Deus. Esses, são daqueles que acham que a transformação ou santificação de uma pessoa vem por meio de regras, ritos ou penitências e não pela experiência direta com Cristo e seu Espírito. Satisfazem-se com o culto exterior mesmo que não haja nenhuma mudança no coração. Até, quando testemunham os mais belos atos de amor e misericórdia, eles concentram-se em achar erros em coisas secundárias e sem nenhuma importância.
Então, arrazoavam em seus corações se Jesus curaria em pleno dia sagrado para um judeu, o sábado, não conseguindo alegra-se com a cura de um moribundo sofredor.
Jesus convida o homem ao centro das atenções.
Lucas: 6
8 Mas ele bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé.
9 Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar?
A resposta à pergunta de Jesus era óbvia, mas eles recusaram-se a responder. Com esse pequeno ato, ele confronta a todos os que foram acometidos pela doença da indiferença religiosa, que cega os que amam regras ao invés das pessoas. O legalismo alastra-se como um câncer na vida de homens distantes de Jesus, envenenando os corações dos que amam as regras mais rígidas, apegando-se cegamente á letra da lei sem compreenderem a sua essência. E, quanto mais rígidas as regras maior é o senso de superioridade!




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