Ser sal

Mateus 5:13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.

Tornam-se inúteis para Deus os que ignoram a responsabilidade de testemunhar mediante uma vida exemplar e coerente diante de um mundo pervertido. Todo aquele que se diz cristão mas vive irresponsavelmente sem compromisso de vida com a verdade do evangelho se tornará motivo de escárnio e vergonha para Deus e diante dos homens.


Quando perdemos o impacto da vida regenerada e passamos a viver como cidadãos desse mundo caído, adotando seus valores, modo de pensar e estilo de vida então, o sal perdeu o seu valor. O fim será o escárnio e a vergonha. O mundo olha para esses e os identifica como hipócritas, que têm um discurso, porém a vida segue na direção oposta ao evangelho da renúncia, sacrifício e santificação.


Os fariseus eram influentes nos dias de Cristo, religiosos e muito zelosos, não passavam despercebidos onde estavam inseridos. Suas vestes diferentes, o olhar altivo de cima pra baixo, sempre com um microscópio nas mãos para investigar os outros nos mínimos detalhes. Eles, porém, sucumbiram á tentação que acomete a muitos que não conhecem a verdadeira transformação. Agarraram-se a letra dos mandamentos vendo neles um motivo de destaque pessoal e reconhecimento diante dos homens.  A preocupação com a performance era tão grande que jesus faz um de seus discursos mais duros em Mateus para denunciar quão reprovável é uma vida de aparências. Suas práticas religiosas eram para alimentar o ego.

Mateus 23:5a Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens;…

Jesus denuncia motivações erradas no coração. Práticas exteriores para serem vistos pelos homens.

Alerta que, quando não há a essência de uma vida regenerada pelo poder de Deus os homens se afastam das veredas do arrependimento e rendição a Cristo.

Mateus 23:13 Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.

Um duro discurso! Corremos o risco de não entrar no reino de Deus e também, impedirmos outros de serem salvos. Somos instrumentos de salvação para quem anda perto de nós? A esposa(o), os filhos, colegas de trabalho, da escola etc? Viram como alguns comportamentos religiosos podem nos tornar mais orgulhosos que amorosos? Como podemos olhar os outros de cima para baixo só porque conhecemos a verdade?
Esse é o sal que não salga e a luz que ofusca a verdade. Tais comportamentos nos mostram que podemos amar tanto a doutrina a ponto de nos tornamos insensíveis como aqueles fariseus com pedras nas mãos para matar a mulher adúltera, cheios de prazer por aplicar a lei naquela “miserável pecadora”. (João 8:3-5). Não havia empatia, misericórdia, muito menos desejo de demonstrar um Deus amoroso através do perdão.

Ser sal da terra é pregar o evangelho num mundo caído, sem sabor, sem vida. É amar, rogar e chorar para que Cristo torne-se conhecido através de um testemunho coerente entre o discurso e a prática. É mais que apenas denunciar ou deleitar-se num farisaísmo que só infla o ego mas não produz vida. É viver Cristo, ser Cristo na prática de vida.

Ser sal é ser firme com os hipócritas, mas dócil com os fracos. É ser pão para o faminto e água para o sedento. É ser sensível para temperar na medida certa um mundo destroçado pelo pecado e decepcionado com a religião de aparências. A religião nunca faltou em nenhuma cultura, mas, a vida de Cristo operando na terra foi uma dádiva de Deus manifestada através de um povo regenerado pela obra do Espírito santo. Essa vida é sobrenatural, impactante e não passa despercebida. É o Cristo vivendo sua vida em nós! Encerro com uma frase do frade católico Francisco de Assis nascido na Itália no ano de 1.181.

Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas leiam”. (São Francisco de Assis)

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