O Amor do Nosso Pai
Deus é o nosso Pai, que nos amou antes mesmo da cruz. A cruz não levou o pai a nos amar, apenas demonstrou a grandeza do seu amor por nós. Esse amor antecede qualquer coisa e é inexplicável. Paulo diz: “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. Rm. 5:8 “Quando éramos ainda pecadores, Ele morreu por nós”! Ele nos ama não por mérito ou qualquer outra coisa, mas simplesmente por ser o nosso pai. Não precisamos crescer para alcançar seu amor, mas crescer a partir do entendimento e revelação desse amor.
Ao olharmos para a cruz, vemos de forma chocante, o extravasar desse amor. Deus nos reconciliando consigo, imputando ao seu filho justo a nossa culpa. IICoríntios 5:19 “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados.” Em seu grande amor por nós, Ele fez uma injustiça a si mesmo levando sobre si o castigo que nos pertencia. Paulo afirma em 2Co 5:21: “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” O pai fez de seu filho pecado por nós, para que fôssemos declarados justos perante Ele. A paz que hoje gozamos veio da maior expressão do amor de Deus por nós, por isso Isaías diz que o castigo que nos traz a paz, estava sobre Ele. Is. 53:5. Não há nada que façamos que o leve a nos amar mais do que Ele sempre nos amou. Entretanto, o Apóstolo Paulo diz que o Amor de Cristo nos constrange, e que tal constrangimento deve levar-nos a viver por Ele e para Ele. 2Co 5.14-15 “Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.”
Quando estávamos perdidos em nossos pecados, Ele veio a esse mundo de trevas, assumiu a forma humana e, por esse tão inexplicável amor, se fez maldição para nos abençoar. Gl. 3. 13. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;” Ao assumir os nossos pecados, Ele se fez amaldiçoado, a ira de Deus contra nós pecadores desabou sobre Ele naquele dia e as trevas cobriram a terra! “Mt. 27. 45. E, desde a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona.” Por nos amar tanto, o Pai abandonou o seu filho justo, virou-lhe as costas, desencadeou contra ele a sua terrível ira e sua total repugnância ao nosso pecado! Isaías diz: 53.5 “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” “Ferido”, “esmagado”, “abandonado”, “amaldiçoado!”
Que prova maior precisamos do amor do Pai? O conhecimento desse amor paternal deve levar-nos a desistir de fazer qualquer coisa para sermos mais amados por Ele. Isso é algo impossível! João, ao tentar explicar o Amor do Pai, disse que Ele nos amou de “tal maneira.” Jo 3.16. Não encontrou outra palavra que expressasse esse amor. De “tal” maneira! A revelação dessa paternidade deve nos levar ao arrependimento devido à dúvida em relação ao seu amor. Somos amados porque Ele é o nosso Pai. Estamos ligados a Ele pelo mais sublime e eterno laço que é o seu amor paterno. Nada mais pode nos suprir desse amor. Ele existe, é real e milita a nosso favor. O Apóstolo nos garante: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” Rm. 8:35. A força desse amor paterno garante que nada pode separar-nos dEle, pois aqueles que o experimentam recebem graça para passar por qualquer circunstância, sejam elas físicas ou emocionais. “Tribulação ou angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada.” sejam quais forem as situações, é o amor do pai que nos guarda e protege da apostasia e incredulidade. Conhecer a Deus é conhecer a essência do amor, pois a sua palavra nos garante que “Deus é amor,” I Jo 4:8 “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” Logo, é inconcebível dizer que conhecemos a Deus vivendo para nós mesmos.
Os “cristãos modernos” abandonaram a centralidade na pessoa de Cristo, e deixaram-se seduzir por uma pregação que colocou o homem e suas necessidades no centro. Assim, esses em sua grande maioria, deixaram de buscar a glória de Deus e construíram uma religião egoísta, deformada e doente cujo objetivo principal é a felicidade do homem. Quando não entendemos que Deus é amor, o resultado de nossa religiosidade será o egoísmo. Vida voltada para nós mesmos, busca apenas pela realização pessoal, e uma total incapacidade de doação, entrega e sacrifício. Aquele que não ama não conhece a Deus porque Deus é Amor.
Esse amor de Deus por nós é tão sublime e imensurável que Paulo escreve em tom de exultação: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” Rm 8:32. O que nos falta ou poderá faltar que Ele não possa suprir em seu grande amor? Por esse amor, temos sido guardados e o Pai promete nos dar em Jesus todas as coisas. Que, pelo Espírito, venhamos entender esse amor paternal com todas as suas implicações, sua grandeza, beleza e perfeição. Bendito seja o nosso amado Pai!
“Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor,
Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade,
E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.” Ef. 3:17-19
E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. I João 4:16




Amém
Tudo o que estava sendo ministrado ao meu coração essa semana! Senhor continue ministrando ao seu coração Pr Cláudio.
Esse amor verdadeiramente me constrange, mesmo sem eu merecer!
Excelente mensagem!
Deus o abençoe PR.Claudio.