Rebelião, Um Mal Quase Irremediável

Um rebelde nunca consegue enxergar sua miséria pessoal. Lida com Deus arrogantemente, cheio de si, e com os seus semelhantes como se estivesse num plano superior. Olha para os outros de cima para baixo e não só os julga espiritualmente inferiores como considera que Deus deve aceitar sua forma de ser. Ao observarmos o relato de Caim e Abel vemos atitudes bem distintas.
Gênesis: 4. 4. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta,
“atentou para a oferta de Abel”. O Senhor sabe distinguir o coração do ofertante e não se deixa levar pela quantidade, beleza ou mesmo apresentação da mesma. A oferta precisa ser segundo o coração de Deus. Não podemos lidar com Ele segundo nossos padrões oferecendo aquilo que consideramos melhor. É Ele quem determina que tipo de oferta lhe é agradável. Na versão King James Lemos:
…Ora, o SENHOR aceitou com alegria a Abel e sua oferta… Gênesis, 4.4
Há grande diferença entre o rebelde e o homem que busca a vontade de Deus. O primeiro aproxima-se dele sem temor, oferecendo o que acha melhor. O segundo informa-se do que Deus quer e achega-se a ele com uma oferta agradável. Por isso o Senhor aceita primeiro a pessoa e consequentemente a sua oferta. Ele é tão Santo que só recebe o que vem dEle mesmo. “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. Rm. 11:36.” Isaías 64:6 diz: “Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia.”
Vemos então que nossos atos e posturas que consideramos mais virtuosos são impuros aos olhos do Senhor. Nossas justiças são trapos da imundícia! (Como os panos usados pelas mulheres da época em seu período menstrual). Para fugir da rebelião é preciso buscar o que Ele considera agradável a si.
“Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.” Gn 4:5

Para o rebelde a correção é uma afronta. Um coração duro jamais busca o favor e a graça de Deus. Se ira com aquele a quem devia humilhar-se, pois rejeita os padrões e a forma que Deus deseja ser adorado. Logo diz: “não aceito, não concordo com isso”! “Irou-se fortemente”. Não importa se é um homem ou o todo-poderoso que o repreenda, ele não se dobra, não aceita, pois as atitudes luciferianas já tomaram o seu interior. A rebelião destrói no coração do homem o conceito de autoridade e submissão, tornando a pessoa dura e insensível para com o pecado, e causando muitos danos aos que estão à sua volta. Foi o que aconteceu com Caim.

Gênesis: 4. 8. “Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou.”
O rebelde sempre dá seguimento ao seu intento, mesmo que em seu coração já saiba o que Deus pensa. Aliás, o que Deus pensa é secundário, pois, para tais pessoas, tudo deve dobrar-se a ele, inclusive o próprio Deus. Esses produzem morte sem nenhum remorso, dividem, destroem, mutilam o corpo de Cristo e ainda se orgulham, e muitas das suas vítimas jamais se recuperarão. Todo rebelde deixará um rastro de morte por onde passar. Ele, fará deliberadamente o que está planejando, pois Lúcifer já dominou o seu coração e sentimentos.
Gênesis: 4. 9. “Perguntou, pois, o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele: Não sei; sou eu o guarda do meu irmão?”
A insensibilidade para com as consequências dos seus atos permeia a atitude de todo rebelde. Não se importam com os outros, a igreja ou qualquer outra coisa. Somente ele e suas vontades são importantes. Levanta-se contra Deus e até mesmo contra seu próprio sangue como Caim fez com seu irmão. Há um rastro de morte no caminho de todo rebelde! A rebelião é um mau quase irremediável.
Qual o fim dos rebeldes?
Gênesis: 4. 10. “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra.
11. Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão.
12. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra.”
Maldição.
Ainda que o linguajar do rebelde se revista de Piedade, a maldição está sobre sua cabeça. “Maldito és tu…” não haverá para esses, nenhum tipo de bênção da parte do Senhor, só a sombra do juízo. Andam errantes, não encontrarão paz nem descanso. O rebelde afronta a Deus quando não se submete à autoridade, pois, toda a autoridade vem de Deus.
Esterilidade.
“Quando lavrares a terra não te dará mais a sua força…”
Embora o rebelde orgulhe-se de seu conhecimento e superioridade suas vidas são verdadeiros desertos, seus frutos são muito piores do que eles mesmos, pois rebeldes só produzem rebeldes piores que eles. São terras áridas que se consideram um jardim regado, mas que só geram frutos ruins.
Como disse Judas:
“Essas pessoas participam de vossas reuniões e celebrações fraternais, banqueteando-se convosco, sem o menor pudor. Agem como pastores que a si mesmos se apascentam; vagam como nuvens sem água, impelidas pelos ventos. São como árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz.
São como as ondas bravias do mar, espumando suas próprias indecências; estrelas errantes, para as quais estão preparadas as mais densas trevas por toda a eternidade.
Jd 1:12,13 versão King James.
Busquemos o mesmo sentimento de Cristo que se submeteu ao Pai em tudo. O princípio da rebelião foi estabelecido por satanás, o da sujeição e submissão pelo nosso amado Jesus. Quando os sentimentos de Cristo permeiam a sua igreja, a sua graça se faz presente através do seu espírito, há verdadeira comunhão, perdão e restauração. Há abundância de graça, pois não estaremos buscando nossos próprios interesses e sim os de Cristo Jesus.
“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo;
não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,
o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus, coisa a que se devia aferrar,
mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;
e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”
Fil 2:3-8



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