O Desafio De Pregar O Evangelho do Reino.

Lucas 4

43 Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado.
A igreja de Cristo atravessa um dos momentos mais críticos de sua história. Bombardeada, atacada e confrontada em seus valores e doutrinas, desfigurou-se, rompeu com sua referência histórica do evangelho vivido e pregado por Jesus e seus apóstolos. Perdeu-se em ideias e conceitos humanos, tornando-se numa instituição que reflete personalidades carismáticas, modernos modelos administrativos e um clamor quase impositivo, por uma igreja reestilizada e adaptada a uma “nova sociedade” que exige uma nova instituição religiosa e pior, pressionada por “novos cristãos” que desconhecem o governo de Cristo. Esses, e alguns da velha guarda, sentem-se incomodados com a doutrina apostólica, com os métodos antigos e simples, e clamam por mudanças, não importando o preço, nem onde elas nos conduzirão. Desejam uma religião mais alinhada aos seus ideais, acham-se inovadores, homens capazes de produzir algo melhor do que a igreja primitiva conseguiu.
Quando Jesus disse, “ide e fazei discípulos de todas as nações, … ensinando-os”, Mt. 28:19-20, fica claro o tom imperativo de sua ordem e a qualidade que esperava de sua igreja. Uma comunidade de homens e mulheres governados por Ele.

Jesus disse ter uma comida que os discípulos não conheciam, Jo 4:31-32 que consistia em fazer a vontade do pai e anunciar o evangelho, pois, esta era a sua missão. Lc 4:43. Tal senso de vocação o manteve em torno de um eixo que era a pregação do evangelho do reino, anunciando ao mundo a chegada do governo de Deus através de seu filho e de sua igreja. A inauguração de uma nova dispensação de homens rendidos ao Senhor. O que cremos, norteará nosso trabalho e nossa forma de cooperar com Ele na realização de sua obra.

Enquanto as perseguições dos primeiros séculos impulsionou a igreja, e firmou sua identidade, as confusões religiosas da igreja moderna tornaram-a indolente, parasitária e o pior de tudo, completamente distante do modelo de igreja vivido e ensinado por Jesus e seus apóstolos. Hoje, temos várias instituições religiosas, contextualizadas ou adaptadas a grupos sociais e ideologias. Temos cultos atrativos para manter o povo nas congregações, púlpitos intelectualizados, grupos judaizantes, os místicos, os que veneram a razão, os que pregam um evangelho terapêutico supervalorizando as necessidades humanas ao invés da vontade de Deus, além dos discípulos com mentes revolucionárias, circulando em nosso meio, avessos a qualquer regra que ameace seus gostos, vontades e desejos imutáveis, mesmo que suas ideias e comportamentos não condigam com a sã doutrina. E, Embora, a grande maioria deles sejam bem intencionados, não conseguem produzir verdadeiros discípulos de Jesus. Nunca devemos nos esquecer que os maiores prejuízos que a igreja sofreu vieram de homens e mulheres bem intencionados, inteligentes e carismáticos, porém, avessos a críticas e discordâncias, muito menos a qualquer tipo de correção. Alguns desses prejuízos são irreparáveis! Isso lembra-me uma frase que ouvi do nosso amado irmão, Marcos Moraes, quando disse que, “a igreja está cheia de projetos que nasceram no coração do homem e não no coração de Deus”. Então, o grande problema que enfrentamos hoje não é crer, mas em que se crer.

Quando pregamos o evangelho errado, distorcido, as pessoas vêm para a igreja com seus corações errados. Se a pregação do evangelho visa a felicidade do homem e não o seu arrependimento, o resultado são igrejas cheias de pessoas doentes que jamais encontraram a cruz para morte do ego. Se o evangelho pregado não for o evangelho do reino, teremos igrejas grandes, cultos agradáveis, mas não teremos discípulos de verdade. Precisamos definir se queremos satisfazer os anseios de alguns homens ou cumprir a vontade de Deus. Gerenciar uma igreja com modelo empresarial ou estamos determinados a, como Jesus e os apóstolos, formar discípulos. Nunca devemos esquecer que naquele dia nossa obra será provada pelo fogo.

1 Coríntos 3

12 E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,

13 A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.

Devemos fugir do evangelho intelectualizado, seduzido por pregações glamourosas, mas que jamais formará discípulos. Temos que temer os caminhos que parecem fáceis, as seduções de modelos de igreja “modernizadas”, estilos de culto atrativos. Esse evangelho nos impõe o compromisso de fazermos discípulos, ainda que seja muito mais custoso, não podemos nos deixar seduzir por esses modelos que predominam em nossos dias. Ele disse: “ide e fazei discípulos”, essa é a ordem. Não devemos inventar. O que essa igreja produziu nos últimos anos é a prova irrefutável de como se distanciou da ordem que Ele deu para que façamos discípulos. Se não temos homens governados por Cristo, não temos igreja.

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